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		<title>Missa de Sempre - Páginas recentes [pt-br]</title>
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		<updated>2012-06-05T05:02:34Z</updated>
		<subtitle>De Missa de Sempre</subtitle>
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		<id>http://www.missadesempre.com/Vit%C3%B3ria</id>
		<title>Vitória</title>
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				<updated>2011-02-09T23:22:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Local: Missão da FSSPX - Capela Nossa Senhora das Alegrias&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Telefone: Tel: (11) 3462 6223 ou (11) 7443 1376&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Endereço: '''Rua José Antônio de Freitas, nº 10 - Bairro Joana D'Arc'''&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Vitória/ES - Brasil&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Horários:&lt;br /&gt;
*Consultar horários com Sr. Deivid de Amorim Nass, '''(27) 3345-5601''' ou Sr.Carlos José Delazari, '''(27) 9239-4233'''.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Bento_XVI_defende_a%C3%A7%C3%A3o_pol%C3%ADtica_da_Igreja_contra_o_aborto</id>
		<title>Bento XVI defende ação política da Igreja contra o aborto</title>
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				<updated>2010-10-30T13:08:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;28 de outubro de 2010, [http://www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=1062052&amp;amp;tit=Bento-XVI-defendera-hoje-acao-politica-da-Igreja-contra-o-aborto Gazeta do Povo]&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:papa_aborto.jpg|thumb|right|300px|Bento XVI defenderá a posição da Igreja contra o aborto e a presença de símbolos religiosos em espaços públicos, temas discutidos recentemente pelo governo Lula]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Papa Bento XVI disse hoje, a bispos brasileiros, no Vaticano, que é papel da Igreja emitir juízo moral em questões políticas quando isso for importante para defender os direitos fundamentais da pessoa. No discurso, ao qual a reportagem da Gazeta do Povo teve acesso com exclusividade, o Pontífice afirmou que os padres devem se posicionar quando estiverem em discussão temas como aborto e a eutanásia (a abreviação da vida de doentes terminais).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora não fale diretamente sobre o processo eleitoral brasileiro, o pronunciamento, feito a três dias do segundo turno presidencial, pode ser visto como um aval à postura de religiosos que criticaram candidatos e programas de governo pró-aborto – caso, por exemplo, do bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teve um artigo sobre o tema retirado do site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).&lt;br /&gt;
O pronunciamento do Papa foi feito nesta manhã aos integrantes da regional do Maranhão (Regional Nordeste 5) da CNBB, que fazem visita oficial ao Vaticano nesta semana. De acordo com a regra da Igreja Católica, todos os bispos precisam se reunir com o Papa a cada cinco anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O discurso do Papa afirma que, em princípio, o dever de construir uma sociedade mais justa por meio da política não cabe aos sacerdotes. No entanto, diz que há temas em que os bispos e os padres podem e devem se posicionar politicamente. É o caso da defesa da vida, por exemplo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ilustrar seu ponto de vista, Bento XVI usou um trecho de um dos principais documentos do Concílio Vaticano II, de 1963 – a constituição apostólica Gaudium et Spes, que fala sobre a Igreja no mundo atual. De acordo com o texto, a Igreja, “em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado”. Porém, deve ter direito a sempre “pronunciar o seu juízo moral mesmo acerca das realidades políticas, sempre que os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto do Papa afirma, sem citar nomes ou partidos, que projetos políticos que pregam a descriminalização do aborto ou da eutanásia traem o ideal democrático. E diz que seria ilusório afirmar que essas práticas seriam validadas em função de qualquer defesa de direitos humanos – em contraposição à tese de que o aborto é um direito da mulher decidir sobre seu próprio corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bento XVI também reforçou a defesa da educação religiosa e do ensino confessional e plural da religião na escola pública brasileira – algo que é combatido por uma linha política que diz que o Estado deve ser laico (sem religião). Novamente, o texto cita um documento da Igreja: neste caso, a encíclica Caritas in Veritate, do próprio Bento XVI. “A religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento, se Deus encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política”, diz um trecho da encíclica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, o Papa defendeu ainda a existência de símbolos religiosos em prédios públicos, afirmando que eles são uma lembrança da transcendência do homem. Bento XVI dirá ainda que isso faz sentido especialmente no Brasil, país de tradição católica que tem como um de seus principais símbolos a estátua do Cristo Redentor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o discurso do Papa não faça referência a partidos ou candidatos, o texto condena práticas que chegaram a ser defendidas pelo governo federal brasileiro e por setores do PT. No ano passado, o governo Lula lançou o 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) – que, em sua primeira versão, previa a descriminalização do aborto e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em espaços públicos da União. Depois de uma forte polêmica, esses trechos do PNDH foram retirados do plano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Confira a íntegra do discurso do Papa Bento XVI''':&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Amados Irmãos no Episcopado,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o &amp;quot;Compêndio da Doutrina Social da Igreja&amp;quot;» (Discurso inaugural da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões&lt;br /&gt;
cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Franca</id>
		<title>Franca</title>
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				<updated>2010-10-22T18:34:56Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: Criou página com 'Local: Franca/SP&amp;lt;br /&amp;gt; Consultar locais e horários no site: [http://www.missatridentinaemfranca.com.br/ http://www.missatridentinaemfranca.com.br/]'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Local: Franca/SP&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Consultar locais e horários no site: [http://www.missatridentinaemfranca.com.br/ http://www.missatridentinaemfranca.com.br/]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Mensagem_do_leitor:Missa_em_Franca</id>
		<title>Mensagem do leitor:Missa em Franca</title>
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				<updated>2010-10-22T18:33:18Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Carta&lt;br /&gt;
|nome=Pe. Michel&lt;br /&gt;
|data=22/10/2010&lt;br /&gt;
|assunto=Missa em Franca&lt;br /&gt;
|pergunta=&lt;br /&gt;
Caros amigos, a paz!&lt;br /&gt;
Sou o Pe. Michel e venho notificar que aqui em Franca, sede diocesana, que tem como bispo Dom Pedro Luis Stringhini, celebramos todos os domingo, na catedral francopolitana a Santa Missa no rito de São Pio V, sempre ao meio dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para maior divulgação temos o site:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.missatridentinaemfranca.com.br www.missatridentinaemfranca.com.br] se puderem nos ajudar a divulgar agradecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pe. Michel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|resposta=&lt;br /&gt;
Dê-nos a benção, padre!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adicionamos as informações sobre a missa, conforme pedido do senhor, conforme pode ser conferido em: [http://www.missadesempre.com/Franca http://www.missadesempre.com/Franca]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Salve Maria!&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Mensagem do leitor]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Not%C3%ADcias:Lula_amea%C3%A7a_revisar_acordo_com_o_Vaticano_por_questionamentos_a_Dilma</id>
		<title>Notícias:Lula ameaça revisar acordo com o Vaticano por questionamentos a Dilma</title>
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				<updated>2010-10-08T09:55:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: moveu Notícias:Lula ameaça revisar acordo com o Vaticano por questionamentos a Dilma para Lula ameaça revisar acordo com o Vaticano por questionamentos a Dilma&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;8 de outubro de 2010, [http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20280 acidigital]&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:papa_e_lula.jpg|thumb|left|300px]]&lt;br /&gt;
BRASILIA, 07 Out. 10 / 07:45 pm (ACI).- A agência italiana ANSA informou que o secretário pessoal do Presidente Luiz Lula Da Silva, Gilberto Carvalho, disse à cúpula da Igreja que se continuarem os questionamentos contra a candidata Dilma Rousseff –devido à sua postura favorável ao aborto– poderia ser revisado o acordo assinado com o Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ANSA, que recolhe uma notícia do jornal Valor Econômico, assinalou que Carvalho se reuniu com membros da Conferência Nacional de Bispos do Brasil e comunicou que o governo pode voltar a discutir o acordo que contempla o apoio a escolas católicas e outros benefícios.&lt;br /&gt;
Lula revisaria o acordo assinado por Lula e o Papa Bento XVI em 2007 no Brasil, e ratificado em 2009 no Vaticano, depois do qual foi aprovado pelo Congresso, onde foi questionado por congressistas evangélicos.&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Not%C3%ADcias:Gabriel_Chalita_critica_Igreja_Cat%C3%B3lica</id>
		<title>Notícias:Gabriel Chalita critica Igreja Católica</title>
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				<updated>2010-10-07T12:50:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: moveu Notícias:Gabriel Chalita critica Igreja Católica para Gabriel Chalita critica Igreja Católica&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;6 de outubro de 2010, [http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/gabriel-chalita-critica-igreja-catolica O POVO Online]&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:chalita_comunista.jpg|thumb|left|O deputado era apresentador da TV Canção Nova|300px]]&lt;br /&gt;
O deputado federal Gabriel Chalita do PSB, o segundo mais votado no estado de São Paulo cumpre agenda de papagaio de pirata como o mais forte aliado da candidata Dilma na  tentativa de promover junto ao povo cristão, sobretudo católico,  a eleição da petista neste segundo turno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A Dilma é a favor da vida”, “O presidente Lula é a favor da vida”, “acontece com Dilma o mesmo que aconteceu com Lula em 2006 quando disseram que ele mudaria as cores da bandeira e fecharia igrejas”, são algumas das frases elaboradas pelos marqueteiros nos último programas eleitorais  da candidatura de Dilma e agora na voz  mansa de Gabriel Chalita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrevista de Gabriel Chalita à Folha de São Paulo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A postura do deputado tem escandalizado os católicos que não compartilham com a ideologia do PT. À Folha de São Paulo, Chalita fez uma severa crítica à atuação da  Igreja Católica  na entrevista concedida ontem,05. ” (A Igreja) Contribui, mas quando não usa a instituição para influenciar o voto”disse, e ainda apelou para o argumento da laicidade do estado, muito utilizado pelos neo-ateus: “Mas o Estado é laico e acho que ele tem que ser laico”, conluiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O candidato Chalita parece ter esquecido que este estado laico, o mesmo que o elegeu é  formados majoritariamente por católicos que admiravam sua conduta, principlamente os ligados à Renovação Carismática Católica e fieis telespectadores do Sistema Canção Nova. Inclusive, muitos católicos afirmam não querer ver mais Gabriel Chalita em programas da TV Canção Nova, pois seria como um contra testemunho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que ninguém se engane com o jeito terno do apologista de Dilma. O cândido letrado processou uma entidade pró-vida ligada à CNBB antes do primeiro turno das eleições como noticiamos no blog. Como é adepto à leitura deve ter devorado a cartilha do PT que entre outras coisas prescreve cerceamento da liberdade de expressão. Está se mostrando um aluno exemplar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia: [http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/gabriel-chalita-processa-entidade-catolica-pro-vida/ Chalita Processa entidade pró-vida ligada à CNBB]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assista: [http://www.youtube.com/watch?v=j9JNoCgBPpA Chalita apóia Dilma]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que teria cegado Chalita? Uma possibilidade de assumir a pasta do Ministérios da Educação? O poder?  A bajulação? A estas perguntas uma resposta retirada do Evangelho que também é uma indagação: De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e vir a perder a própria vida?&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Mensagem_do_leitor:Quem_%C3%A9_menos_pior%3F_Dilma_ou_Serra%3F</id>
		<title>Mensagem do leitor:Quem é menos pior? Dilma ou Serra?</title>
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				<updated>2010-10-06T15:23:36Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: Criou página com '{{Carta |nome=Pedro |data=06/10/2010 |assunto=Quem é menos pior? Dilma ou Serra? |pergunta= Olá!  Quem é menos pior? Dilma ou Serra? Com seu e-mail, fica entendido que a Dilma...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Carta&lt;br /&gt;
|nome=Pedro&lt;br /&gt;
|data=06/10/2010&lt;br /&gt;
|assunto=Quem é menos pior? Dilma ou Serra?&lt;br /&gt;
|pergunta=&lt;br /&gt;
Olá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem é menos pior? Dilma ou Serra? Com seu e-mail, fica entendido que a Dilma é uma ameaça menor. É isso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Att,&lt;br /&gt;
Pedro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|resposta=&lt;br /&gt;
Salve Maria!&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Claro que não!&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Os dois são equivalentes.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Ambos socialistas, condenado pela Igreja.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Enquanto um tem uma claúsula no partido para a liberação do aborto, o outro faz elogios a maior inimiga da Igreja e é conhecido como o pai do aborto no Brasil(&amp;quot;normas técnicas&amp;quot;).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nesta eleições não temos nem o menos pior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Espero que tenha esclarecido.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Lázaro Laert&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Mensagem do leitor]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Colabore</id>
		<title>Colabore</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.missadesempre.com/Colabore"/>
				<updated>2010-08-31T12:02:14Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: Criou página com 'Como colaborar com o apostolado?  Envie-nos denúncias de sacrilégios, profanações, desobediência litúrgica e doutrinal, tudo o que possa tentar ferir a catolicidade, estare...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Como colaborar com o apostolado?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Envie-nos denúncias de sacrilégios, profanações, desobediência litúrgica e doutrinal, tudo o que possa tentar ferir a catolicidade, estaremos sempre prontos para analisar e avaliar o conteúdo enviado para que possamos denunciar publicamente e mostrando onde está o ‘lobo’.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso você tenha um artigo de sua autoria e deseja divulgá-lo, escreva um e-mail autorizando a publicação.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Sobre_N%C3%B3s</id>
		<title>Sobre Nós</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.missadesempre.com/Sobre_N%C3%B3s"/>
				<updated>2010-08-31T11:55:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: Criou página com 'O Apostolado Fora da Igreja não há Salvação, teve seu pré início no ano de 2007 e consolidando a sua formação com a junção de outros apostolados católicos.  Estamos si...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Apostolado Fora da Igreja não há Salvação, teve seu pré início no ano de 2007 e consolidando a sua formação com a junção de outros apostolados católicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos situados em cinco cidades, Santos/SP, Cubatão/SP, Campinas/SP, Hortolândia/SP e Alfenas/MG executando trabalhos de formação católica, denúncias, campanhas e apologética. Focalizamos em nosso dia a dia a oração e o estudo, para estamos preparado para todo e qualquer tipo e eventualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nossa meta é transmitir o ensinamento que a Igreja sempre ensinou e que agora está sendo encobertada pela enxurrada de doutrinas modernistas oriunda do Concílio Vaticano II, e obedecendo ao evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo: ''&amp;quot;sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança&amp;quot;'' (1 S. Pedro 3,15).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esclarecemos também que o Apostolado não possui fins lucrativos e que todos os artigos tanto impressos ou através de nossas paginas na internet disponibilizados são de livre cópia e difusão, desde que sempre sejam citados a fonte e o nome do seu respectivo autor.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Fora_da_Igreja_n%C3%A3o_h%C3%A1_Salva%C3%A7%C3%A3o</id>
		<title>Fora da Igreja não há Salvação</title>
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				<updated>2010-08-31T11:42:36Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: Criou página com 'O Apostolado Fora da Igreja não há Salvação, teve seu pré início no ano de 2007 e consolidando a sua formação com a junção de outros apostolados católicos.  Estamos si...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Apostolado Fora da Igreja não há Salvação, teve seu pré início no ano de 2007 e consolidando a sua formação com a junção de outros apostolados católicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos situados em cinco cidades, Santos/SP, Cubatão/SP, Campinas/SP, Hortolândia/SP e Alfenas/MG executando trabalhos de formação católica, denúncias, campanhas e apologética. Focalizamos em nosso dia a dia a oração e o estudo, para estamos preparado para todo e qualquer tipo e eventualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nossa meta é transmitir o ensinamento que a Igreja sempre ensinou e que agora está sendo encobertada pela enxurrada de doutrinas modernistas oriunda do Concílio Vaticano II, e obedecendo ao evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo: '''&amp;quot;sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança&amp;quot;''' (1 S. Pedro 3,15).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esclarecemos também que o Apostolado não possui fins lucrativos e que todos os artigos tanto impressos ou através de nossas paginas na internet disponibilizados são de livre cópia e difusão, desde que sempre sejam citados a fonte e o nome do seu respectivo autor.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Not%C3%ADcias:Pela_primeira_vez,_emissoras_de_inspira%C3%A7%C3%A3o_cat%C3%B3lica_promovem_debate_eleitoral</id>
		<title>Notícias:Pela primeira vez, emissoras de inspiração católica promovem debate eleitoral</title>
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				<updated>2010-08-20T19:53:02Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: moveu Notícias:Pela primeira vez, emissoras de inspiração católica promovem debate eleitoral para Pela primeira vez, emissoras de inspiração católica promovem debate eleitoral&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;20 de agosto de 2010, [http://www.tvaparecida.com.br/noticias/noticia.asp?ntc=pela_primeira_vez_emissoras_de_inspiracao_catolica_promovem_debate_eleitoral.html Redação A12]&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:urna_eleitoral.jpg|thumb|right|O encontro acontece às 22h no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e será transmitido ao vivo para todo o Brasil através das emissoras de inspiração católica, entre outras emissoras parceiras.|300px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL) confirmaram presença no programa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A candidata Dilma Rousseff (PT) alegou problemas de agenda e não vai participar do encontro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja no Brasil, de modo geral, teve um papel importante na aprovação da Lei do Ficha Limpa, demonstrando a mobilização social engajada pelas paróquias e dioceses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No debate entre os presidenciáveis, as TVs de inspiração católica ressaltam a educação política de candidatos e eleitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Maria Mayrink, do jornal O Estado de São Paulo é um dos jornalistas que farão perguntas aos candidatos. Ele acredita que a corrupção política será um dos temas de destaque neste debate.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O papel da Igreja para a aprovação do Ficha Limpa dá uma conotação especial à abordagem e discussão do tema no debate da TV. É um assunto que, sem dúvida, interessa de modo particular aos telespectadores e aos ouvintes das emissoras católicas”, acrescentou o jornalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mayrink analisa a iniciativa de promover o debate como uma maneira de atingir esse público católico e outros telespectadores e ouvintes das emissoras católicas, pela ênfase que será dada a questões de seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O editor-chefe do telejornal Século News, da TV Século XXI, Martin Andrada, também está entre os debatedores e acredita que a Igreja e seus organismos está sempre engajada para contribuir com a democracia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A CNBB sempre teve participação ativa na política brasileira e cada vez mais os católicos estão interessados em refletir e contribuir com os rumos do país”, afirmou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O encontro vai contribuir para que os católicos possam refletir com mais profundidade temas que outros debates não evidenciam tanto como o aborto, o uso de células-tronco embrionárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estimativa de público que vai acompanhar o debate é de 100 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/N%C3%A3o_voto_em_abortista</id>
		<title>Não voto em abortista</title>
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				<updated>2010-07-18T19:14:36Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: /* Marina Silva */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Campanha: Não voto em abortista!=&lt;br /&gt;
Estão relacionados todos os candidatos à presidência da republica que são favoráveis à '''legalização do aborto''', incluindo  aqueles que '''dizem que não irão revogar a lei atual''', pois a lei permite à morte do nascituro em caso de estupro e de risco a vida materna. Um candidato pró-vida, iria ao menos apresentar um projeto para revogar a lei atual para que seja proibido o aborto em todos os casos, mesmo no caso de estupro e de risco à vida materna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dilma Rousseff==&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: [http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1062034-5601,00DILMA+DEFENDE+LEGALIZACAO+DO+ABORTO+E+DISTRIBUICAO+DE+RENDA.html G1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:dilma_abortista.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==José Serra==&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;Eu sou contra o aborto, mas... &amp;lt;font color='blue'&amp;gt;[cuidado com este &amp;quot;mas&amp;quot;!]&amp;lt;/font&amp;gt; eu não posso me furtar a oferecer a uma adolescente estuprada o aborto a que ela tem direito ''(sic!)'' e assim, vê-la morrer em um aborto feito em fundo de quintal&amp;quot;.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como ministro da saúde, implantou o aborto no Brasil com a normas técnicas '''&amp;quot;Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes&amp;quot;''' e '''&amp;quot;Gestação de Alto Risco&amp;quot;''', onde os abortos são realizados da seguinte forma:&lt;br /&gt;
*Até 12 semanas (três meses): recomenda-se o esquartejamento (curetagem) ou a aspiração da criança em pedacinhos;&lt;br /&gt;
*Entre 13 e 20 semanas (até cinco meses): recomenda-se o uso do misoprostol, substância que causa violentas contrações no útero e expulsa o bebê&lt;br /&gt;
*Acima de 20 semanas: o Ministério da Saúde recomenda poupar a vida do inocente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:serra_abortista.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Marina Silva==&lt;br /&gt;
* ''Admito [o aborto] nos casos legais. E você não pode condenar as mulheres de classe baixa, [permitir] que elas sejam deixadas sem atendimento.''&lt;br /&gt;
Fonte: [http://noticias.r7.com/brasil/noticias/marina-da-margem-para-mudar-lei-sobre-aborto-dilma-e-serra-sao-contra-20100723.html R7]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:marina_abortista.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==José Maria Eymael==&lt;br /&gt;
Qual a postura do PSDC em relação ao aborto?&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;Somos contra, a não ser nas exceções já previstas pela lei hoje'' [estupro e risco à saúde da mãe]''&amp;quot;''. (Entrevista do Presidente Nacional José Maria Eymael para o Blog do Jornalista Olavo Soares)&lt;br /&gt;
Fonte: [http://psdcdf.blogspot.com/2009/12/entrevista-do-presidente-nacional-jose.html Blog do Jornalista Olavo Soares]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:eymael_abortista.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Zé Maria==&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Não é de hoje que as mulheres brigam por seu espaço na sociedade. Voto feminino, creche nos locais de trabalho, salário igual por trabalho igual, penalização ao estupro, '''legalização do aborto''' etc.&amp;quot;''&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fonte: [http://www.zemariapresidente.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=35:contra-toda-forma-de-opressao&amp;amp;catid=26:o-que-defendemos&amp;amp;Itemid=53 Site oficial do candidato]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:ze_maria_abortista.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Plínio de Arruda Sampaio==&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;Apoio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
Fonte: [http://pliniopresidente.com/2010/03/8-de-marco-dia-internacional-de-luta-das-mulheres/ pliniopresidente.com]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Imagem:plinio_abortista.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ivan Pinheiro==&lt;br /&gt;
*''&amp;quot;O maior número de jovens que precisam de aborto é da periferia. Nós somos a favor da descriminalização. Na verdade ele só é criminalizado para as mulheres pobres. É proibitivo porque é muito caro. As mulheres mais ricas não precisam dessa bandeira, fazem sem nenhum problema.&amp;quot;''&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Comentário: Então matar alguém '''profissionalmente''' não é crime, sr. Ivan Pinheiro?&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fonte: [http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ivan-pinheiro-defende-uniao-entre-homossexuais-e-descriminalizacao-do-aborto-e-das-drogas-20100803.html R7]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Paginas</id>
		<title>Paginas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.missadesempre.com/Paginas"/>
				<updated>2010-07-13T12:19:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Mensagem do leitor:Sobre tudo que você é contra]]:&lt;br /&gt;
[[Mensagem do leitor:teste]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Not%C3%ADcias:Enquete_na_Espanha:_At%C3%A9_agora,_179_mil_votos_e_88%25_a_favor_dos_s%C3%ADmbolos_religiosos</id>
		<title>Notícias:Enquete na Espanha: Até agora, 179 mil votos e 88% a favor dos símbolos religiosos</title>
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				<updated>2010-07-13T10:19:32Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: moveu Notícias:Enquete na Espanha: Até agora, 179 mil votos e 88% a favor dos símbolos religiosos para Enquete na Espanha: Até agora, 179 mil votos e 88% a favor dos símbolos religiosos&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;13 de julho de 2010, [http://www.elpais.com/encuestas/resultados.html?id=13787 ELPAÍS]&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;big&amp;gt;'''Símbolos religiosos'''&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Em uma enquete que está sendo realizada no site do jornal ELPAÍS, 88% de 179 mil pessoas que votaram são a favor de símbolos religiosos nas escolas.&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Recentemente a Itália criou uma lei que proibiu crucifixos nas suas escolas.&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Imagem:enquete_simbolos_religiosos.png]]&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Not%C3%ADcias:Enquete_mostra_que_brasileiros_s%C3%A3o_contra_a_nova_lei_do_aborto_na_Espanha</id>
		<title>Notícias:Enquete mostra que brasileiros são contra a nova lei do aborto na Espanha</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.missadesempre.com/Not%C3%ADcias:Enquete_mostra_que_brasileiros_s%C3%A3o_contra_a_nova_lei_do_aborto_na_Espanha"/>
				<updated>2010-07-12T11:00:10Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: moveu Notícias:Enquete mostra que brasileiros são contra a nova lei do aborto na Espanha para Enquete mostra que brasileiros são contra a nova lei do aborto na Espanha&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;12 de julho de 2010, [http://polls.folha.com.br/poll/1018601/results Folha]&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;big&amp;gt;'''Aborto na Espanha'''&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
A nova [http://www1.folha.uol.com.br/mundo/762064-nova-lei-do-aborto-entra-em-vigor-e-causa-polemica-na-espanha.shtml Lei do Aborto], que permite a jovens maiores de 16 anos a interrupção da gravidez até a 14a semana de gestação sem informar seus pais, entrou em vigor na Espanha em meio à uma grande polêmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma enquete que está sendo feita pela folha, os resultados mostram que os brasileiros são pró vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:enquete_espanha_aborto.png]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Notícias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Mediator_Dei</id>
		<title>Mediator Dei</title>
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				<updated>2010-07-11T15:42:56Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: Criou página com 'Papa Pio XII  --------------------------------------------------------------------------------   CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII     SOBRE A SAGRADA LITURGIA      --------------…'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Pio XII&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOBRE A SAGRADA LITURGIA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos veneráveis irmãos Patriarcas, Primazes, &lt;br /&gt;
Arcebispos, Bispos e aos outros Ordinários locais&lt;br /&gt;
em paz e comunhão com a Sé Apostólica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. &amp;quot;O mediador entre Deus e os homens&amp;quot;, (1) o grande pontífice que penetrou os céus, Jesus filho de Deus,(2) assumindo a obra de misericórdia com a qual enriqueceu o gênero humano de benefícios sobrenaturais, visou sem dúvida a restabelecer entre os homens e o Criador aquela ordem que o pecado tinha perturbado e a reconduzir ao Pai celeste, primeiro princípio e último fim, a mísera estirpe de Adão, infeccionada pelo pecado original. E por isso, durante a sua permanência na terra, não só anunciou o início da redenção e declarou inaugurado o reino de Deus, mas ainda cuidou de promover a salvação das almas pelo contínuo exercício da pregação e do sacrifício, até que, na cruz, se ofereceu a Deus qual vítima imaculada para &amp;quot;purificar a nossa consciência das obras mortas, para servir a Deus vivo&amp;quot;.(3) Assim, todos os homens, felizmente chamados do caminho que os arrastava à ruína e à perdição, foram ordenados de novo a Deus, a fim de que, com sua pessoal colaboração na obra da própria santificação, fruto do sangue imaculado do Cordeiro, dessem a Deus a glória que lhe é devida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. O Divino Redentor quis, ainda, que a vida sacerdotal por ele iniciada em seu corpo mortal com as suas preces e o seu sacrifício, não cessasse no correr dos séculos no seu corpo místico, que é a Igreja; e por isso instituiu um sacerdócio visível para oferecer em toda parte a oblação pura, (4) a fim de que todos os homens, do oriente ao ocidente, libertos do pecado, por dever de consciência servissem espontânea e voluntariamente a Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. A Igreja, pois, fiel ao mandato recebido do seu Fundador, continua o ofício sacerdotal de Jesus Cristo, sobretudo com a sagrada liturgia. E o faz em primeiro lugar no altar, onde o sacrifício da cruz é perpetuamente representado(5) e renovado, com a só diferença no modo de oferecer; em seguida, com os sacramentos, que são instrumentos particulares por meio dos quais os homens participam da vida sobrenatural; enfim, com o tributo cotidiano de louvores oferecido a Deus ótimo e máximo(6). &amp;quot;Que jubiloso espetáculo - diz o nosso predecessor de feliz memória Pio XI - oferece ao céu e à terra a Igreja que reza, enquanto continuamente dia e noite, se cantam na terra os salmos escritos por inspiração divina: nenhuma hora do dia transcorre sem a consagração de uma liturgia própria; cada etapa da vida tem seu lugar na ação de graças, nos louvores, preces e aspirações desta comum oração do corpo místico de Cristo, que é a Igreja.&amp;quot;(7)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Certamente conheceis, veneráveis irmãos, que, no fim do século passado e nos princípios do presente, houve singular fervor de estudos litúrgicos; já por louvável iniciativa de alguns particulares, já sobretudo pela zelosa e assídua diligência de vários mosteiros da ínclita ordem beneditina; assim que não somente em muitas regiões da Europa, mas ainda nas terras de além-mar, se desenvolveu a esse respeito uma louvável e útil emulação, cujas benéficas conseqüências foram visíveis, quer no campo das disciplinas sagradas, onde os ritos litúrgicos da Igreja oriental e ocidental foram mais ampla e profundamente estudados e conhecidos, quer na vida espiritual e íntima de muitos cristãos. As augustas cerimônias do sacrifício do altar foram mais conhecidas, compreendidas e estimadas; a participação aos sacramentos maior e mais freqüente; as orações litúrgicas mais suavemente saboreadas e o culto eucarístico tido, como verdadeiramente o é, por centro e fonte da verdadeira piedade cristã. Além disso, pôs-se em mais clara evidência o fato de que todos os fiéis constituem um só e compacto corpo de que é Cristo a cabeça, com o conseqüente dever para o povo cristão de participar, segundo a própria condição, dos ritos litúrgicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Sem dúvida, sabeis muito bem que esta Sé Apostólica sempre zelou para que o povo a ela confiado fosse educado num verdadeiro e ativo sentido litúrgico e que, com zelo não menor se tem preocupado em que os sagrados ritos brilhem até externamente por uma adequada dignidade. Nessa mesma ordem de idéias, falando, segundo o costume, aos pregadores quaresmais desta nossa excelsa cidade, em 1943, nós os havíamos calorosamente exortado a advertir os seus ouvintes que participassem, com maior empenho, do sacrifício eucarístico; e recentemente fizemos traduzir de novo em latim, do texto original, o livro dos Salmos para que as preces litúrgicas, de que são eles a parte maior na Igreja católica, fossem mais exatamente entendidas e a sua verdade e suavidade mais facilmente percebidas.(8)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Todavia, enquanto pelos salutares frutos que dele derivam, o apostolado litúrgico nos é de não pequeno conforto, o nosso dever nos impõe seguir com atenção esta &amp;quot;renovação&amp;quot; na maneira pela qual é concebida por alguns, e cuidar diligentemente para que as iniciativas não se tornem excessivas nem insuficientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Ora, se de uma parte verificamos com pesar que em algumas regiões o sentido, o conhecimento e o estudo da liturgia são às vezes escassos ou quase nulos; de outra, notamos, com muita apreensão, que há algumas pessoas muito ávidas de novidades e que se afastam do caminho da sã doutrina e da prudência. Na intenção e desejo de um renovamento litúrgico, esses inserem muitas vezes princípios que, em teoria ou na prática, comprometem esta santíssima causa, e freqüentemente até a contaminam de erros que atingem a fé católica e a doutrina ascética.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. A pureza da fé e da moral deve ser a norma característica desta sagrada disciplina, que deve necessariamente conformar-se ao sapientíssimo ensinamento da Igreja. É, portanto, nosso dever louvar e aprovar tudo o que é bem feito, conter ou reprovar tudo o que se desvia do verdadeiro e justo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Não acreditem, pois, os inertes e os tíbios ter a nossa aprovação porque repreendemos os que erram e contemos os audazes; nem os imprudentes se tenham por louvados quando corrigimos os negligentes e os preguiçosos. Ainda que nesta nossa encíclica tratemos sobretudo da liturgia latina, não é que tenhamos em menor estima as venerandas liturgias da Igreja oriental, cujos ritos, transmitidos por nobres e antigos documentos, nos são igualmente caríssimos; mas visamos antes às condições particulares da Igreja ocidental, que são tais que reclamam a intervenção da nossa autoridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Ouçam, pois, os cristãos todos, com docilidade, a voz do Pai comum, o qual deseja ardentemente que todos, unidos a ele intimamente, se aproximem do altar de Deus, professando a mesma fé, obedecendo à mesma lei, participando do mesmo sacrifício com uma só inteligência e uma só vontade. O respeito devido a Deus o reclama; as necessidades dos tempos presentes o exigem. Após uma longa e cruel guerra que dividiu os povos com rivalidades e morticínios, os homens de boa vontade se esforçam do melhor modo possível, em reconduzir todos à concórdia. Acreditamos, todavia, que nenhum projeto e nenhuma iniciativa seja, neste caso, tão eficaz quanto um fervoroso espírito religioso e zelo ardente, do qual é necessário estejam animados e guiados todos os cristãos, a fim de que, aceitando de coração aberto as mesmas verdades e obedecendo docilmente aos legítimos pastores, no exercício do culto devido a Deus, constituam uma comunidade fraterna, porquanto, &amp;quot;ainda que muitos, somos um só corpo, participando todos do único pão.(9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PRIMEIRA PARTE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NATUREZA, ORIGEM, PROGRESSO DA LITURGIA &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. A liturgia é culto público&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. O dever fundamental do homem é certamente este de orientar a si mesmo e a própria vida para Deus. &amp;quot;A ele, com efeito, devemos principalmente unir-nos como indefectível princípio, ao qual deve ainda constantemente aplicar-se a nossa escolha como ao último fim, que perdemos pecando, mesmo por negligência, e que devemos reconquistar pela fé, crendo nele&amp;quot;.(10) Ora, o homem se volta ordinariamente para Deus quando lhe reconhece a suprema majestade e o supremo magistério, quando aceita com submissão as verdades divinamente reveladas, quando lhe observa religiosamente as leis, quando faz convergir para ele toda a sua atividade, quando - para dizer resumidamente - presta, mediante a virtude da religião, o devido culto ao único e verdadeiro Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. Esse é um dever que obriga antes de tudo os homens individualmente, mas é ainda um dever coletivo de toda a comunidade humana ordenada com recíprocos vínculos sociais, porque também ela depende da suma autoridade de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13. Note-se ainda que esse é um dever particular dos homens, porquanto Deus os elevou à ordem sobrenatural. Assim, se consideramos Deus como autor da antiga Lei, vemo-lo proclamar preceitos rituais e determinar acuradamente as normas que o povo deve observar ao render-lhe o legítimo culto. Estabeleceu, para isso, vários sacrifícios e designou várias cerimônias com que deviam realizar-se e determinou claramente o que se referia à arca da aliança, ao templo e aos dias festivos; designou a tribo sacerdotal e o sumo sacerdote, indicou e descreveu as vestes para uso dos sagrados ministros e tudo o mais que tinha relação com o culto divino.(11)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14. Esse culto, aliás, não era mais do que a sombra(12) daquele que o sumo sacerdote do Novo Testamento havia de render ao Pai celeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15. De fato, apenas &amp;quot;o Verbo se fez carne&amp;quot;,(13) manifesta-se ao mundo no seu ofício sacerdotal, fazendo ao Pai Eterno um ato de submissão que durará por todo o tempo de sua vida: &amp;quot;entrando no mundo, diz... eis que venho... para fazer, ó Deus, a tua vontade...&amp;quot;,(14) um ato que será consumado de modo admirável no sacrifício cruento da cruz: &amp;quot;Pelo poder desta vontade fomos santificados por meio da oblação do corpo de Jesus Cristo feita uma só vez para sempre&amp;quot;.(15) Toda a sua atividade entre os homens não tem outro escopo. Menino, é apresentando no templo ao Senhor; adolescente, ali volta ainda; em seguida ali vai freqüentemente para instruir o povo e para rezar. Antes de iniciar o ministério público jejua durante quarenta dias, e com seu conselho e o seu exemplo exorta todos a rezarem de dia e de noite. Como mestre de verdade, &amp;quot;ilumina todo homem&amp;quot;(16) para que os mortais reconheçam convenientemente o Deus imortal, e não &amp;quot;se afastem para sua perdição, mas guardem a fé para salvar a sua alma&amp;quot;.(17) Como Pastor, depois, ele governa o seu rebanho, conduzindo-o às pastagens da vida, e dá uma lei a observar, para que ninguém se afaste dele e da reta via que traçou, mas todos vivam santamente sob o seu influxo e a sua ação. Na última ceia, com rito e aparato solene, celebra a nova páscoa e provê a sua continuação mediante a divina instituição da eucaristia; no dia seguinte, elevado entre o céu e a terra, oferece o sacrifício salutar de sua vida; de seu peito rasgado faz, de certo modo, jorrar os sacramentos que distribuem às almas os tesouros da redenção. Fazendo isso, tem por único fim a glória do Pai e a crescente santificação do homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16. Entrando, depois, na sede da beatitude celeste, quer que o culto por ele instituído e prestado durante a sua vida terrena continue ininterrupto. Já que não deixou órfão o gênero humano, mas o assiste sempre com o seu contínuo e valioso patrocínio, fazendo-se nosso advogado no céu junto do Pai,(18) assim o ajuda mediante a sua Igreja, na qual está indefectivelmente presente no correr dos séculos, Igreja que constituiu coluna da verdade(19) e dispensadora de graça, e que, com o sacrifício da cruz, fundou, consagrou e conformou eternamente.(20)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17. A Igreja, portanto, tem em comum com o Verbo encarnado o escopo, o empenho e a função de ensinar a todos a verdade, reger e governar os homens, oferecer a Deus o sacrifício, aceitável e grato, e assim restabelecer entre o Criador e as criaturas aquela união e harmonia que o apóstolo das gentes claramente indica por estas palavras: &amp;quot;Não sois mais hóspedes ou adventícios, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, educados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, com o próprio Jesus Cristo por pedra angular, sobre a qual todo o edifício bem ordenado se levanta para ser um templo santo no Senhor, e sobre ele vós sois também juntamente edificados em morada de Deus, pelo Espírito&amp;quot;.(21) Por isso a sociedade fundada pelo divino Redentor não tem outro fim, seja com a sua doutrina e o seu governo, seja com o sacrifício e os sacramentos por ele instituídos, seja enfim com o ministério que lhe contou, com as suas orações e o seu sangue, senão crescer e dilatar-se sempre mais - o que se dá quando Cristo é edificado e dilatado nas almas dos mortais, e quando, vice-versa, as almas dos mortais são educadas e dilatadas em Cristo; de maneira que, neste exílio terreno prospere o templo no qual a divina majestade recebe o culto grato e legítimo. Em toda ação litúrgica, junto com a Igreja está presente o seu divino Fundador: Cristo está presente no augusto sacrifício do altar, quer na pessoa do seu ministro, quer por excelência, sob as espécies eucarísticas; está presente nos sacramentos com a virtude que neles transfunde, para que sejam instrumentos eficazes de santidade; está presente, enfim, nos louvores e súplicas dirigidas a Deus, como vem escrito: &amp;quot;Onde estão duas ou três pessoas reunidas em meu nome aí estou no meio delas&amp;quot;.(22) A sagrada liturgia é, portanto, o culto público que o nosso Redentor rende ao Pai como cabeça da Igreja, e é o culto que a sociedade dos fiéis rende à sua cabeça, e, por meio dela, ao Eterno Pai. É, em uma palavra, o culto integral do corpo místico de Jesus Cristo, ou seja, da cabeça e de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18. A ação litúrgica inicia-se com a fundação da própria Igreja. Os primeiros cristãos, com efeito, &amp;quot;eram assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, e à comum fração do pão e à oração&amp;quot;.(23) Em toda a parte onde os pastores possam reunir um núcleo de fiéis, erigem um altar sobre o qual oferecem o sacrifício, e em torno dele vêm dispostos outros ritos adaptados à santificação dos homens e à glorificação de Deus. Entre esse ritos estão, em primeiro lugar, os sacramentos, isto é, as sete principais fontes de salvação; depois, está a celebração do louvor divino, com o qual os féis reunidos obedecem à exortação do Apóstolo: &amp;quot;Instruindo-vos e exortando-vos uns aos outros com toda a sabedoria, cantando a Deus em vosso coração, inspirados pela graça, salmos, hinos e cânticos espirituais&amp;quot;;(24) depois, ainda, a leitura da Lei, dos Profetas, do Evangelho e das epístolas apostólicas; e, enfim, a prática com a qual o presidente da assembléia recorda e comenta utilmente os preceitos do divino Mestre, os acontecimentos principais de sua vida, e admoesta todos os presentes com exortações oportunas e exemplos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19. O culto se organiza e se desenvolve segundo as circunstâncias e as necessidades dos cristãos, se enriquece de novos ritos, cerimônias e fórmulas, sempre com o mesmo intento: &amp;quot;a fim de que sejamos estimulados por aqueles sinais... conheçamos o progresso realizado e nos sintamos solicitados a desenvolvê-lo com maior vigor; o efeito, de fato, é mais digno, se mais ardente é o afeto que o precede&amp;quot;.(25) Assim a alma se eleva a Deus mais e melhor; assim o sacerdócio de Jesus Cristo está sempre em ato na sucessão dos tempos, não sendo a liturgia outra coisa que o exercício desse sacerdócio. Como a sua cabeça divina, assim a Igreja assiste continuamente os seus filhos, ajuda-os e exorta-os à santidade, para que, ornados com essa dignidade sobrenatural, possam um dia voltar ao Pai que está nos céus. Ela restaura para a vida celeste os nascidos à vida terrena, dá-lhes a ajuda do Espírito Santo na luta contra o inimigo implacável; chama os cristãos em torno dos altares e, com insistentes convites, exorta-os a celebrar e tomar parte no sacrifício eucarístico, e nutre-os com o pão dos anjos, para que sejam sempre mais firmes; purifica e consola aqueles que o pecado feriu e maculou; consagra com legítimo rito aqueles que, por vocação divina, são chamados ao ministério sacerdotal; revigora com graças e dons divinos o casto conúbio daqueles que são destinados a fundar e constituir a família cristã; depois de ter confortado e restaurado com o viático eucarístico e a sagrada unção as últimas horas da vida terrena, acompanha ao túmulo com suma piedade os despojos dos seus filhos, dispondo-os religiosamente, protegendo-os ao abrigo da cruz, para que possam um dia ressurgir triunfando da morte; abençoa com particular solenidade quantos dedicam a sua vida ao serviço divino na consecução da perfeição religiosa; estende a sua mão caridosa às almas que, nas chamas da purificação, imploram preces e sufrágios, para conduzi-las finalmente à eterna beatitude.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. A liturgia é culto externo e interno&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20. Todo o conjunto do culto que a Igreja rende a Deus deve ser interno e externo. É externo porque o exige a natureza do homem composto de corpo e alma; porque Deus dispõe que &amp;quot;pelo conhecimento das coisas visíveis sejamos atraídos ao amor das invisíveis&amp;quot;; (26) porque tudo o que vem da alma é naturalmente expresso pelos sentidos; e ainda porque o culto divino pertence não somente ao particular mas também à coletividade humana e conseqüentemente é necessário que seja social, o que é impossível, no âmbito religioso, sem vínculos e manifestações exteriores; e, enfim, porque é um meio que põe particularmente em evidência a unidade do corpo místico, acrescenta-lhe santos entusiasmos, consolida-lhe as forças, intensifica-lhe a ação: &amp;quot;se bem que, com efeito, as cerimônias, em si mesmas, não contenham nenhuma perfeição e santidade, são todavia atos externos de religião que, como sinais, estimulam a alma à veneração das coisas sagradas, elevam a mente à realidade sobrenatural, nutrem a piedade, fomentam a caridade, aumentam a fé, robustecem a devoção, instruem os simples, ornam o culto de Deus, conservam a religião e distinguem os verdadeiros dos falsos cristãos e dos heterodoxos.(27)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21. Mas o elemento essencial do culto deve ser o interno. É necessário, com efeito, viver sempre em Cristo, dedicar-se todo a ele, a fim de que nele, com ele e por ele, se dê glória ao Pai. A sagrada liturgia requer que estes dois elementos estejam intimamente ligados; o que ela não se cansa jamais de repetir toda vez que prescreve um ato externo de culto. Assim, por exemplo, a propósito do jejum, nos exorta: &amp;quot;a fim de que se opere de fato em nosso íntimo o que a nossa observância professa externamente&amp;quot;.(28) De outro modo, a religião se torna um formalismo sem fundamento e sem conteúdo. Sabeis, veneráveis irmãos, que o divino Mestre considera indignos do templo sagrado e expulsa dele os que crêem honrar a Deus somente com o som de bem construídas palavras e com atitudes teatrais e estão persuadidos de poder prover de modo adequado à sua salvação sem arrancar da alma os vícios inveterados&amp;quot;.(29) A Igreja, portanto, quer que todos os fiéis se prostrem aos pés do Redentor para professar-lhe o seu amor e a sua veneração; quer que as multidões, como as crianças que andaram ao encontro de Cristo quando entrava em Jerusalém com alegres aclamações, acompanhem o Rei dos reis e o sumo autor de todos os benefícios, aclamando-o com o canto de glória e de agradecimento; quer que haja orações em seus lábios, ora súplices, ora alegres e agradecidas, com as quais, como os apóstolos junto ao lago de Tiberíades, possam experimentar o auxílio de sua misericórdia e de seu poder; ou como Pedro, no monte Tabor, a Deus se abandonem e a todas as suas coisas nos místicos transportes da contemplação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
22. Não têm, pois, noção exata da sagrada liturgia aqueles que a consideram como parte somente externa e sensível do culto divino ou como cerimonial decorativo; nem se enganam menos aqueles que a consideram como mero conjunto de leis e preceitos com que a hierarquia eclesiástica ordena a realização dos ritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
23. Deve, portanto, ser bem conhecido de todos que não se pode honrar dignamente a Deus, se a alma não cuida de conseguir a perfeição da vida, e que o culto rendido a Deus pela Igreja em união com a sua Cabeça divina tem a eficácia suprema de santificação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
24. Essa eficácia, se se trata do sacrifício eucarístico e dos sacramentos, provém antes de tudo do valor da ação em si mesma (ex opere operato); se se considera ainda a atividade própria da imaculada esposa de Jesus Cristo com a qual orna de orações e de sacras cerimônias o sacrifício eucarístico e os sacramentos, ou, se se trata dos sacramentais e de outros ritos instituídos pela hierarquia eclesiástica, então a eficácia deriva principalmente da ação da Igreja (ex opere operantis Ecclesiae), enquanto esta é santa e opera sempre em íntima união com a sua Cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
25. A esse propósito, veneráveis irmãos, desejamos que volvais a vossa atenção às novas teorias sobre &amp;quot;piedade objetiva&amp;quot; segundo as quais, esforçando-se para pôr em evidência o mistério do corpo místico, a realidade efetiva da graça santificante e a ação divina dos sacramentos e do sacrifício eucarístico, se pretenderia descuidar ou diminuir a &amp;quot;piedade subjetiva&amp;quot; ou pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
26. Nas celebrações litúrgicas e, em particular, no augusto sacrifício do altar, continua-se, sem dúvida, a obra da nossa redenção, cujos frutos nos são aplicados. Cristo realiza a nossa salvação cada dia nos sacramentos e no seu sacrifício e, por meio deles, purifica continuamente e consagra a Deus o gênero humano. Têm, portanto, uma virtude objetiva, com a qual, de fato, fazem nossas almas participantes da vida divina de Jesus Cristo. Eles, pois, têm não por nossa, mas por divina virtude, a eficácia de reunir a piedade dos membros com a piedade da Cabeça e torná-la, de certo modo, uma ação de toda a comunidade. Desses profundos argumentos alguns concluem que toda a piedade cristã deve concentrar-se no mistério do corpo místico de Cristo, sem nenhuma consideração pessoal e subjetiva, e por isso acreditam que se deva descaidar das outras práticas religiosas não estritamente litúrgicas e realizadas fora do culto público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
27. Todos, no entanto, podem verificar que essas conclusões acerca das duas espécies de piedade, ainda que os princípios acima expostos sejam ótimos, são completamente falsas, insidiosas e perniciosíssimas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
28. É verdade que os sacramentos e o sacrifício do altar têm uma intrínseca virtude enquanto são ações do próprio Cristo que comunica e difunde a graça da Cabeça divina nos membros do corpo místico; mas, para terem a devida eficácia, exigem as boas disposições da nossa alma; como, a propósito da eucaristia, são Paulo admoesta: &amp;quot;cada um examine a si mesmo e coma deste pão e beba do cálice&amp;quot;.(30) Por isso mesmo, a Igreja define com brevidade e clareza todos os exercícios com os quais a nossa alma se purifica, especialmente durante a quaresma: &amp;quot;fortalezas da milícia cristã&amp;quot;; (31) são, com efeito, as ações dos membros que, com o auxílio da graça, desejam aderir à sua Cabeça a fim de que &amp;quot;nos seja manifesta - para repetir as palavras de santo Agostinho - na nossa Cabeça a própria fonte da graça&amp;quot;.(32) Mas deve-se notar que estes membros são vivos, providos de razão e de vontade própria; por isso é necessário que eles, encostando os lábios à fonte, retirem e assimilem o alimento vital e removam tudo o que lhe pode impedir a eficácia. Devemos, pois, afirmar que a obra da redenção, independente em si mesma da nossa vontade, requer o esforço íntimo da nossa alma para que possamos conseguir a eterna salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
29. Se a piedade privada e interna dos particulares se descuidasse do augusto sacrifício do altar e dos sacramentos, e se subtraísse ao influxo salvador que emana da Cabeça nos membros, seria, sem dúvida, reprovável e estéril; mas quando todas as providências e os exercícios de piedade não estritamente litúrgicos fixam o olhar da alma sobre atos humanos unicamente para endereçá-los ao Pai que está nos céus; para estimular salutarmente os homens à penitência e ao temor de Deus e arrancá-los da atração do mundo e dos vícios, para conduzi-los felizmente por árduo caminho ao vértice da santidade, então, não apenas são sumamente louváveis, mas necessários, porque descobrem os perigos da vida espiritual, estimulam-nos à aquisição da virtude e aumentam o fervor com o qual nos devemos dedicar todos ao serviço de Jesus Cristo. A genuína piedade que o Angélico chama &amp;quot;devoção&amp;quot; e que é o ato principal da virtude da religião com o qual os homens se ordenam retamente, se orientam oportunamente para Deus e livremente se consagram ao culto,(33) têm necessidade da meditação das realidades sobrenaturais e das práticas espirituais para que se alimente, estimule e fortifique e nos anime à perfeição. É que a religião cristã devidamente praticada requer, sobretudo, que a vontade se consagre a Deus e influa sobre as outras faculdades da alma. Mas todo ato da vontade pressupõe o exercício da inteligência e, antes que se conceba o desejo e o propósito de dar-se a Deus por meio do sacrifício, é absolutamente necessário o conhecimento dos argumentos e dos motivos que levam à religião, como, por exemplo, o fim último do homem e a grandeza da divina Majestade, o dever de obediência ao Criador, os tesouros inexauríveis do amor com o qual ele nos quis enriquecer, a necessidade da graça para alcançar a meta assinalada, e o caminho particular que a divina Providência nos preparou unindo-nos todos, como membros de um corpo, a Jesus Cristo Cabeça. E já que nem sempre os motivos do amor dominam a alma agitada pelas paixões, é muito oportuno que nos impressione ainda a consideração salutar da divina justiça para levar-nos à humildade cristã, à penitência e à emenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
30. Todas estas considerações não devem ser uma vazia e abstrata lembrança, mas devem visar efetivamente a submeter os nossos sentidos e as suas faculdades à razão iluminada pela fé, a purificar a alma que se une cada dia mais intimamente a Cristo e sempre mais a ele se conforma e dele recebe a inspiração e a força divina de que tem necessidade; e para que sejam aos homens estímulo sempre mais eficaz ao bem, à fidelidade ao próprio dever, à prática da religião, ao fervoroso exercício da virtude, é necessário ter presente este ensinamento: &amp;quot;Sois de Cristo e Cristo é de Deus&amp;quot;.(34) Tudo, pois, seja orgânico e teocêntrico se queremos que tudo seja em verdade endereçado à glória de Deus pela vida e pela virtude que nos vêm da nossa Cabeça divina: &amp;quot;tendo, pois, confiança de entrar no santo dos santos pelo sangue de Cristo, pelo novo e vivo caminho que ele inaugurou para nós através da sua carne, e tendo um grande sacerdote que preside à casa de Deus, aproximemo-nos com um coração sincero, com plenitude de fé, alma purificada da consciência de culpa, lavado o corpo com água limpa, apeguemo-nos firmes à profissão da nossa esperança... e sejamos solícitos uns para com os outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras&amp;quot;. (35)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
31. Disso deriva o harmonioso equilíbrio dos membros do corpo místico de Jesus Cristo. Com o ensino da fé católica, com a exortação à observância dos preceitos cristãos, a Igreja prepara o caminho à sua ação propriamente sacerdotal e santificadora; dispõe-nos a uma contemplação mais íntima da vida do divino Redentor e nos conduz a uma consciência mais profunda dos mistérios da fé para que recebamos o alimento sobrenatural e a força para seguro progresso na vida perfeita por meio de Jesus Cristo. Não somente pelas obras de seus ministros mas ainda pelas obras dos fiéis particulares imbuídos do espírito de Jesus Cristo, a Igreja se esforça em fazer penetrar esse mesmo espírito na vida e na atividade privada, familiar, social, e até econômica e política dos homens, para que todos os que são chamados filhos de Deus possam mais facilmente conseguir o seu próprio fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
32. Dessa maneira a ação particular e o esforço ascético dirigido à purificação da alma estimulam as energias dos fiéis e os preparam a participar com melhores disposições do augusto sacrifício do altar e a receber os sacramentos com maior fruto, e a celebrar os sagrados ritos, de modo a torná-los mais animados e formados para a oração e para a abnegação cristã para cooperar ativamente nas inspirações e nos convites da graça, para imitar cada dia mais a virtude do Redentor, não somente para vantagem própria mas ainda para a vantagem de todo o corpo da Igreja, no qual todo o bem que se cumpre provém da virtude da Cabeça e redunda em benefício dos membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
33. Por isso na vida espiritual nenhuma oposição ou repugnância pode haver entre a ação divina que infunde a graça nas almas para continuar a nossa redenção e a operosa colaboração do homem que não deve tornar vão o dom de Deus; (36) entre a eficácia do rito externo dos sacramentos que provém do seu intrínseco valor (ex opere operato), e o mérito de quem os administra ou recebe (opus operantis); entre as orações privadas e as preces públicas; entre a ética e a contemplação; entre a vida ascética e a piedade litúrgica; entre o poder de jurisdição e de legítimo magistério e o poder eminentemente sacerdotal que se exercita no próprio sagrado ministério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
34. Por graves motivos a Igreja prescreve aos ministros do altar e aos religiosos, precisamente porque são destinados de modo particular a realizar as funções litúrgicas do sacrifício e do louvor divino, que, nos tempos estabelecidos, atendam à meditação piedosa, ao exame diligente e à emenda da consciência e aos outros exercícios espirituais.(37) Sem dúvida, a prece litúrgica, sendo pública oração da ínclita esposa de Jesus Cristo, tem maior dignidade do que a das orações privadas; mas esta superioridade não quer dizer que entre estes dois gêneros de oração haja contraste ou oposição. Ambas as duas se fundem e se harmonizam porque animadas de um único espírito: &amp;quot;tudo e em todos, Cristo&amp;quot; (38) e tendem ao mesmo fim: até que Cristo seja formado em nós.(39)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III. A liturgia é regulada pela hierarquia eclesiástica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
35. Para melhor compreender, ainda, a sagrada liturgia é necessário considerar outro seu caráter importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja é uma sociedade; exige, por isso, uma autoridade e hierarquia próprias. Se todos os membros do corpo místico participam dos mesmos bens e tendem aos mesmos uns, nem todos gozam do mesmo poder e são habilitados a cumprir as mesmas ações. O divino Redentor estabeleceu, com efeito, o seu reino sob fundamentos da ordem sagrada, que é reflexo da hierarquia celeste. (36). Somente aos apóstolos e àqueles que, depois deles, receberam dos seus sucessores a imposição das mãos, é conferido o poder sacerdotal em virtude do qual, como representam diante do povo que lhes foi confiado a pessoa de Jesus Cristo, assim representam o povo diante de Deus. Esse sacerdócio não vem transmitido nem por herança, nem por descendência carnal, nem resulta da emanação da comunidade cristã ou de delegação popular. Antes de representar o povo, perante Deus, o sacerdote representa o divino Redentor, e porque Jesus Cristo é a cabeça daquele corpo do qual os cristãos são membros, ele representa Deus junto do povo. O poder que lhe foi conferido não tem, pois, nada de humano em sua natureza; é sobrenatural e vem de Deus: &amp;quot;assim como o Pai me enviou, assim eu vos envio:..' ;(40) &amp;quot;quem vos ouve, a mim ouve...&amp;quot;; (41) &amp;quot;percorrendo todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura; quem crer e for batizado, será salvo&amp;quot;.(42)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
37. Por isso o sacerdócio externo e visível de Jesus Cristo se transmite na Igreja não de modo universal, genérico e indeterminado, mas é conferido a indivíduos eleitos, com a geração espiritual da ordem, um dos sete sacramentos, o qual não somente confere uma graça particular, própria deste estado e deste ofício, mas ainda um caráter indelével que configura os ministros sagrados a Jesus Cristo sacerdote, demonstrando-os capazes de cumprir aqueles atos legítimos de religião com os quais os homens são santificados e Deus é glorificado, segundo as exigências da economia sobrenatural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
38. Com efeito, como o lavacro do batismo distingue os cristãos e os separa dos outros que não foram lavados na água purificadora e não são membros de Cristo, assim o sacramento da ordem distingue os sacerdotes de todos os outros cristãos não consagrados, porque somente eles, por vocação sobrenatural, foram introduzidos no augusto ministério que os destina aos sagrados altares e os constituem instrumentos divinos por meio dos quais se participa da vida sobrenatural com o corpo místico de Jesus Cristo. Além disso, como já dissemos, somente estes são marcados com caráter indelével que os configura ao sacerdócio de Cristo e somente as suas mãos são consagradas &amp;quot;para que seja abençoado tudo o que abençoam e tudo o que consagram seja consagrado e santificado em nome de nosso Senhor Jesus Cristo&amp;quot;.(43) Aos sacerdotes, pois, deve recorrer quem quer que deseje viver em Cristo, a fim de receber deles o conforto, o alimento da vida espiritual, o remédio salutar que o curará e o fortificará para que possa felizmente ressurgir da perdição e do abismo dos vícios; deles, enfim, receberá a bênção que consagra a família e por eles o último suspiro da vida mortal será dirigido ao ingresso na beatitude eterna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
39. Já que a sagrada liturgia é exercida sobretudo pelos sacerdotes em nome da Igreja, a sua organização, o seu regulamento e a sua forma não podem depender senão da autoridade da Igreja. Esta é não somente uma conseqüência da natureza mesma do culto cristão, mas é ainda confirmada pelo testemunho da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
40. Esse direito inconcusso da hierarquia eclesiástica é provado ainda pelo fato de ter a sagrada liturgia estreita ligação com aqueles princípios doutrinários que a Igreja propõe como fazendo parte de verdades certíssimas, e por isso deve conformar-se aos ditames da fé católica proclamados pela autoridade do supremo magistério para proteger a integridade da religião revelada por Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
41. A esse propósito, veneráveis irmãos, fazemos questão de pôr em sua justa luz uma coisa que pensamos não ignorais, isto é, o erro daqueles que pretenderam que a sagrada liturgia fosse como uma experimentação do dogma, de modo que, se uma destas verdades tivesse, através dos ritos da sagrada liturgia, trazido frutos de piedade e de santidade, a Igreja deveria aprová-la, e repudiá-la em caso contrário. Donde o princípio: &amp;quot;a lei da oração é lei da fé&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
42. Não é, porém, assim que ensina e manda a Igreja. O culto que ela rende a Deus é, como de modo breve e claro diz santo Agostinho, uma contínua profissão de fé católica, e um exercício da esperança e da caridade: &amp;quot;a Deus se deve honrar com a fé, a esperança e a caridade&amp;quot;.(44) Na sagrada liturgia fazemos explícita profissão de fé não somente com a celebração dos divinos mistérios, com o cumprimento do sacrifício e a administração dos sacramentos, mas ainda recitando e cantando o Símbolo da fé, que é como o distintivo e a téssera dos cristãos, com a leitura de outros documentos e das sagradas letras escritas por inspiração do Espírito Santo. Toda a liturgia tem, pois, um conteúdo de fé católica enquanto atesta publicamente a fé da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
43. Por esse motivo, sempre que se tratou de definir um dogma, os sumos pontífices e os concílios, abeberando-se das chamadas &amp;quot;fontes teológicas&amp;quot;, não raramente tiraram argumentos também dessa sagrada disciplina, como fez, por exemplo, o nosso predecessor de imortal memória Pio IX quando definiu a imaculada conceição de Maria virgem. Do mesmo modo, a Igreja e os santos padres, quando se discutia uma verdade controversa ou posta em dúvida, não deixaram de pedir luz também aos ritos veneráveis transmitidos pela antiguidade. Assim se tornou conhecida e venerada a sentença: &amp;quot;A lei da oração estabeleça a lei da fé&amp;quot;.(45) A liturgia, portanto, não determina nem constitui em sentido absoluto e por virtude própria a fé católica, mas antes, sendo ainda uma profissão da verdade celeste, profissão dependente do supremo magistério da Igreja, pode fornecer argumentos e testemunhos de não pouco valor para esclarecer um ponto particular da doutrina cristã. Se queremos distinguir e determinar, de modo geral e absoluto, as relações que intercorrem entre fé e liturgia, podemos afirmar com razão que &amp;quot;a lei da fé deve estabelecer a lei da oração&amp;quot;. O mesmo deve dizer-se ainda quando se trata das outras virtudes teológicas: &amp;quot;na... fé, na esperança e na caridade oramos sempre com desejo contínuo&amp;quot;(46).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV. Progresso e desenvolvimento da liturgia &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
44. A hierarquia eclesiástica tem usado sempre desse seu direito em matéria litúrgica, preparando e ordenando o culto divino e enriquecendo-o sempre de novo esplendor e decoro para glória de Deus e vantagem dos féis. Não duvidou, além disto - salva a substância do sacrifício eucarístico e dos sacramentos - em mudar aquilo que não julgava adaptado, em acrescentar o que parecia contribuir melhor para a glória de Jesus Cristo e da augusta Trindade, para instrução e estímulo salutar do povo cristão.(47)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
45. A sagrada liturgia, com efeito, consta de elementos humanos e de elementos divinos. Esses, tendo sido instituídos pelo divino Redentor, não podem, evidentemente, ser mudados pelos homens; aqueles, ao contrário, podem sofrer várias modificações, aprovadas pela hierarquia sagrada, assistida do Espírito Santo, segundo as exigências dos tempos, das coisas e das almas. Disso se origina a estupenda variedade dos ritos orientais e ocidentais; o desenvolvimento progressivo de hábitos particulares religiosos e práticas de piedade inicialmente apenas acenadas; disso advém que muitas vezes são repristinadas e renovadas pias instituições obliteradas pelo tempo. Tudo isso testemunha a vida da intemerata esposa de Jesus Cristo durante tantos séculos; exprime a linguagem usada por ela para manifestar ao Esposo divino a fé e o amor inexauríveis dela e das gentes que lhe foram confiadas; demonstra a sua sábia pedagogia para estimular e incrementar nos crentes &amp;quot;o sentido de Cristo&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
46. Em verdade, não poucas são as causas pelas quais se explica e desenvolve o progresso da sagrada liturgia durante a longa e gloriosa história da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, por exemplo, uma formação mais certa e ampla da doutrina católica sobre a encarnação do Verbo de Deus, sobre os sacramentos, sobre o sacrifício eucarístico, e sobre a virgem Maria Mãe de Deus, contribuiu para a adoção de novos ritos, por meio dos quais a luz, mais esplendidamente brilhante na declaração do magistério eclesiástico, veio a refletir melhor e mais claramente nas ações litúrgicas para unir-se com maior facilidade à mente e ao coração do povo cristão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
47. O ulterior desenvolvimento da disciplina eclesiástica na administração dos sacramentos, por exemplo, do sacramento da penitência, a instituição e depois o desaparecimento do catecumenato, a comunhão eucarística sob uma só espécie na Igreja latina, contribuíram não pouco para a modificação dos antigos ritos e a gradual adoção de novos e mais condizentes com as disposições disciplinares mudadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
48. Para essa evolução e para essas mudanças contribuíram notavelmente as iniciativas e as práticas piedosas não estritamente ligadas à sagrada liturgia, nascidas em épocas sucessivas por admirável disposição de Deus e assim difundidas no povo, como, por exemplo, o culto mais amplo e mais fervoroso da divina eucaristia, da acerbíssima paixão do nosso Redentor, do sacratíssimo coração de Jesus, da virgem Mãe de Deus e do seu puríssimo esposo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
48. Entre as circunstâncias exteriores, tiveram a sua parte as peregrinações públicas de devoção aos sepulcros dos mártires, a observância de jejuns particulares instituídos para o mesmo fim, as procissões estacionais de penitência que se celebravam nesta excelsa cidade e às quais, não raro, comparecia o próprio sumo pontífice.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
50. Também facilmente se compreende como o progresso das belas artes, especialmente da arquitetura, da pintura e da música tenham influído não pouco sobre a determinação e a diversa conformação dos elementos exteriores da sagrada liturgia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
51. Do mesmo direito seu em matéria litúrgica serviu-se a Igreja para tutelar a santidade do culto contra os abusos temerariamente introduzidos por indivíduos e por Igrejas particulares. Assim aconteceu que nosso predecessor de imortal memória, Sixto V, vendo multiplicar-se os usos e costumes deste gênero durante o século XVI e as iniciativas privadas porem em perigo a integridade da fé e da piedade, com grande vantagem dos hereges e da propaganda do seu erro, instituiu em 1588, para defender os legítimos ritos da Igreja e impedir as infiltrações espúrias, a Congregação dos ritos,(48) órgão a que compete ainda hoje ordenar e prescrever, com cuidado vigilante, tudo o que diz respeito à sagrada liturgia.(49)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
V. Tal progresso não pode ser deixado ao arbítrio dos particulares&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
52. Por isso, somente o sumo pontífice tem o direito de reconhecer e estabelecer quaisquer praxes do culto, de introduzir e aprovar novos ritos, e mudar aqueles que julgar devem ser mudados;(50) os bispos têm o direito e o dever de vigiar diligentemente para que as prescrições dos sagrados cânones relativamente ao culto divino sejam pontualmente observadas.(51) Não é possível deixar ao arbítrio dos particulares, ainda que sejam membros do clero, as coisas santas e venerandas relativas à vida religiosa da comunidade cristã, ao exercício do sacerdócio de Jesus Cristo e ao culto divino, à honra que se deve à santíssima Trindade, ao Verbo encarnado, à sua augusta Mãe e aos outros santo, e à salvação dos homens; pelo mesmo motivo a ninguém é permitido regular neste campo ações externas que têm nexo íntimo com a disciplina eclesiástica, com a ordem, a unidade, a concórdia do corpo místico e, não raro, com a própria integridade da fé católica. Certamente, a Igreja é um organismo vivo e, por isso, ainda no que diz respeito à sagrada liturgia, firme a integridade de seu ensinamento, cresce e se desenvolve, adaptando-se e conformando-se às circunstâncias e às exigências que se verificam no correr dos tempos; deve-se, todavia, reprovar severamente a temerária audácia daqueles que introduzem de propósito novos costumes litúrgicos ou fazem reviver ritos já caídos em desuso e que não concordam com as leis e as rubricas vigentes. Assim, não sem grande pesar, sabemos que isso acontece não somente em coisas de pouca monta, mas ainda de gravíssima importância; não falta, com efeito, quem use a língua vulgar na celebração do sacrifício eucarístico, quem transfira para outros tempos festas fixadas já por razões ponderáveis; quem exclua dos legítimos livros da oração pública os escritos sagrados do Antigo Testamento, reputando-os pouco adaptados e pouco oportunos para os nossos tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
53. O uso da língua latina vigente em grande parte da Igreja, é um caro e nobre sinal de unidade e um eficaz remédio contra toda corruptela da pura doutrina. Em muitos ritos o uso da língua vulgar pode ser assaz útil para o povo, mas somente a Sé Apostólica tem o poder de concedê-lo, e por isso, neste campo, nada é lícito fazer sem o seu juízo e a sua aprovação, porque, como havíamos dito, a regulamentação da sagrada liturgia é de sua exclusiva competência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
54. Do mesmo modo se devem julgar os esforços de alguns para revigorar certos antigos ritos e cerimônias. A liturgia da época antiga é, sem dúvida, digna de veneração, mas o uso antigo não é, por motivo somente de sua antiguidade, o melhor, seja em si mesmo, seja em relação aos tempos posteriores e às novas condições verificadas. Os ritos litúrgicos mais recentes também são respeitáveis, pois que foram estabelecidos por influxo do Espírito Santo que está com a Igreja até à consumação dos séculos, (52) e são meios dos quais se serve a ínclita esposa de Jesus Cristo para estimular e conseguir a santidade dos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
55. É certamente coisa sábia e muito louvável retornar com a inteligência e com a alma às fontes da sagrada liturgia, porque o seu estudo, reportando-se às origens, auxilia não pouco a compreender o significado das festas e a penetrar com maior profundidade e agudeza o sentido das cerimônias, mas não é certamente coisa tão sábia e louvável reduzir tudo e de qualquer modo ao antigo. Assim, para dar um exemplo, está fora do caminho quem quer restituir ao altar a antiga forma de mesa; quem quer eliminar dos paramentos litúrgicos a cor negra; quem quer excluir dos templos as imagens e as estátuas sagradas; quem quer suprimir na representação do Redentor crucificado as dores acérrimas por ele sofridas; quem repudia e reprova o canto polifônico, ainda quando conforme às normas emanadas da santa sé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
56. Como, em verdade, nenhum católico fiel pode rejeitar as fórmulas da doutrina cristã compostas e decretadas com grande vantagem em época mais recente da Igreja, inspirada e dirigida pelo Espírito Santo, para voltar às antigas fórmulas dos primeiros concílios, ou repudiar as leis vigentes para voltar às prescrições das antigas fontes do direito canônico; assim, quando se trata da sagrada liturgia, não estaria animado de zelo reto e inteligente aquele que quisesse voltar aos antigos ritos e usos, recusando as recentes normas introduzidas por disposição da divina Providência e por mudança de circunstâncias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
57. Este modo de pensar e de proceder, com efeito, faz reviver o excessivo e insano arqueologismo suscitado pelo ilegítimo concílio de Pistóia, e se esforça em revigorar os múltiplos erros que foram as bases daquele conciliábulo e os que se lhe seguiram com grande dano das almas, e que a Igreja - guarda vigilante do &amp;quot;depósito da fé&amp;quot; confïado pelo seu divino Fundador - condenou com todo o direito.(53) De fato, deploráveis propósitos e iniciativas tendem a paralisar a ação santificadora com a qual a sagrada liturgia orienta salutarmente ao Pai celeste os filhos de adoção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
58. Tudo, pois, seja feito em indispensável união com a hierarquia eclesiástica. Ninguém se arrogue o direito de ser lei para si mesmo e de impô-la aos outros por sua vontade. Somente o sumo pontífice, na qualidade de sucessor de Pedro, ao qual o divino Redentor confiou o rebanho universal, (54) e juntamente os bispos, que sob a dependência da Sé Apostólica &amp;quot;o Espírito Santo colocou para reger a Igreja de Deus&amp;quot;,(55) têm o direito e o dever de governar o povo cristão. Por isso, veneráveis irmãos, toda vez que defendeis a vossa autoridade - oportunamente, ainda que com severidade salutar não somente cumpris o vosso dever, mas defendeis a própria vontade do Fundador da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SEGUNDA PARTE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CULTO EUCARÍSTICO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. Natureza do sacrifício eucarístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
59. O mistério da santíssima eucaristia, instituída pelo sumo sacerdote Jesus Cristo e, por vontade sua, perpetuamente renovada pelos seus ministros, é como a súmula e o centro da religião cristã. Em se tratando do ápice da sagrada liturgia, julgamos oportuno, veneráveis irmãos, deter-nos um pouco, chamando a vossa atenção para esta importantíssima temática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
60. O Cristo Senhor, &amp;quot;sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque&amp;quot; (56) &amp;quot;tendo amado os seus que estavam no mundo&amp;quot;,(57) &amp;quot;na última ceia, na noite em que foi traído, para deixar à Igreja, sua esposa dileta, um sacrifício visível, como exige a natureza dos homens, o qual representasse o sacrifício cruento que devia cumprir-se na cruz uma só vez, e para que a sua lembrança permanecesse até o fim dos séculos e nos fosse aplicada sua salutar virtude em remissão dos nossos pecados cotidianos... ofereceu a Deus Pai o seu corpo e o seu sangue sob as espécies de pão e de vinho e deu-os aos apóstolos então constituídos sacerdotes do Novo Testamento, para que sob essas mesmas espécies o recebessem, e ordenou a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que o oferecessem&amp;quot;.(58)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
61. O augusto sacrifício do altar não é, pois, uma pura e simples comemoração da paixão e morte de Jesus Cristo, mas é um verdadeiro e próprio sacrifício, no qual, imolando-se incruentamente, o sumo Sacerdote faz aquilo que fez uma vez sobre a cruz, oferecendo-se todo ao Pai, vítima agradabilíssima. &amp;quot;Uma... e idêntica é a vítima: aquele mesmo, que agora oferece pelo ministério dos sacerdotes, se ofereceu então sobre a cruz; é diferente apenas, o modo de fazer a oferta&amp;quot;.(59)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
62. Idêntico, pois, é o sacerdote, Jesus Cristo, cuja sagrada pessoa é representada pelo seu ministro. Este, pela consagração sacerdotal recebida, assemelha-se ao sumo Sacerdote e tem o poder de agir em virtude e na pessoa do próprio Cristo;(60) por isso, com sua ação sacerdotal, de certo modo, &amp;quot;empresta a Cristo a sua língua, e lhe oferece a sua mão&amp;quot;.(61)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
63. Também idêntica é a vítima, isto é, o divino Redentor, segundo a sua humana natureza e na realidade do seu corpo e do seu sangue. Diferente, porém, é o modo pelo qual Cristo é oferecido. Na cruz, com efeito, ele se ofereceu todo a Deus com os seus sofrimentos, e a imolação da vítima foi realizada por meio de morte cruenta livremente sofrida; no altar, ao invés, por causa do estado glorioso de sua natureza humana, &amp;quot;a morte não tem mais domínio sobre ele&amp;quot;(62) e, por conseguinte, não é possível a efusão do sangue; mas a divina sabedoria encontrou o modo admirável de tornar manifesto o sacrifício de nosso Redentor com sinais exteriores que são símbolos de morte. Já que, por meio da transubstanciação do pão no corpo e do vinho no sangue de Cristo, têm-se realmente presentes o seu corpo e o seu sangue; as espécies eucarísticas, sob as quais está presente, simbolizam a cruenta separação do corpo e do sangue. Assim o memorial da sua morte real sobre o Calvário repete-se sempre no sacrifício do altar, porque, por meio de símbolos distintos, se significa e demonstra que Jesus Cristo se encontra em estado de vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
64. Idênticos, finalmente, são os fins, dos quais o primeiro é a glorificação de Deus. Do nascimento à morte, Jesus Cristo foi abrasado pelo zelo da glória divina e, da cruz, a oferenda do sangue chegou ao céu em odor de suavidade. E porque este cântico não havia de cessar, no sacrifício eucarístico os membros se unem à Cabeça divina e com ela, com os anjos e os arcanjos, cantam a Deus louvores perenes, (63) dando ao Pai onipotente toda honra e glória.(64)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
65. O segundo fim é a ação de graças a Deus. O divino Redentor somente, como Filho de predileção do Eterno Pai de quem conhecia o imenso amor, pôde entoar-lhe um digno cântico de ação de graças. A isso visou e isso desejou &amp;quot;rendendo graças&amp;quot;(65) na última ceia, e não cessou de fazê-lo na cruz, não cessa de realizá-lo no augusto sacrifício do altar, cujo significado é justamente a ação de graças ou eucaristia; e porque isso é &amp;quot;verdadeiramente digno e justo e salutar&amp;quot;.(66)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
66. O terceiro fim é a expiação e a propiciação. Certamente ninguém, fora Cristo, podia dar a Deus onipotente satisfação adequada pelas culpas do gênero humano; ele, pois, quis imolar-se na cruz, &amp;quot;propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas ainda pelos de todo o mundo&amp;quot;.(67) Nos altares se oferece igualmente cada dia pela nossa redenção, afim de que, libertados da eterna condenação, sejamos acolhidos no rebanho dos eleitos. E isso não somente por nós que estamos nesta vida mortal, mas ainda &amp;quot;por todos aqueles que repousam em Cristo, os quais nos precederam com o sinal da fé, e dormem o sono da paz&amp;quot;,(68) pois, quer vivamos, quer morramos, &amp;quot;não nos separamos do único Cristo&amp;quot;.(69)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
67. O quarto fim é a impetração. Filho pródigo, o homem malbaratou e dissipou todos os bens recebidos do Pai celeste, por isso está reduzido à suprema miséria e inanição; da cruz, porém, Cristo, &amp;quot;tendo em alta voz e com lágrimas oferecido orações e súplicas... foi ouvido pela sua piedade&amp;quot;,(70) e nos sagrados altares exercita a mesma mediação eficaz; a fim de que sejamos cumulados de toda bênção e graça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
68. Compreende-se, portanto, facilmente, porque o sacrossanto concílio de Trento afirma que com o sacrifício eucarístico nos é aplicada a salutar virtude da cruz para a remissão dos nossos pecados cotidianos.(71)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
69. Também o apóstolo das gentes, proclamando a superabundante plenitude e perfeição do sacrifício da cruz, declarou que Cristo com uma só oblação, tornou perfeitos para sempre os santificados.(72) Os infinitos e imensos méritos desse sacrifício, com efeito, não têm limites: estendem-se à universalidade dos homens de todo lugar e de todo tempo, porque, nele, o sacerdote e a vítima é Deus Homem; porque a sua imolação como a sua obediência à vontade do Eterno Pai foi perfeitíssima, e porque foi como Cabeça do gênero humano, que ele quis morrer. &amp;quot;Considera como foi tratado o nosso resgate: Cristo pende do madeiro; vê a que preço comprou; ...derramou o seu sangue, comprou com o seu sangue, com o sangue do Cordeiro imaculado, com o sangue do unigênito Filho de Deus... Quem compra é Cristo, o preço é o sangue, a aquisição é todo o mundo&amp;quot;.(73)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
70. Esse resgate, porém, não teve logo o seu pleno efeito: é necessário que, depois de haver resgatado o mundo com o elevadíssimo preço de si mesmo, Cristo entre na real e efetiva posse das almas. Conseqüentemente, a fim de que, com o beneplácito de Deus, se cumpra para todos os indivíduos e para todas as gerações até o fim dos séculos, a sua redenção e salvação, é absolutamente necessário que cada um tenha vital contato com o sacrifício da cruz, e assim os méritos que dele derivam lhe sejam transmitidos e aplicados. Pode-se dizer que Cristo construiu no Calvário uma piscina de purificação e de salvação e a encheu com o sangue por ele derramado; mas se os homens não mergulham nas suas ondas e aí não lavam as manchas de sua iniqüidade, não podem certamente ser purificados e salvos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
71. A fim de que, pois, os pecadores individualmente se purifiquem no sangue do Cordeiro, é necessária a colaboração dos fiéis. Se bem que, falando em geral, Cristo haja reconciliado com o Pai por meio da sua morte cruenta todo o gênero humano, quis todavia que todos se aproximassem e fossem conduzidos à cruz por meio dos sacramentos e do sacrifício da eucaristia, para poderem conseguir os frutos salutares por ele granjeados na cruz. Com esta atual e pessoal participação assim como os membros se configuram cada dia mais à sua Cabeça divina, assim também a salvação que vem da Cabeça flui para os membros, de modo que cada um de nós pode repetir as palavras de são Paulo: &amp;quot;Estou crucificado com Cristo na cruz, e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim&amp;quot;.(74) Como realmente, em outra ocasião, de propósito e concisamente dissemos, Jesus Cristo enquanto morria na cruz, deu à sua Igreja, sem nenhuma cooperação da parte dela, o imenso tesouro da Redenção; quando, ao invés, se trata de distribuir tal tesouro, não só participa com sua esposa incontaminada desta obra de santificação, mas deseja que tal atividade jorre, de certo modo, por ação dela.(75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
72. O augusto sacrifício do altar é insigne instrumento para aos crentes distribuir os méritos derivados da cruz do divino Redentor: &amp;quot;toda vez que se oferece este sacrifício, cumpre-se a obra da nossa redenção&amp;quot;.(76) Isso, porém, longe de diminuir a dignidade do sacrifício cruento, dele faz ressaltar a grandeza, como afirma o concílio de Trento,&amp;quot;(77) e lhe proclama a necessidade. Renovado cada dia, admoesta-nos que não há salvação fora da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo;(78) que Deus quer a continuação deste sacrifício &amp;quot;do surgir ao pôr-do-sol&amp;quot;, (79) para que não cesse jamais o hino de glorificação e de ação de graças que os homens devem ao Criador, visto que têm necessidade de seu contínuo auxílio e do sangue do Redentor para redimir os pecados que ofendem a sua justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. Participação dos fiéis no sacrifício eucarístico &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
73. É necessário, pois, veneráveis irmãos, que todos os fiéis tenham por seu principal dever e suma dignidade participar do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote, como diz o Apóstolo: &amp;quot;Tende em vós os mesmos sentimentos que Jesus Cristo experimentou&amp;quot;,(80) oferecendo com ele e por ele, santificando-se com ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
74. É bem verdade que Jesus Cristo é sacerdote, mas não para si mesmo, e sim para nós, apresentando ao Eterno Pai os votos e sentimentos religiosos de todo o gênero humano; Jesus é vítima, mas por nós, substituindo-se ao homem pecador; ora, o dito do Apóstolo: &amp;quot;Alimentai em vós os mesmos sentimentos que existiram em Jesus Cristo&amp;quot; exige de todos os cristãos que reproduzam em si, enquanto está em poder do homem, o mesmo estado de alma que tinha o divino Redentor quando fazia o sacrifício de si mesmo, a humilde submissão do espírito, isto é, a adoração, a honra, o louvor e a ação de graças à majestade suprema de Deus; requer, além disso, que reproduzam em si mesmos as condições da vítima: a abnegação de si conforme os preceitos do evangelho, o voluntário e espontâneo exercício da penitência, a dor e a expiação dos próprios pecados. Exige, em uma palavra, a nossa morte mística na cruz com Cristo, de modo que possamos dizer com Paulo: &amp;quot;Estou crucificado com Cristo na cruz&amp;quot;.(81)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
75. É necessário, veneráveis irmãos, explicar claramente a vosso rebanho como o fato de os fiéis tomarem parte no sacrifício eucarístico não significa todavia que eles gozem de poderes sacerdotais. Há, de fato, em nossos dias, alguns que, avizinhando-se de erros já condenados,(82) ensinam que em o Novo Testamento se conhece apenas um sacerdócio pertencente a todos os batizados, e que o preceito dado por Jesus aos apóstolos na última ceia - fazer o que ele havia feito - se refere diretamente a toda a Igreja dos cristãos e só depois é que foi introduzido o sacerdócio hierárquico. Sustentam, por isso, que só o povo goza de verdadeiro poder sacerdotal, enquanto o sacerdote age unicamente por ofício a ele confiado pela comunidade. Afirmam, em conseqüência, que o sacrifício eucarístico é uma verdadeira e própria &amp;quot;concelebração&amp;quot;, e que é melhor que os sacerdotes &amp;quot;concelebrem&amp;quot; junto com o povo presente, do que, na ausência destes, ofereçam privadamente o sacrifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
76. É inútil explicar quanto esses capciosos erros estejam em contraste com as verdades acima demonstradas, quando falamos do lugar que compete ao sacerdote no corpo místico de Jesus. Recordemos apenas que o sacerdote faz as vezes do povo porque representa a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo enquanto é Cabeça de todos os membros e se oferece a si mesmo por eles: por isso vai ao altar como ministro de Cristo, inferior a ele, mas superior ao povo.(83) O povo, ao invés, não representando por nenhum motivo a pessoa do divino Redentor, nem sendo mediador entre si próprio e Deus, não pode de nenhum modo gozar dos poderes sacerdotais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Os fiéis oferecem junto com o sacerdote&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
77. Tudo isso consta da fé verdadeira; mas deve-se, além disso, afirmar que também os fiéis oferecem a vítima divina, sob um aspecto diverso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o declararam abertamente alguns dos nossos predecessores e doutores da Igreja. &amp;quot;Não somente - assim afirmava Inocêncio III, de imortal memória - oferecem os sacerdotes, mas ainda todos os fiéis; pois isto que em particular se cumpre pelo ministério dos sacerdotes, cumpre-se universalmente por voto dos fiéis&amp;quot;.(84) E apraz-nos citar ao menos um dos muitos textos de são Roberto Belarmino a esse propósito: &amp;quot;O sacrifício - diz ele - é oferecido principalmente na pessoa de Cristo. Por isso a oblação que segue à consagração atesta que toda a Igreja consente na oblação feita por Cristo e oferece juntamente com ele&amp;quot;.(85)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
78. Com clareza não menor, os ritos e as orações do sacrifício eucarístico significam e demonstram que a oblação da vítima é feita pelos sacerdotes em união com o povo. De fato, não somente o sagrado ministro, depois da oferta do pão e do vinho, voltado para o povo diz explicitamente: &amp;quot;Orai, irmãos, para que o meu e o vosso sacrifício sejam aceitos junto a Deus-Pai onipotente&amp;quot;,(86) mas ainda as orações com as quais é oferecida a vítima divina são, além do mais, ditas no plural, e nelas se indica que também o povo toma parte como ofertante neste augusto sacrifício. Diz-se, por exemplo: &amp;quot;Pelos quais nós te oferecemos, e que te oferecem ainda eles... Por isso te suplicamos, ó Senhor, aceitar aplacado esta oferta dos teus servos e de toda a tua família... Nós, teus servos, como ainda o teu povo santo, oferecemos à tua excelsa majestade os dons e dádivas que tu mesmo nos deste, a hóstia pura, a hóstia santa, a hóstia imaculada&amp;quot;.(87)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
79. Nem é de admirar que os fiéis sejam elevados a uma tal dignidade. Com a água do batismo, com efeito, os cristãos se tornam, a título comum, membros do corpo místico de Cristo sacerdote, e, por meio do &amp;quot;caráter&amp;quot; que se imprime nas suas almas, são delegados ao culto divino, participando, assim, de modo condizente ao próprio estado, do sacerdócio de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
80. Na Igreja católica, a razão humana iluminada pela fé sempre se esforçou por ter a maior consciência possível das coisas divinas; por isso é natural que também o povo cristão pergunte piamente em que sentido se diz no Cânon do sacrifício eucarístico que também ele o oferece. Para satisfazer esse piedoso desejo apraz-nos tratar aqui do assunto com clareza e concisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
81. Há, acima de tudo, razões muito remotas: freqüentemente acontece que os fiéis, assistindo aos sagrados ritos, unam alternadamente as suas orações às orações do sacerdote; alguma vez; ainda, acontece - isto antigamente se verificava com maior freqüência - que ofereçam ao ministro do altar o pão e o vinho para que se tornem corpo e sangue de Cristo; e, enfim, porque, com as esmolas, fazem com que o sacerdote ofereça por eles a vítima divina. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
82. Mas há ainda uma razão mais profunda para que se possa dizer que todos os cristãos e especialmente aqueles que assistem ao altar realizem a oferta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
83. Para não dar ensejo a erros perigosos neste importantíssimo argumento, é necessário precisar com exatidão o significado do termo &amp;quot;oferta&amp;quot;. A imolação incruenta por meio da qual, depois que foram pronunciadas as palavras da consagração, Cristo está presente no altar no estado de vítima, é realizada só pelo sacerdote enquanto representa a pessoa de Cristo e não enquanto representa a pessoa dos fiéis. Colocando, porém, no altar a vítima divina, o sacerdote a apresenta a Deus Pai como oblação à glória da SS. Trindade e para o bem de todas as almas. Dessa oblação propriamente dita os fiéis participam do modo que lhes é possível e por um duplo motivo: porque oferecem o sacrifício não somente pelas mãos do sacerdote, mas, de certo modo ainda, junto com ele; e ainda porque com essa participação também a oferta feita pelo povo pertence ao culto litúrgico. Que os fiéis oferecem o sacrifício por meio do sacerdote, é claro, pois o ministro do altar age na pessoa de Cristo enquanto Cabeça, que oferece em nome de todos os membros; pelo que, em bom direito, se diz que toda a Igreja, por meio de Cristo, realiza a oblação da vítima. Quando, pois, se diz que o povo oferece juntamente com o sacerdote, não se afirma que os membros da Igreja de maneira idêntica à do próprio sacerdote realizam o rito litúrgico visível - o que pertence somente ao ministro de Deus para isso designado - mas sim que une os seus votos de louvor, de impetração, de expiação e a sua ação de graças à intenção do sacerdote, aliás do próprio sumo pontífice, a fim de que sejam apresentados a Deus Pai na própria oblação da vítima, embora com o rito externo do sacerdote. É necessário, com efeito, que o rito externo do sacrifício manifeste, por sua natureza, o culto interno; ora, o sacrifício da nova Lei significa aquele obséquio supremo com o qual o próprio principal ofertante, que é Cristo, e com ele e por ele todos os seus membros místicos, honram devidamente a Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
84. Com grande alegria da alma fomos informados de que essa doutrina, especialmente nos últimos tempos, pelo intenso estudo da disciplina litúrgica da parte de muitos, foi posta em sua luz; mas não podemos deixar de deplorar vivamente os exageros e os desvios da verdade, que não concordam com os genuínos preceitos da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
85. Alguns, com efeito, reprovam de todo as missas que se celebram privadamente e sem a assistência do povo, como se se desviassem da forma primitiva do sacrifício; nem falta quem afirme que os sacerdotes não possam oferecer a divina vítima ao mesmo tempo em muitos altares, porque desse modo dissociam a comunidade e põem em perigo a unidade; também não falta quem chegue ao ponto de crêr necessária a confirmação e a ratificação do sacrifício por parte do povo, para que possa ter sua força e eficácia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
86. Erroneamente, nesse caso, se faz apelo à índole social do sacrifício eucarístico. Toda vez, com efeito, que o sacerdote repete o que fez o divino Redentor na última ceia, o sacrifício é realmente consumado e tem sempre e em qualquer lugar necessariamente e por sua intrínseca natureza, uma função pública e social, enquanto o ofertante age em nome de Cristo e dos cristãos, dos quais o divino Redentor é Cabeça, e oferece a Deus pela santa Igreja católica e pelos vivos e defuntos.(88) E isso se verifica certamente, quer assistam os fiéis - e desejamos e recomendamos que estejam presentes numerosíssimos e fervorosíssimos - quer não assistam, não sendo de nenhum modo requerido que o povo ratifique o que faz o sagrado ministro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
87. Se, pois, daquilo que foi dito resulta claramente que o santo sacrifício da missa é oferecido validamente em nome de Cristo e da Igreja, nem fica privado dos seus frutos sociais, mesmo quando celebrado sem assistência de nenhum acólito todavia, pela dignidade deste mistério, queremos e insistimos, como sempre quis a madre Igreja, que nenhum sacerdote se aproxime do altar sem ter quem o ajude e lhe responda, como prescreve o cân. 813.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Os féis oferecem também a si mesmos como vítimas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
88. Para que, pois, a oblação, com a qual neste sacrifício os fiéis oferecem a vítima divina ao Pai celeste, tenha o seu efeito pleno, requer-se ainda outra coisa: é necessário que eles se imolem a si mesmos como vítimas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
89. Essa imolação não se limita somente ao sacrifício litúrgico. Quer, com efeito, o príncipe dos apóstolos que pelo fato mesmo de sermos edifïcados como pedras vivas sobre Cristo, possamos como &amp;quot;sacerdócio santo, oferecer vítimas espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo&amp;quot;; (89) e Paulo apóstolo, sem nenhuma distinção de tempo, exorta os cristãos com as seguintes palavras: &amp;quot;Eu vos conjuro, ó irmãos, que ofereçais os vossos corpos como vítima viva, santa, agradável a Deus, como vosso culto racional.&amp;quot;(90) Mas quando, sobretudo, os féis participam da ação litúrgica com tanta piedade e atenção que se pode verdadeiramente dizer deles: &amp;quot;dos quais te é conhecida a fé e a devoção&amp;quot;(91) não é possível que a fé de cada um deles não se torne mais alegremente operante por meio da caridade, nem se revigore e brilhe a piedade e não se consagrem todos à conquista da glória divina, desejando com ardor tornarem-se intimamente semelhantes a Jesus Cristo que sofreu acerbas dores, oferecendo-se ao sumo Sacerdote e por meio dele como hóstia espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
90. Isso ensinam ainda as exortações que o bispo endereça em nome da Igreja aos ministros sagrados no dia da sua ordenação: &amp;quot;Compenetrai-vos daquilo que fazeis, imitai o que tratais, de modo que, ao celebrardes o mistério da morte do Senhor, procureis mortificar os vossos membros de seus vícios e da concupiscência&amp;quot;.(92) E quase do mesmo modo nos livros litúrgicos são exortados os cristãos que se aproximam do altar a participarem dos sagrados mistérios: &amp;quot;esteja sobre... este altar o culto da inocência, nele se imole a soberba, nele se apague a ira, se debele a luxúria e toda concupiscência, ofereça-se ao invés de rolas o sacrifício da castidade e em lugar de pombas o sacrifício da inocência&amp;quot;.(93) Assistindo, pois, ao altar, devemos transformar a nossa alma de modo que se apague radicalmente todo o pecado que está nela, e com toda diligência se restaure e reforce tudo aquilo que, mediante Cristo, dá a vida sobrenatural: e assim nos tornemos, junto com a hóstia imaculada, uma vítima agradável a Deus Pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91. A Igreja se esforça com os preceitos da sagrada liturgia por levar a efeito, da maneira mais perfeita, este santíssimo propósito. A isso visam não somente as leituras, as homílias e as outras exortações dos ministros sagrados, e todo o ciclo dos mistérios que nos são recordados durante o ano, mas também as vestes, os ritos sagrados e seu aparato exterior que tem por fim &amp;quot;fazer pensar na majestade de tão grande sacrifício, excitar a mente dos fnéis, por meio dos sinais visíveis de piedade e de religião, à contemplação das altíssimas&amp;quot; coisas encerradas neste sacrifício&amp;quot;.(94)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
92. Todos os elementos da liturgia tendem, pois, a reproduzir em nossa alma a imagem do divino Redentor através do mistério da cruz, segundo a palavra do apóstolo das gentes: &amp;quot;Estou cravado com Cristo na cruz e vivo, não mais eu, mas é Cristo que vive em mim&amp;quot;.(95) Por isso nos tornamos hóstia junto com Cristo para a maior glória do Pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
93. A isso, pois, devem dirigir e elevar a sua alma os féis que oferecem a vítima divina no sacrifício eucarístico. Se, com efeito, como escreve santo Agostinho, sobre a mesa do Senhor é posto o nosso mistério, isto é, o próprio Cristo Senhor, (96) enquanto a cabeça é símbolo daquela união em virtude da qual somos o corpo de Cristo(97) e membros do seu corpo;(98) se são Roberto Belarmino ensina, segundo o pensamento do doutor de Hipona, que no sacrifício do altar está significado o sacrifício geral com o qual todo o corpo místico de Cristo, isto é, toda a cidade redimida, é oferecida a Deus por meio de Cristo grão-sacerdote, (99) nada se pode encontrar de mais reto e de mais justo que nos imolarmos ao eterno Pai, nós todos, com nossa Cabeça, que sofreu por nós. No sacramento do altar, segundo o mesmo Agostinho, torna-se patente à Igreja que no sacrifício que oferece, ela mesma é oferecida.(100)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
94. Considerem, pois, os fiéis a que dignidade os eleva a sagrada água do batismo; e não se contentem em participar do sacrifício eucarístico com a intenção geral que convém aos membros de Cristo e filhos da Igreja, mas livre e intimamente unidos ao sumo sacerdote e ao seu ministro na terra, segundo o espírito da sagrada liturgia, se unam a ele de modo particular no momento da consagração da  hóstia divina, e a ofereçam junto com ele quando são pronunciadas aquelas solenes palavras &amp;quot;por ele, com ele, nele, a ti, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória por todos os séculos dos séculos'';(101) à essas palavras o povo responde: Amém. Nem se esqueçam os cristãos de oferecer-se, com a divina Cabeça crucificada, a si mesmos e as suas preocupações, angústias, dores, misérias e necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Os meios de promover a participação dos fiéis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
95. São, pois, dignos de louvor aqueles que, com o fim de tornar mais fácil e frutuosa ao povo cristão a participação no sacrifício eucarístico, se esforçam em colocar oportunamente nas mãos do povo o &amp;quot;Missal romano&amp;quot; de modo que os fiéis, unidos ao sacerdote, orem com ele, com as suas próprias palavras e com os mesmos sentimentos da Igreja; como também os que visam a fazer da liturgia, ainda que externamente, uma ação sagrada, na qual têm parte de fato todos os assistentes. Isso pode acontecer de vários modos: quando todo o povo, segundo as normas rituais, responde disciplinadamente às palavras do sacerdote ou executa cânticos correspondentes às várias partes do sacrifício, ou faz uma e outra coisa, ou, enfim, quando, na missa solene, responde alternadamente às orações dos ministros de Jesus Cristo e se associa ao canto litúrgico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
96. Todavia, essas maneiras de participar do sacrifício são para louvar e aconselhar, quando obedecem escrupulosamente aos preceitos da Igreja e às normas dos sagrados ritos. São ordenadas sobretudo para alimentar e fomentar a piedade dos cristãos e a sua íntima união com Cristo e com o seu ministro visível e a estimular aqueles sentimentos e aquelas disposições interiores com as quais é necessário que a nossa alma se assemelhe ao sumo sacerdote do Novo testamento. Não obstante, se bem que isto demonstre no modo exterior, que o sacrifício por sua natureza, enquanto é realizado pelo mediador de Deus e dos homens (102) deve ser considerado obra de todo o corpo místico de Cristo, não são porém necessárias para constituir-lhe o caráter público e comum. Além disso, a missa &amp;quot;dialogada&amp;quot; não pode substituir a missa solene, a qual, ainda que celebrada na presença apenas dos ministros, goza de uma particular dignidade pela majestade dos ritos e aparato das cerimônias; se bem que o seu esplendor e solenidade muito ganhem se, como o prefere a Igreja, o povo numeroso e devoto a ela assistir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
97. Deve-se ainda observar que estão fora da verdade e do caminho da reta razão os que, arrastados por falsas opiniões, tanto valor atribuem a todas essas circunstâncias que não duvidam asseverar que, omitindo-as, a ação sagrada não pode alcançar o fim prefixado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
98. Não poucos fiéis, com efeito, são incapazes de usar o &amp;quot;Missal Romano&amp;quot; ainda quando escrito em língua vulgar; nem todos são capazes de compreender corretamente, como convém, os ritos e as cerimônias litúrgicas. A inteligência, o caráter e a índole dos homens são tão vários e dissemelhantes que nem todos podem igualmente impressionar-se e serem guiados pelas orações, pelos cantos ou pelas ações sagradas feitas em comum. Além disso, as necessidades e as disposições das almas não são iguais em todos, nem ficam sempre as mesmas em cada um. Quem, pois, poderá dizer, levado por tal preconceito, que tantos cristãos não podem participar do sacrifício eucarístico e aproveitar-lhe os benefícios? Certamente que o podem fazer de outra maneira, e para alguns mais fácil: por exemplo, meditando piamente os mistérios de Jesus Cristo ou fazendo exercícios de piedade e outras orações que, embora na forma difiram dos sagrados ritos, a eles todavia correspondem pela sua natureza. Por isso vos exortamos, veneráveis irmãos, a que na vossa diocese ou jurisdição eclesiástica reguleis e ordeneis o modo mais adequado mediante o qual o povo consiga participar da ação litúrgica segundo as normas estabelecidas no &amp;quot;Missal Romano&amp;quot; e segundo os preceitos da Sagrada Congregação dos ritos e do Código de direito canônico. Faça-se, pois, tudo com a necessária ordem e decoro, nem seja permitido a ninguém, ainda que sacerdote, usar os sagrados edifícios para experimentações arbitrárias. A esse propósito desejamos ainda, como já existe para a arte e a música sacra, também se constitua nas dioceses, uma comissão para promover o apostolado litúrgico, a fim de que, sob o vosso vigilante cuidado, tudo se faça diligentemente segundo as prescrições da Sé Apostólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
99. Nas comunidades religiosas observe-se cuidadosamente tudo o que as próprias constituições estabeleceram nesta matéria, e não se introduzam novidades que não tenham sido primeiro aprovadas pelos superiores. Na realidade, ainda que possam ser várias as circunstâncias exteriores da participação do povo no sacrifício eucarístico e nas outras ações litúrgicas, sempre deve procurar-se com todo o cuidado que as almas dos assistentes se unam ao divino Redentor com os mais estreitos laços possíveis e que a sua vida se enriqueça de santidade sempre maior e cresça todo dia a glória do Pai celeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III. A comunhão eucarística&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
100. O augusto sacrifício do altar conclui-se com a comunhão do divino banquete. Mas, como todos sabem, para haver integridade do sacrifício, somente é exigido que o sacerdote se nutra do alimento celeste e não que o povo - coisa aliás sumamente desejável - participe da santa comunhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
101. Agrada-nos a esse propósito repetir as considerações de Nosso predecessor Bento XIV sobre as definições do concílio de Trento: &amp;quot;Em primeiro lugar... devemos dizer que a nenhum fiel pode vir à mente que as missas privadas, nas quais apenas o sacerdote comunga, percam por isso o valor do verdadeiro, perfeito e íntegro sacrifício instituído por Cristo Senhor e devam, portanto, ser consideradas ilícitas. Nem os fiéis ignoram - pelo menos podem ser facilmente instruídos - que o sacrossanto concílio de Trento, fundando-se na doutrina guardada na ininterrupta tradição da Igreja, condenou a nova e falsa doutrina de Lutero, contraria a esta&amp;quot;(103). Quem disser que as missas nas quais só o sacerdote comunga sacramentalmente são ilícitas, e por isso devam ser abolidas, seja anátema&amp;quot;.(104)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
102. Afastam-se, pois, do caminho da verdade os que recusam celebrar, se o povo cristão não se aproximar da mesa divina; e ainda mais se afastam os que, para sustentar a absoluta necessidade de que os fiéis se nutram do banquete eucarístico juntamente com o sacerdote, afirmam capciosamente que não se trata somente de um sacrifício, mas de sacrifício e banquete de união fraterna, e fazem da santa comunhão em comum quase o ápice de toda a celebração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
103. Deve-se ainda uma vez notar que o sacrifício eucarístico consiste essencialmente na imolação incruenta da vítima divina, imolação que é misticamente manifestada pela separação das sagradas espécies e pela sua oblação feita ao Pai Eterno. A santa comunhão pertence à integridade do sacrifício, e à participação nele por meio da recepção do augusto sacramento; e enquanto é absolutamente necessária ao ministro sacrificador, aos fiéis é vivamente recomendável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
104. Como, porém, a Igreja, enquanto mestra de verdade, se esforça com todo o cuidado por guardar a integridade da fé católica, assim, enquanto mãe solícita de seus filhos exorta-os instantemente a participarem com avidez e freqüência deste máximo benefício da nossa religião. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
105. Deseja antes de tudo, que os cristãos - especialmente quando não possam facilmente receber de fato o alimento eucarístico - o recebam ao menos em desejo; de sorte que se unam a ele com fé viva, com ânimo reverentemente humilde e confiante na vontade do Redentor divino e com o amor mais ardente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
106. Mas isso não lhe basta. Já que, como acima dissemos, podemos participar do sacrifício também pela comunhão sacramental, por meio do banquete do pão dos anjos, a madre Igreja, para que mais eficazmente &amp;quot;possamos sentir em nós continuamente o fruto da redenção&amp;quot; (105) repete a todos os seus filhos o convite de Cristo Senhor: &amp;quot;tomai e comei... fazei isto em minha memória&amp;quot;.(106) Nesse propósito o concílio de Trento, fazendo eco aos desejos de Jesus Cristo e de sua esposa imaculada, insta por &amp;quot;que em todas as missas os fiéis presentes participem não só espiritualmente, mas ainda sacramentalmente da eucaristia, para que lhes venha mais abundante o fruto deste sacrifício&amp;quot;.(107) Aliás, para melhor e mais claramente manifestar-se a participação dos fiéis no sacrifício divino por meio da comunhão eucarística, o nosso imortal predecessor Bento XIV louva a devoção daqueles que, não só desejam nutrir-se do alimento celeste durante a assistência ao sacrifício, mas preferem alimentar-se com hóstias consagradas no mesmo sacrifício, se bem que, como ele declara, participemos verdadeira e realmente do sacrifício, mesmo quando se trate de pão eucarístico devidamente consagrado antes. Assim, com efeito, escreve: &amp;quot;Embora participem do mesmo sacrifício não só aqueles aos quais o sacerdote celebrante dá parte da Vítima por ele oferecida na mesma missa, mas também aqueles aos quais o sacerdote dá a eucaristia que se costuma conservar; nem por isso a Igreja proibiu no passado, ou proíbe atualmente, que o sacerdote satisfaça à devoção e ao justo pedido daqueles que assistem à missa e pedem para participar do mesmo sacrifício, também por eles oferecido na maneira que lhes é apropriada; antes aprova e deseja que assim se faça e reprovaria os sacerdotes que, por sua culpa ou negligência privassem os fiéis desta participação&amp;quot;. (108)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
107. Queira, pois, Deus que todos, espontanea e livremente, correspondam a esses solícitos convites da Igreja; queira Deus que os fiéis, mesmo todos os dias se o puderem, participem não só espiritualmente do sacrifício divino, mas ainda da comunhão do augusto sacramento, recebendo o corpo de Jesus Cristo, oferecido por todos ao Pai Eterno. Estimulai, veneráveis irmãos, nas almas confïadas aos vossos cuidados, a apaixonada e insaciável fome de Jesus Cristo; vosso ensinamento cerque os altares de crianças e de jovens que ofereçam ao Redentor divino a sua inocência e o seu entusiasmo: aproximem-se freqüentemente os cônjuges para que, nutridos na sagrada mesa e graças a ela, possam educar no espírito e na caridade de Jesus Cristo a prole que lhes foi confiada; sejam convidados os operários para que possam receber o alimento eficaz e indefectível que lhes restaura as forças e prepara às suas fadigas a recompensa eterna no céu; aproximai enfim os homens de todas as classes e &amp;quot;compeli-os a entrar&amp;quot;,(109) porque este é o pão da vida do qual todos têm necessidade. A Igreja de Jesus Cristo só dispõe desse pão para saciar as aspirações e os desejos das nossas almas, para uni-las intimamente a Jesus Cristo, afim de, por ele, se tornarem &amp;quot;um só corpo&amp;quot;(110) e confraternizarem quantos se sentam à mesma mesa para tomar o remédio da imortalidade (111) com a fração do pão único.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
108. É assaz oportuno, ainda - o que aliás é estabelecido pela liturgia - que o povo compareça à santa comunhão depois que o sacerdote tomou no altar o alimento divino; e, como já dissemos, são para louvar aqueles que, assistindo à missa, recebem as hóstias consagradas no mesmo sacrifício, verificando-se destarte que &amp;quot;quantos, participando deste altar, hajamos recebido o sacrossanto corpo e sangue de teu Filho, sejamos cumulados de toda a graça e bênção celeste&amp;quot;.(112)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
109. Todavia, não faltam nem são raras as causas pelas quais se deva distribuir o pão eucarístico, antes ou depois do sacrifício, como também que se comungue com hóstias anteriormente consagradas, embora se distribua a comunhão em seguida à do sacerdote. Mesmo nesses casos - como aliás já advertimos antes - o povo participa regularmente do sacrifício eucarístico e pode freqüentemente, com maior facilidade, aproximar-se da mesa de vida eterna. Se a Igreja com maternal condescendência se esforça por vir ao encontro das necessidades espirituais dos seus filhos, estes, contudo, de sua parte, não devem facilmente desdenhar o que a sagrada liturgia aconselha e, sempre que não haja motivo plausível em contrário, devem fazer tudo o que mais claramente manifesta no altar a viva unidade do corpo místico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
110. Finda a sagrada ação, regulada pelas normas litúrgicas particulares, não dispensa a ação de graças de quem saboreou o alimento celeste; é, aliás muito conveniente que, recebido o alimento eucarístico e terminados os ritos públicos, se recolha e, intimamente unido com o divino Mestre, se entretenha com ele tanto quanto as circunstâncias lho permitam, em dulcíssimo e salutar colóquio. Afastam-se, pois, do reto caminho da verdade aqueles que, baseando-se nas palavras mais que no sentido, afirmam e ensinam que, terminada a missa, não se deve prolongar a ação de graças, não só porque o sacrifício do altar é por natureza uma ação de graças mas ainda porque isso pertence à piedade privada, pessoal e não ao bem da comunidade. Pelo contrário, a própria natureza do Sacramento requer do cristão que o recebe, que se locuplete com abundantes frutos de santidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
111. Certamente a pública assembléia da comunidade está dissolvida, mas é necessário que os indivíduos unidos com Cristo não interrompam na sua alma o cântico de louvor, &amp;quot;agradecendo sempre tudo em nome de nosso Senhor Jesus Cristo a Deus e Pai&amp;quot;.(113) A isso nos exorta ainda a própria liturgia do sacrifício eucarístico, quando nos manda rezar com estas palavras: &amp;quot;Concede, nós te pedimos, render-te contínuas graças (114) e não cessar jamais de louvar-te&amp;quot;.(115) Se se deve, pois, sempre agradecer a Deus e jamais cessar de louvá-lo, quem ousaria repreender e desaprovar a Igreja que aconselha aos seus sacerdotes (116) e aos fiéis entreterem-se ao menos um pouco de tempo depois da comunhão em colóquio com o divino Redentor, e que inseriu nos livros litúrgicos oportunas orações enriquecidas de indulgências com as quais os sagrados ministros se possam convenientemente preparar antes de celebrar e de comungar e, acabada a santa missa, manifestar a Deus a sua ação de graças? A sagrada liturgia, longe de sufocar os íntimos sentimentos particulares dos cristãos, os facilita e estimula a que sejam assimilados a Jesus Cristo e por meio dele dirigidos ao Pai; portanto ela mesma exige que aquele que se aproxima da mesa eucarística agradeça devidamente a Deus. O divino Redentor compraz-se em ouvir as nossas orações, falar conosco de coração aberto e oferecer-nos refúgio no seu Coração ardente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
112. Esses atos próprios dos indivíduos são absolutamente necessários para aproveitar-nos mais abundantemente de todos os sobrenaturais tesouros de que é rica a eucaristia e para transmiti-los aos outros segundo as nossas possibilidades, a fim de que Cristo Senhor consiga em todas as almas a plenitude de sua virtude. Por que, pois, veneráveis irmãos; não louvaremos aqueles que, recebido o alimento eucarístico, ainda depois que se dissolveu oficialmente a assembléia cristã, se demoram em íntima familiaridade com o divino Redentor, não só para tratar docemente com ele, mas ainda para agradecê-lo, louvá-lo e especialmente para pedir-lhe ajuda, e, assim, afastar de sua alma tudo quanto possa diminuir a eficácia do sacramento, ao passo que se aproveita de tudo o que logra favorecer a atualíssima ação de Jesus? Antes, nós os exortamos a fazê-lo, de modo particular, quer traduzindo na prática os propósitos concebidos e exercitando as virtudes cristãs, quer adaptando às próprias necessidades quanto tenham recebido com real liberalidade. Falava deveras segundo os preceitos e espírito da liturgia o autor do áureo livrinho a &amp;quot;Imitação de Cristo&amp;quot;, quando aconselhava a quem tivesse comungado: &amp;quot;Recolhe-te em segredo e goza de teu Deus para que possuas aquele que o mundo inteiro não poderá tirar-te&amp;quot;.(117)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
113. Assim, pois, intimamente unidos a Cristo, procuremos todos mergulhar em sua santíssima alma e unir-nos com ele para participar dos atos de adoração com os quais ele oferece à Trindade Augusta a homenagem mais grata e aceita; aos atos de louvor e de ação de graças que ele oferece ao Pai Eterno e a que faz eco o cântico do céu e da terra: &amp;quot;Bendigam ao Senhor todas as suas obras&amp;quot;; (118) participando dos atos, imploremos a ajuda celeste no momento mais oportuno para pedir e obter socorro em nome de Cristo (119) mas, sobretudo, ofereçamo-nos e imolemo-nos como vítimas clamando: &amp;quot;Faze que sejamos oferta eterna a ti&amp;quot;,(120)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
114. O divino Redentor repete incessantemente o seu insistente convite: &amp;quot;Permanecei em mim&amp;quot;.(121) por meio do sacramento da eucaristia, Cristo fica em nós e nós ficamos em Cristo; e como Cristo, permanecendo em nós, vive e opera, assim é necessário que nós, permanecendo em Cristo, por ele vivamos e operemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV. Adoração da eucaristia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
115. Contém o alimento eucarístico, como todos sabem, &amp;quot;verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue junto com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo&amp;quot;; (122) não é de admirar, pois, se a Igreja, desde as origens adorou o corpo de Cristo sob as espécies eucarísticas, como se vê dos ritos mesmos do augusto sacrifício, com os quais se prescreve aos sagrados ministros que adorem o santíssimo sacramento com genuflexões e inclinações profundas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
116. Os sagrados concílios ensinam que, desde o início de sua vida, foi transmitido à Igreja que se deve honrar &amp;quot;com uma única adoração o Verbo Deus encarnado e a sua própria carne&amp;quot; (123); e santo Agostinho afirma: &amp;quot;Ninguém come esta carne sem tê-la primeiro adorado&amp;quot;, acrescentando que não só não pecamos adorando, antes pecamos não adorando.(124)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
117. Desses princípios doutrinários nasceu e se foi pouco a pouco desenvolvendo o culto eucarístico da adoração, distinto do santo sacrifício. A conservação das sagradas espécies para os enfermos e para todos os que viessem a encontrar-se em perigo de morte, introduziu o louvável uso de adorar este alimento celeste conservado nas igrejas. Esse culto de adoração tem um válido e sólido motivo. A eucaristia, de fato, é sacrifício e é, também, sacramento; e difere dos outros sacramentos enquanto não só produz a graça, mas ainda contém de modo permanente o próprio autor da graça. Quando, por isso, a Igreja nos manda adorar a Cristo sob os véus eucarísticos e suplicar-lhe os dons sobrenaturais e terrenos de que temos sempre necessidade, manifesta a fé viva com a qual crê presente sob aqueles véus o seu Esposo divino, manifesta-lhe o seu reconhecimento e goza da sua íntima familiaridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
118. Nesse culto, a Igreja, no decurso dos tempos, introduziu várias formas cada dia certamente mais belas e salutares, como, por exemplo: devotas e mesmo cotidianas visitas ao divino tabernáculo; bênção do santíssimo sacramento; procissões solenes por vilas e cidades, especialmente por ocasião dos congressos eucarísticos, e adoração do augusto sacramento publicamente exposto, as quais algumas vezes duram pouco e outras vezes se prolongam por horas inteiras e até, por quarenta horas; em alguns lugares são estabelecidas durante o ano todo, por turnos, em cada Igreja; em outros lugares se continuam de dia e de noite ao cuidado de comunidades religiosas e nelas freqüentemente tomam parte também os fiéis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
119. Esses exercícios de devoção contribuíram de modo admirável para a fé e a vida sobrenatural da Igreja militante na terra, a qual, assim fazendo, se torna, de certo modo, eco da Igreja triunfante que eternamente canta o hino de louvor a Deus e ao Cordeiro &amp;quot;que foi imolado&amp;quot;.(125) Por isso, a Igreja não só aprovou mas fez seus e confirmou com a sua autoridade estes exercícios devotos propagados em toda a parte no correr dos séculos.(126) Eles fluem do espírito da sagrada liturgia; e por isso, desde que sejam cumpridos com o decoro, a fé e a devoção requeridas pelos sagrados ritos e pelas prescrições da Igreja, certamente ajudam muitíssimo a viver a vida litúrgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
120. Nem se diga que tal culto eucarístico provoca uma errônea confusão entre o Cristo histórico, como dizem, que viveu na terra, o Cristo presente no augusto sacramento do altar, e o Cristo triunfante no céu e dispensador de graças; deve-se, pelo contrário, afirmar que, desse modo, os fiéis testemunham e manifestam solenemente a fé da Igreja, com a qual se crê que um e idêntico é o Verbo de Deus e o Filho de Maria virgem, que sofreu na cruz, que está presente e oculto na eucaristia, e que reina no céu. Assim afirma são João Crisóstomo: &amp;quot;Quando vês a ti; apresentado (o corpo de Cristo) dize a ti mesmo: por este corpo não sou mais terra e pó, não mais escravo, porém livre: por isso, espero alcançar o céu e os bens que aí se encontram, a vida imortal, a herança dos anjos, a companhia de Cristo; este corpo transpassado pelos cravos, dilacerado pelos açoites, não foi presa da morte... Este é aquele corpo que foi ensangüentado, transpassado pela lança, do qual brotaram duas fontes salutares: uma de sangue, outra de água... Este corpo foi-nos dado para o possuir e para o comer, e isso foi conseqüência de intenso amor&amp;quot;.(127)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
121. De modo particular, ademais, é muito de louvar-se o costume segundo o qual muitos exercícios de piedade entrados no uso do povo cristão, se encerram com o rito da bênção eucarística. Nada melhor nem mais vantajoso que o gesto com o qual o sacerdote, levantando ao céu o pão dos anjos, em presença da multidão cristã ajoelhada, e movendo-o em forma de cruz, invoca o Pai Celeste para que se digne volver benignamente os olhos a seu Filho crucificado por nosso amor, e, graças a ele, que quis ser nosso Redentor e irmão, difunda por sua intervenção, os seus dons celestes sobre os remidos pelo sangue imaculado do Cordeiro.(128)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
122. Procurai, pois, veneráveis irmãos, com a vossa habitual e grande diligência, que os templos edificados pela fé e pela piedade das gerações cristãs no decurso dos séculos como um perene hino de glória a Deus onipotente e como digna habitação do nosso Redentor oculto sob as espécies eucarísticas, sejam o mais possível abertos aos sempre mais numerosos fiéis, para que eles, recolhidos aos pés de nosso Salvador, ouçam o seu dulcíssimo convite: &amp;quot;Vinde a mim, vós todos que estais atribulados e oprimidos, e eu vos aliviarei&amp;quot;.(129) Os templos sejam em verdade a casa de Deus, na qual quem entra para pedir favores se alegre de tudo conseguir (130) e alcance a consolação celeste. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
123. Somente assim poderá acontecer que toda a família humana se pacifique na ordem e, com inteligência e coração concordes, cante o hino da esperança e do amor: &amp;quot;Bom Pastor, pão verdadeiro - ó Jesus, compadece-te de nós - apascenta-nos, guarda-nos, - faze-nos contemplar a felicidade na terra dos vivos&amp;quot;.(131)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TERCEIRA PARTE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O OFÍCIO DIVINO E O ANO LITÚRGICO &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. O ofício divino&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
124. O ideal da vida cristã consiste em se unir cada um intimamente a Deus. Por isso, o culto que a Igreja rende ao Eterno e que se sintetiza no sacrifício eucarístico e no uso dos sacramentos é ordenado e disposto, de modo que, com o ofício divino, se estenda a todas as horas do dia, às semanas, a todo o curso do ano, a todos os tempos e a todas as condições da vida humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
125. Tendo o divino Mestre recomendado: &amp;quot;É necessário rezar sempre, sem esmorecer&amp;quot;,(132) a Igreja, obedecendo fielmente a essa recomendação, não cessa de rezar e exortar-nos com o apóstolo das gentes: &amp;quot;Por seu intermédio (de Jesus) ofereçamos sempre a Deus o sacrifício de louvor&amp;quot;.(133)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
126. A oração pública e coletiva endereçada a Deus por todos juntos, realizava-se na antiguidade somente em certos dias e outros momentos do dia. Contudo rezava-se não só nas reuniões públicas, mas ainda nas casas particulares e, às vezes, com os vizinhos e amigos. Bem cedo, porém, nas várias partes da cristandade, introduziu-se o uso de reservar à oração tempos particulares, por exemplo, a última hora do dia, quando o sol se esconde e se acende o lampadário; ou à primeira hora, quando termina a noite, isto é, depois do canto do galo e ao surgir do sol. Outros momentos do dia são indicados como mais próprios para a oração pela Sagrada Escritura, pelo costume tradicional hebráico e práticas cotidianas. Segundo os Atos dos Apóstolos, os discípulos de Jesus Cristo reuniam-se para orar na terceira hora, quando &amp;quot;ficaram todos repletos do Espírito Santo&amp;quot; ;(134) o príncipe dos apóstolos, antes de tomar alimento, &amp;quot;subiu à parte superior da casa para rezar por volta da hora sexta&amp;quot;;(135) Pedro e João &amp;quot;subiam ao templo para a oração na hora nona&amp;quot;; (136) e Paulo e Silas &amp;quot;louvavam a Deus à meia noite&amp;quot;.(137)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
127. Essas várias orações especialmente por iniciativa e obra dos monges e dos ascetas, aperfeiçoaram-se cada dia mais, e pouco a pouco foram introduzidas no uso da sagrada liturgia por autoridade da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
128. O Ofício divino é, pois, a oração do corpo místico de Cristo, dedicada a Deus em nome de todos os cristãos e em seu beneficio, feita pelos sacerdotes, por outros ministros da Igreja e pelos religiosos delegados da própria Igreja para isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
129. Qual deva ser o caráter e eficácia desse louvor divino, deduz-se das palavras que a Igreja sugere dizer antes de iniciar-se a oração do Ofício, prescrevendo que sejam recitadas &amp;quot;digna, atenta e devotamente&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
130. Assumindo a natureza humana, o Verbo de Deus introduziu no exílio terreno o hino que se canta no céu por toda a eternidade. Une a si toda a comunidade humana e a associa no canto deste hino de louvores. Confessemos com humildade que &amp;quot;não sabemos o que devemos convenientemente pedir, mas o próprio Espírito reza por nós com gemidos inenarráveis&amp;quot;. (138) E ainda Cristo, por meio do seu Espírito, invoca em nós o Pai. &amp;quot;Deus não poderia fazer aos homens um dom maior... reza (Jesus) por nós como nosso sacerdote; reza em nós como nossa cabeça; é invocado por nós como nosso Deus... reconheçamos, pois, as nossas vozes nele e a sua voz em nós... Rezamos a ele como a Deus, ele reza como servo: lá o Criador, aqui um ser criado, enquanto, sem sofrer mudança, tomou uma natureza mutável, fazendo de nós um só homem com ele: cabeça e corpo&amp;quot;.(139)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
131. A excelsa dignidade dessa oração da Igreja deve corresponder a intensa devoção da nossa alma e, visto que a voz do orante repete os poemas escritos por inspiração do Espírito Santo, que proclamam e exaltam a perfeitíssima grandeza de Deus, é ainda necessário que a essa voz se junte o movimento interior do nosso espírito para fazer nossos aqueles mesmos sentimentos com os quais nos elevamos ao céu, adoramos a santíssima Trindade e lhe rendemos os devidos louvores e ações de graças: &amp;quot;Devemos salmodiar de modo que a nossa mente concorde com a nossa voz&amp;quot;. (140) Não se trata, pois, de uma recitação somente, ou de um canto que, embora perfeitíssimo segundo as leis da arte musical e as normas dos sagrados ritos, chegue apenas ao ouvido; mas sobretudo de uma elevação da nossa mente e da nossa alma a Deus para que nos consagremos, nós e todas as nossas ações, a ele, unidos com Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
132. Disso depende certamente, em não pequena parte, a eficácia das orações, as quais, se não se dirigem ao próprio Verbo feito homem, concluem com estas palavras: &amp;quot;Por nosso Senhor Jesus Cristo&amp;quot; que, mediador entre nós e Deus, mostra ao Pai celeste os seus estigmas gloriosos, &amp;quot;sempre viva para interceder por nós&amp;quot;.(141)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
133. Os salmos, como todos sabem, constituem parte principal do Oficio divino. Eles abrangem todo o curso do dia e lhe dão um contato e um ornamento de santidade. Cassiodoro disse belamente a propósito dos salmos distribuídos no Oficio divino do seu tempo: &amp;quot;Eles... com júbilo matutino nos tornam favorável o dia que está para começar, santificam a primeira hora do dia, consagram a terceira hora, alegram a sexta na fração do pão, assinalam, à nona, o fim do jejum, concluem o término do dia e impedem o nosso espírito de obscurecer-se ao avizinhar-se a noite&amp;quot;.(142)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
134. Eles lembram as verdades reveladas por Deus ao povo eleito, às vezes terríveis, às vezes impregnadas de suavíssima doçura; repetem e acendem a esperança no Libertador prometido que outrora era animada com o canto em torno da lareira doméstica e na própria majestade do templo; põem em maravilhosa luz a profetizada glória de Jesus Cristo e o seu sumo e eterno poder, a sua vinda e o seu aniquilamento neste exílio terreno, a sua dignidade real e o seu poder sacerdotal, as suas benéficas fadigas e o seu sangue derramado pela nossa redenção. Exprimem igualmente a alegria das nossas almas, a tristeza, a esperança, o temor, a correspondência do amor e o abandono a Deus qual mística ascensão para os divinos tabernáculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
135. &amp;quot;O salmo... é a bênção do povo, o louvor de Deus, o elogio do povo, o aplauso de todos, a linguagem geral, a voz da Igreja, a harmoniosa confissão de fé, o pleno devotamento à autoridade, a alegria da liberdade, o grito de entusiasmo, o eco da alegria.&amp;quot;(143)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
136. Na antiguidade, a assistência dos fiéis a essas orações do Ofício era maior; mas gradativamente diminuiu como dissemos; e como acabamos de dizer, a sua recitação atualmente é reservada ao clero e aos religiosos. Em rigor de lei, nada é prescrito aos leigos nesta matéria, mas é muito de desejar que eles tomem parte ativa no canto ou na recitação do Oficio de Vésperas nos dias festivos, na própria paróquia. Recomendamos vivamente, veneráveis irmãos, a vós e aos vossos féis que não cesse este piedoso hábito e que, se possível, se ponha em vigor onde tiver desaparecido. Isso acontecerá certamente com frutos salutares se as Vésperas forem cantadas não só digna e decorosamente mas de maneira que nutra suavemente de vários modos a piedade dos fiéis. Seja sagrada a observância dos dias festivos que devem ser dedicados e consagrados a Deus de modo particular; e; sobretudo, do domingo, que os apóstolos, instruídos pelo Espírito Santo, substituíram ao sábado. Se foi ordenado aos judeus: &amp;quot;Trabalhareis durante seis dias; no sétimo dia que é sábado, repouso santo do Senhor, quem trabalhar neste dia será condenado à morte&amp;quot;;(144) como não terão a morte espiritual aqueles cristãos que fazem obra servil nos dias festivos e durante o repouso festivo não se dedicam à piedade nem à religião, mas se abandonam demasiadamente aos atrativos deste século? O domingo e os dias festivos devem ser consagrados ao culto divino com o qual se adora a Deus e a alma se nutre do alimento celeste; e se bem que a Igreja prescreva somente que os fiéis devam abster-se do trabalho servil e devam assistir ao sacrifício eucarístico, e não dê nenhum preceito para o culto vespertino, note-se que, além dos preceitos existem também suas insistentes recomendações e desejos, o que ainda mais é exigido pela necessidade que todos têm de tornar propício o Senhor para impetrar benefícios. Contrista-se profundamente nossa alma ao ver como em nossos tempos o povo cristão passa a tarde do dia festivo: enchem-se os lugares de espetáculos públicos e de jogos, enquanto as igrejas são menos freqüentadas do que conviria. Mas é necessário, sem dúvida, que todos vão aos nossos templos para ser instruídos na verdade da fé &amp;quot;católica, para cantar os louvores de Deus, para serem enriquecidos pelo sacerdote com a bênção eucarística e munidos do auxílio celeste contra a adversidade da vida presente. Procurem todos aprender as fórmulas que se cantam nas Vésperas e penetrar-lhes o íntimo sentido; sob o influxo dessas orações experimentarão aquilo que santo Agostinho afirmava de si mesmo: &amp;quot;Quanto chorei entre hinos e cânticos, vivamente comovido pelo canto suave da tua Igreja! Aquelas vozes ressoavam nos meus ouvidos, instilavam a verdade no meu coração, em mim ardiam sentimentos de devoção, e as lágrimas corriam, fazendo-me bem&amp;quot;.(145)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. Ciclo dos mistérios do ano litúrgico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
137. Durante todo o correr do ano a celebração do sacrifício eucarístico e o Oficio divino se desenvolvem sobretudo em torno da pessoa de Jesus Cristo e se organizam de modo tão harmonioso e adequado que faz dominar o nosso Salvador nos seus mistérios de humilhação, de redenção e de triunfo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
138. Evocando esses mistérios de Jesus Cristo, a sagrada liturgia visa a fazer deles participar todos os crentes de modo que a divina Cabeça do corpo místico viva na plenitude da sua santidade nos membros. Sejam as almas dos cristãos como altares nos quais se repetem e se reavivam as várias fases do sacrifício que o sumo Sacerdote imola; isto é, as dores e as lágrimas que lavam e expiam os pecados; a oração dirigida a Deus que se eleva até o céu; a própria imolação feita com ânimo pronto, generoso e solícito e, enfim, a íntima união com a qual nos abandonamos, nós e nossas coisas a Deus e nele repousamos &amp;quot;sendo o essencial da religião imitar aquele que adoras&amp;quot;. (146)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
139. Conforme esses modos e motivos com os quais a liturgia propõe à nossa meditação em tempos fixos a vida de Jesus Cristo, a Igreja nos mostra os exemplos que devemos imitar e os tesouros de santidade que fazemos nossos, porque é necessário crer com a mente aquilo que se canta com a boca, e traduzir na prática dos costumes particulares e públicos o que se crê com a mente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
140. Com efeito, no tempo do advento, excita em nós a consciência dos pecados miseramente cometidos; e nos exorta a fim de que, refreando os desejos com a mortificação voluntária do corpo, nos recolhamos em pia meditação e sejamos impelidos pelo desejo de voltar a Deus que, só ele, pode com a sua graça libertar-nos da mancha dos pecados e dos males que nos afligem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
141. Na ocorrência do Natal do Redentor parece quase reconduzir-nos à gruta de Belém para que aí aprendamos que é absolutamente necessário nascer de novo e reformar-nos radicalmente, o que só é possível quando nos unimos íntima e vitalmente ao Verbo de Deus feito homem e nos tornamos participantes da sua divina natureza à qual fomos elevados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
142. Com a solenidade da Epifania, recordando a vocação das gentes à fé cristã, quer que agradeçamos cada dia ao Senhor por tão grande benefício, desejemos com grande fé o Deus vivo, compreendamos com devoção e profundamente as coisas sobrenaturais e amemos o silêncio e a meditação para poder facilmente compreender e conseguir os dons celestes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
143. Nos dias da Septuagésima e da Quaresma, a Igreja, nossa mãe, multiplica os seus cuidados para que diligencie cada qual por se compenetrar da sua miséria, ativamente se incite à emenda dos costumes, e deteste de modo particular os pecados, suprimindo-os com a oração e a penitência, já que a assídua oração e a penitência dos pecados cometidos nos obtêm o auxílio divino sem o qual é inútil e estéril toda obra nossa. No tempo sagrado em que a liturgia nos propõe as atrozes dores de Jesus Cristo, a Igreja nos convida ao Calvário, a seguir as pegadas sanguinolentas do divino Redentor a fim de que de bom grado carreguemos a cruz com ele, tenhamos em nós os mesmos sentimentos de expiação e de propiciação e juntos morramos todos com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
144. Na solenidade pascal, que comemora o triunfo de Cristo, sente-se a nossa alma penetrada de íntima alegria, e devemos oportunamente pensar que também nós, junto com o Redentor, surgiremos, de uma vida fria e inerte para uma vida mais santa e fervorosa, a Deus oferecendo-nos todos, com generosidade e esquecendo-nos desta mísera terra para só aspirar ao céu: &amp;quot;Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas supernas, aspirai às coisas do alto&amp;quot;.(147)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
145. No tempo de Pentecostes, finalmente, exorta nossa Igreja, com os seus preceitos e a sua obra, a oferecer-nos docilmente à ação do Espírito Santo, o qual quer acender em nossos corações a divina caridade para progredirmos na virtude com maior empenho, e assim nos santificar, como são santos Cristo Senhor e o seu Pai Celeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
146. Todo o ano litúrgico, assim, pode dizer-se um magnífico hino de louvor que a família cristã dirige ao Pai celeste por meio de Jesus, seu eterno mediador; mas requer de nós ainda um cuidado diligente e bem ordenado para conhecer e louvar sempre mais o nosso Redentor; um esforço intenso e eficaz, um adestramento incansável para imitar os seus mistérios, entrar voluntariamente no caminho de suas dores, e participar, finalmente, de sua glória e eterna beatitude.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
147. De quanto foi exposto aparece claramente, veneráveis irmãos, quanto estejam longe do verdadeiro e genuíno conceito da liturgia escritores modernos, que, enganados por uma pretensa disciplina mística mais alta, ousam afirmar que não nos devemos concentrar no Cristo histórico mas no Cristo &amp;quot;pneumático e glorificado&amp;quot;; e não duvidam asseverar que na piedade dos fiéis se tenha verificado certa mudança, pela qual Cristo foi como que destronado com o apegamento de Cristo glorificado que vive e reina nos séculos dos séculos, assentado à direita do Pai, enquanto em seu lugar foi colocado o Cristo da vida terrena. Alguns, por isso, chegam ao ponto de querer tirar das Igrejas as imagens do divino Redentor que sofre na cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
148. Mas essas falsas opiniões são de todo contrárias à sagrada doutrina tradicional. &amp;quot;Crê em Cristo nascido na carne - diz santo Agostinho - e chegarás a Cristo nascido de Deus, Deus de Deus&amp;quot;.(148) A sagrada liturgia, ademais, nos propõe todo o Cristo, nos vários aspectos de sua vida; isto é, Cristo que é Verbo do Eterno Pai, que nasce da virgem Mãe de Deus, que nos ensina a verdade, que cura os enfermos, que consola os aflitos, que sofre, que morre; que, enfim, ressurge triunfante da morte; que, reinando na glória do céu, nos envia o Espírito Paráclito e vive sempre na sua Igreja: &amp;quot;Jesus Cristo ontem e hoje: ele por todos os séculos&amp;quot;. (149) E, além disso, não no-lo apresenta somente como um exemplo a imitar mas ainda como um mestre a ouvir, um pastor a seguir, como mediador da nossa salvação, princípio da nossa santidade e Cabeça mística de que somos membros, vivendo da sua própria vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
149. E assim como as suas acerbas dores constituem o mistério principal de que provém a nossa salvação, é conforme às exigências da fé católica, colocar isto na sua máxima luz, porque é como o centro do culto divino, por ser o sacrifício eucarístico a sua cotidiana representação e renovação, e estarem todos os sacramentos unidos com estreitíssimo vínculo à cruz.(150)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
150. Assim o ano litúrgico, que a piedade da Igreja alimenta e acompanha, não é uma fria e inerte representação de fatos que pertencem ao passado, ou uma simples e nua evocação da realidade de outros tempos. É, antes, o próprio Cristo, que vive sempre na sua Igreja e que prossegue o caminho de imensa misericórdia por ele iniciado, piedosamente, nesta vida mortal, quando passou fazendo o bem!(151) com o fim de colocar as almas humanas em contato com os seus mistérios e fazê-las viver por eles, mistérios que estão perenemente presentes e operantes, não de modo incerto e nebuloso, de que falam alguns escritores recentes, mas porque, como nos ensina a doutrina católica e segundo a sentença dos doutores da Igreja, são exemplos ilustres de perfeição cristã e fonte de graça divina pelos méritos e intercessão do Redentor; e porque perduram em nós no seu efeito, sendo cada um deles, de modo consentâneo à própria índole, a causa da nossa salvação. Acresce que a pia Madre Igreja, enquanto propôs à nossa contemplação os mistérios de Cristo, invoca com as suas preces os dons sobrenaturais pelos quais os seus filhos se compenetram do espírito desses mistério por virtute de Cristo. Por influxo e virtude dele podemos, com a colaboração da nossa vontade, assimilar a força vital como ramos da árvore, como membros da cabeça, e progressiva e laboriosamente transformar-nos &amp;quot;segundo a medida da idade plena de Cristo&amp;quot;.(152)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III. As festas dos santos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
151. No decurso do ano litúrgico relembram-se não só os mistérios de Jesus Cristo, mas ainda as festas dos santos, nas quais, se bem que se trate de uma ordem inferior e subordinada, a Igreja tem sempre a preocupação de propôr aos fiéis exemplos de santidade que os levem a adornar-se das mesmas virtudes do Divino Redentor. (152). É necessário, com efeito, que imitemos as virtudes dos santos, nas quais brilha, de modo vário, a própria virtude de Cristo, porque dele foram imitadores, visto que, em alguns fulgiu o zelo do apostolado; em outros se demonstrou a fortaleza dos nossos heróis até a efusão do sangue; em outros brilhou a constante vigilância na espera do Redentor; em outros resplandeceu o candor virginal da alma e a modesta doçura da humildade cristã; em todos arde uma fervidíssima caridade para com Deus e para com o próximo. A liturgia põe diante de nossos olhos todos esses belos ornamentos de santidade, para que salutarmente os olhemos e para que &amp;quot;nós que gozamos dos seus méritos sejamos inflamados pelos seus exemplos&amp;quot;. (153) É necessário, pois, conservar &amp;quot;a inocência na simplicidade&amp;quot;, a concórdia na caridade, a modéstia na humildade, a diligência no governo, a atenção em ajudar o que sofre, a misericórdia em cuidar dos pobres, a constância em defender a verdade, a justiça na severidade da disciplina, para que não falte em nós nenhuma de todas as virtudes que nos foram propostas para exemplo. Essas são as pegadas que os santos, na sua volta à pátria nos deixaram, para, palmilhando os seus caminhos, podermos segui-los na bem-aventurança... (154) E para salutarmente impressionar também os nossos sentidos, quer a Igreja que em nossos templos estejam expostas as imagens dos santos, sempre, porém, com o mesmo fim, isto é, que &amp;quot;imitemos as virtudes daqueles cujas imagens veneramos&amp;quot;.(155)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
153. Mas há ainda outro motivo no culto do povo cristão aos santos: o de implorar a sua ajuda, e o de &amp;quot;ser amparados pelo patrocínio daqueles em cujo louvor nos deleitamos&amp;quot;. (156) Disso facilmente se deduz o porquê das numerosas fórmulas de oração que a Igreja nas propõe para invocar a proteção dos santos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
154. Entre os santos há um culto proeminente a Maria virgem Mãe de Deus. A sua vida, pela missão comada por Deus, está estreitamente inserida nos mistérios de Jesus Cristo e ninguém, certamente, mais do que ela, seguiu tão de perto e com maior eficácia, as pegadas do Verbo encarnado, ninguém goza de maior graça e poder junto do coração sacratíssimo do Filho de Deus e, através do Filho, junto do Pai celeste ela é mais santa do que os querubins e os serafins e, sem nenhuma comparação, mais gloriosa do que todos os outros santos, porque é &amp;quot;cheia de graça&amp;quot;, (157 ) Mãe de Deus, e por nos haver dado, com o seu parto feliz, o Redentor. A ela, que é &amp;quot;mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa&amp;quot; recorramos todos nós &amp;quot;gemendo e chorando neste vale de lágrimas&amp;quot;.(158) À sua proteção, entreguemo-nos confiantes, nós e todas as nossas coisas. Ela se tornou nossa mãe quando o divino Redentor cumpria o sacrifício de si mesmo, e por isso, ainda por esse título, somos seus filhos. Ela nos ensina todas as virtudes, dá-nos seu Filho e, com ele, todos os auxílios que nos são necessários, porque Deus &amp;quot;quis que tudo nos viesse por meio de Maria&amp;quot;.(159)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
155. Por esse caminho litúrgico que nos é, cada ano, aberto de novo, sob a ação santificadora da Igreja, confortados com os auxílios e os exemplos dos santos, sobretudo da imaculada virgem Maria, &amp;quot;aproximemo-nos com sincero coração, com plenitude de fé, purificado o coração da consciência de culpa e lavado o corpo com água pura&amp;quot;, (160) do &amp;quot;grande Sacerdote&amp;quot;,(161) para viver e sentir com ele e penetrar por seu intermédio &amp;quot;até além do véu&amp;quot; (162) e aí honrar o Pai celeste por toda a eternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
156. Tal é a essência e a razão de ser da sagrada liturgia. Ela cuida do sacrifício, dos sacramentos e do louvor a Deus; da união das nossas almas com Cristo e da santificação por meio do divino Redentor, afim de ser honrado Cristo e, por ele e nele, a Santíssima Trindade. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARTA PARTE &lt;br /&gt;
DIRETRIZES PASTORAIS&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I.. Não se descuidem as outras formas de piedade &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
157. Para afastar da Igreja os erros e os exageros de que acima falamos e para que possam os fiéis, guiados por mais seguras normas, praticar o apostolado litúrgico com abundantes frutos, achamos oportuno, veneráveis irmãos, acrescentar alguma coisa para a prática da doutrina exposta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
158. Tratando da genuína piedade, afirmamos que entre a liturgia e os outros atos de religião - desde que sejam retamente ordenados e tendam ao justo fim - não pode haver verdadeiro contraste; há, até, alguns exercícios de piedade que a Igreja recomenda grandemente ao clero e aos religiosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
159. Ora, desejamos que também o povo cristão não fique alheio destes exercícios. Estes são - para falar apenas dos principais - a meditação de assuntos espirituais, o exame de consciência, os retiros espirituais, instituídos para a reflexão mais intensa das verdades eternas, a visita ao santíssimo sacramento e as orações particulares em honra da bem-aventurada virgem Maria, entre as quais excele, como todos sabem, o rosário.(163)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
160. A essas múltiplas formas de piedade não pode ser estranha a inspiração e a ação do Espírito Santo; elas, com efeito - se bem que de várias maneiras - visam todas a voltar e dirigir para Deus as nossas almas, porque as purificam dos pecados, as dispõem à conquista da virtude e as estimulam à verdadeira piedade, habituando-as à meditação das verdades eternas, e tornando-as mais capazes da contemplação dos mistérios da natureza humana e divina de Cristo. Além disso, nutrindo intensamente nos fiéis a vida espiritual, preparam-nos para participar das sagradas funções com fruto maior, e evitam o perigo de se reduzirem as orações litúrgicas a um ritualismo vão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
161. Não vos canseis, pois, veneráveis irmãos, no vosso zelo pastoral, recomendando e encorajando esses exercícios de piedade, dos quais brotam sem dúvida para o povo que vos foi confiado frutos salutares. Sobretudo, não permitais - como alguns pretendem, ou com a desculpa de renovação da liturgia, ou falando com leviandade de uma eficácia e dignidade exclusivas dos ritos litúrgicos - que as Igrejas sejam fechadas durante as horas não destinadas às funções públicas, como já acontece em algumas regiões; que a adoração e a visita ao santíssimo sacramento sejam menosprezadas; que se desaconselhe a confissão dos pecados feita com o fim único de devoção; que se desleixe, especialmente entre a juventude, o culto da virgem Mãe de Deus, que, no dizer dos santos, é sinal de predestinação. São esses frutos envenenados, sumamente nocivos à piedade cristã, que repontam de ramos infectos de uma árvore sã; é necessário, por isso, extirpá-los, para que a seiva da árvore possa nutrir somente frutos agradáveis e ótimos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
162. Visto que as opiniões manifestadas por alguns a propósito da confissão freqüente são de todo alheias ao Espírito de Cristo e de sua esposa imaculada, e verdadeiramente funestas para a vida espiritual, recordamos o que a propósito escrevemos, com pesar, na encíclica &amp;quot;Mystici Corporis&amp;quot;; e insistimos de novo para que proponhais à séria meditação e à docil atuação dos vossos rebanhos e especialmente dos candidatos ao sacerdócio e do jovem clero, quanto ali vos dissemos em graves palavras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
163. Zelai, pois, de modo particular, para que muitíssimos, não só do clero mas ainda do laicato, e especialmente os pertencentes aos sodalícios religiosos e às fileiras da Ação católica, tomem parte nos retiros mensais e nos exercícios espirituais realizados em determinados dias para incrementar a piedade. Como dissemos acima, esses exercícios espirituais são utilíssimos e até necessários, para instilar nas almas a genuína piedade, e para formá-las à santidade, de modo que possam haurir da sagrada liturgia benefícios mais eficazes e abundantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
164. Quanto aos vários modos sob os quais se costuma praticar esses exercícios, fique bem conhecido e claro a todos, que na Igreja terrena, como na celeste, há &amp;quot;muitas moradas&amp;quot;; (164) e que a ascética não pode ser monopólio de ninguém. Um é o Espírito, o qual, porém, &amp;quot;sopra onde quer&amp;quot;;(165) e com diversos dons e por diversas vias dirige as almas por ele iluminadas à consecução da santidade. A sua liberdade e a ação sobrenatural do Espírito Santo nelas seja coisa sacrossanta, que a ninguém é lícito, a nenhum título, perturbar e conculcar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
165. É sabido, entretanto, que os exercícios espirituais de santo Inácio foram plenamente aprovados e insistentemente recomendados pelos nossos predecessores por causa de sua admirável eficácia; e nós, também, pela mesma razão, os aprovamos e recomendamos, como presentemente com prazer o tornamos a fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
166. É absolutamente necessário, porém, que a inspiração a seguir e praticar determinados exercícios de piedade, venha do Pai das luzes, do qual provém todo bem, e todo dom perfeito;(166) e disso será índice a eficácia com a qual servirão para que o culto divino seja sempre mais amado e amplamente promovido, e os fiéis sejam solicitados por um mais intenso desejo à participação dos sacramentos e à devida honra e respeito de todas as coisas sagradas. Se eles, ao contrário, se transformassem em obstáculo ou se revelassem em contraste com os princípios e normas do culto divino, então sem dúvida se deveria tê-los como não ordenados por pensamento reto, nem guiados por zelo iluminado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
167. Além disso, há outros exercícios de piedade que, se bem não pertençam a rigor e de direito à sagrada liturgia, se revestem de particular dignidade e importância, de modo que são tidos por insertos no quadro litúrgico, e gozam de repetidas aprovações e louvores desta Sé Apostólica e dos bispos. Entre esses se devem enumerar as orações que se costuma fazer durante o mês de maio em honra da virgem Mãe de Deus, ou durante o mês de junho em honra do sacratíssimo coração de Jesus, os tríduos e novenas, a &amp;quot;Via sacra&amp;quot; e outros semelhantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
168. Essas piedosas práticas, que exercitam o povo cristão a uma assídua freqüência do sacramento da penitência e a uma devota participação no sacrifício eucarístico e na mesa divina, como também à meditação dos mistérios da nossa Redenção e à imitação dos grandes exemplos dos santos, por isso mesmo contribuem com fruto salutar para a nossa participação no culto litúrgico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
169. Por isso faria obra perniciosa e de todo errônea quem ousasse temerariamente assumir a reforma desses exercícios de piedade, para enquadrá-los apenas nos esquemas litúrgicos. É necessário, todavia, que o espírito da sagrada liturgia e os seus preceitos influam beneficamente neles, para evitar que aí se introduza algo de inepto ou de indigno ao decoro da casa de Deus, ou seja em detrimento das sagradas funções e contrário à sã piedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
170. Cuidai, pois, veneráveis irmãos, para que essa pura e genuína piedade prospere sob os vossos olhos, e floresça sempre mais. Não vos canseis, sobretudo, de inculcar a cada um que a vida cristã não consiste na multiplicidade e variedade das orações e dos exercícios de piedade, mas acima de tudo em que eles contribuam realmente para o progresso espiritual dos fiéis e ao incremento de toda a Igreja, porquanto o Pai Eterno &amp;quot;nos elegeu nele (Cristo) antes da fundação do mundo, para sermos santos e imaculados na sua presença&amp;quot;. (167) Devem, pois, tender todas as nossas orações e todas as nossas práticas devotas a dirigir todos os nossos recursos espirituais à realização desse supremo e nobilíssimo fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. Espírito litúrgico e apostolado litúrgico &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
171. Nós vos exortamos instantemente, veneráveis irmãos, a que, desfeitos os erros e a falsidade, e proibido tudo o que está fora da verdade e da ordem, promovais as iniciativas que dão ao povo um mais profundo conhecimento da sagrada liturgia, de modo que ele possa mais adequada e mais facilmente participar dos ritos divinos, com disposição verdadeiramente cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
172. É necessário, antes de tudo, empenhar-vos por que todos obedeçam com a devida reverência e fé aos decretos publicados pelo concílio de Trento, pelos pontífices romanos, pela Congregação dos ritos, e a todas as disposições dos livros litúrgicos naquilo que respeita à ação externa do culto público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
173. Em todas as coisas da liturgia devem brilhar sobretudo estes três ornamentos de que fala o nosso predecessor Pio X: a santidade, que rejeita toda influência profana; a nobreza das imagens e das formas, às quais serve toda arte genuína e superior; a universalidade, enfim, a qual - conservando os legítimos usos e costumes regionais - exprime a unidade católica da Igreja.(168)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
174. Desejamos e recomendamos calorosamente, ainda uma vez, o decoro dos sagrados edifícios e altares. Sinta-se cada um animado pela palavra divina: &amp;quot;O zelo de tua casa me devora&amp;quot;(169) e se empenhe segundo as suas forças para que tudo, quer nos sagrados edifícios, quer nas vestes e nas alfaias litúrgicas, ainda que não brilhe por excessiva riqueza e esplendor, seja, todavia, apropriado e limpo, estando tudo consagrado à divina Majestade. Se já reprovamos, acima, o modo não reto de proceder daqueles que, a pretexto de restaurar o antigo, querem excluir dos templos as imagens sagradas temos que é nossa obrigação repreender a piedade não bem formada daqueles que, nas Igrejas e em seus próprios altares, propõem à veneração, sem justo motivo, múltiplos simulacros e efígies; daqueles que expõem relíquias não reconhecidas pela legítima autoridade; daqueles, enfim, que insistem em coisas particulares e de pouca importância, enquanto descuram as principais e necessárias, e, assim, tornam ridícula a religião, e envilecem a gravidade do culto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
175. Lembramos ainda o decreto &amp;quot;sobre novas formas de culto e de devoção a não introduzir&amp;quot;,(170) cuja religiosa observância recomendamos à vossa vigilância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
176. Quanto à música, observem-se escrupulosamente as determinadas e claras normas emanadas desta Sé Apostólica. O canto gregoriano que a Igreja romana considera coisa sua, porque recebido da antiga tradição e guardado no correr dos séculos sob a sua cuidadosa tutela e que propõe aos fiéis como coisa também deles, prescrito como é de modo absoluto em algumas partes da liturgia,(171) não só acrescenta decoro e solenidade à celebração dos divinos mistérios, antes contribui extremamente até para aumentar a fé e a piedade dos assistentes. A esse propósito nossos predecessores de imortal memória, Pio X e Pio XI, estabeleceram - e nós de bom grado confirmamos com a nossa autoridade as disposições por eles dadas - que nos seminários e nos Institutos religiosos seja cultivado com estudo e diligência o canto gregoriano, e que, ao menos nas Igrejas mais importantes, sejam restauradas as antigas &amp;quot;Scholae cantorum&amp;quot;; como já foi feito com feliz resultado em não poucos lugares.(172)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
177. Além disso, &amp;quot;para que os féis participem mais ativamente do culto divino, seja restaurado o canto gregoriano até no uso popular na parte que respeita ao povo. E urge verdadeiramente que os fiéis assistam às sagradas cerimônias não como espectadores mudos e estranhos, mas penetrados, intimamente, da beleza da liturgia... que alternem, segundo as normas prescritas, sua voz com a voz do sacerdote e dos cantores; se isso graças a Deus se verificar, então não acontecerá mais que o povo responda apenas com um leve e submisso murmúrio às orações comuns ditas em latim e em língua vulgar&amp;quot;.(173) A multidão que assiste atentamente ao sacrifício do altar, no qual nosso Salvador, junto com os seus filhos remidos pelo seu sangue, canta o epitalâmio da sua imensa caridade, certamente não poderá calar, pois &amp;quot;cantar é proprio de quem ama&amp;quot;,(174) e como já dizia o provérbio antigo: &amp;quot;Quem canta bem, reza duas vezes&amp;quot;. Assim, a Igreja militante, clero e povo juntos, une a sua voz aos cantos da Igreja triunfante e aos coros angélicos, e todos juntos cantam um magnífico e eterno hino de louvor à Santíssima Trindade, como está escrito: &amp;quot;Com os quais te imploramos que sejam ouvidas ainda as nossas vozes&amp;quot;.(175)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
178. Não se pode, todavia, asseverar que a música e o canto moderno devam ser de todo excluídos do culto católico. Aliás, se nada têm de profano e de inconveniente à santidade do lugar e da ação sagrada, nem derivam de uma procura vã de efeitos extraordinários, certamente devemos abrir-lhes as portas de nossas Igrejas, podendo ambos contribuir não pouco para o esplendor dos ritos sagrados, para a elevação das mentes e, ao mesmo tempo, para a verdadeira devoção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
179. Nós vos exortamos ainda, veneráveis irmãos, a que tomeis cuidado em promover o canto religioso popular e a sua acurada execução feita com a dignidade conveniente, podendo isso estimular e aumentar a fé e a piedade das populações cristãs. Suba ao céu o canto uníssono e possante de nosso povo como o fragor das ondas do mar,(176) expressão canora e vibrante de um só coração e uma só alma, (177) como convém a irmãos e filhos de um mesmo Pai.(180). O que dissemos da música, se aplica às outras artes e especialmente à arquitetura, à escultura e à pintura. Não se devem desprezar e repudiar genericamente e por preconceitos as formas e imagens recentes, mais adaptadas aos novos materiais com os quais são hoje confeccionados; mas, evitando com sábio equilíbrio o excessivo realismo de uma parte e o exagerado simbolismo de outra, e tendo em conta as exigências da comunidade cristã, mais do que o juízo e o gosto pessoal dos artistas, é absolutamente necessário dar livre campo também à arte moderna, se esta serve com a devida reverência e a devida honra aos sagrados edifícios e ritos; de modo que ela possa unir a sua voz ao admirável cântico de glória que os gênios cantaram nos séculos passados a fé católica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não podemos deixar, porém, por dever de consciência, de deplorar e reprovar aquelas imagens e formas por alguns recentemente introduzidas, que parecem ser depravação e deformação da verdadeira arte e que, muitas vezes, repugnam abertamente ao decoro, à modéstia e à piedade cristã e ofendem, lamentavelmente, o genuíno sentimento religioso; elas devem ser mantidas absolutamente afastadas e postas fora das nossas igrejas como &amp;quot;em geral tudo que não está em harmonia com a santidade do lugar&amp;quot;.(178)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
181. Fiéis às normas e decretos dos pontífices, cuidai diligentemente, veneráveis irmãos, de iluminar e dirigir a mente e a alma dos artistas, aos quais será confiado hoje o encargo de restaurar e reconstruir tantas Igrejas destruídas ou arruinadas pela violência da guerra; possam e queiram eles, inspirando-se na religião, encontrar os motivos mais dignos e adaptados às exigências do culto; assim, com efeito, felizmente acontecerá que as artes humanas, como vindas do céu, brilhem com luz serena, promovam sumamente a humana civilização e contribuam para a glória de Deus e a santificação das almas, pois que as artes são, em verdade, como armas para a religião, quando servem &amp;quot;como nobilíssimas servas do culto divino&amp;quot;.(179)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
182. Mas há ainda uma coisa mais importante, veneráveis irmãos, que recomendamos de modo especial à vossa solicitude e ao vosso zelo apostólico. Tudo o que diz respeito ao culto religioso externo tem sua importância, mas urge sobretudo que os cristãos vivam a vida litúrgica e alimentem e fortaleçam seu espírito sobrenatural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
183. Providenciai, pois, alacremente, porque o jovem clero seja formado na inteligência das cerimônias sagradas, na compreensão de sua beleza e majestade, e aprenda diligentemente as rubricas, em harmonia com a sua formação ascética, teológica, jurídica e pastoral. E isso não somente por razões de cultura, não apenas para que o seminarista possa um dia cumprir os ritos da religião com a ordem, o decoro e a dignidade necessárias, mas sobretudo para que seja educado em íntima união com Cristo sacerdote e se torne um santo ministro de santidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
184. Velai ainda de todo o modo para que, com os meios e subsídios que a vossa prudência julgar mais aptos, sejam o clero e o povo uma só mente e uma só alma; e, assim, o povo cristão participe ativamente da liturgia que se tornará em verdade a ação sagrada, pela qual o sacerdote que atende ao cuidado das almas em sua paróquia, unido com a assembléia do povo, renda ao Senhor o culto devido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
185. Para obter isso, será certamente útil que, piedosos meninos, bem instruídos sejam escolhidos entre todas as classes de fiéis, para que, com desinteresse e boa vontade, sirvam devota e assiduamente ao altar - encargo que deveria ser tido em grande consideração pelos pais, ainda que de alta condição social e cultura. Se esses jovens forem instruídos com o necessário cuidado e sob a vigilância de um sacerdote para que cumpram este seu ofício com reverência e constância, e em horas determinadas, tornar-se-á fácil o brotar entre eles de novas vocações sacerdotais; e não se queixará o clero de não encontrar - como infelizmente acontece por vezes até em regiões catolicíssimas - alguém que na celebração do augusto sacrifício lhe responda e o sirva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
186. Procurai, sobretudo, obter, com o vosso diligentíssimo zelo, que todos os fiéis assistam ao sacrifício eucarístico e dele recebam os mais abundantes frutos de salvação; exortai-os portanto assiduamente a dele participarem com devoção por todos aqueles modos legítimos dos quais falamos acima. O augusto sacrifício do altar é o ato fundamental do culto divino; é necessário, por isso, que ele seja a fonte, o centro da piedade cristã. Considerai que não tereis jamais suficientemente satisfeito ao vosso zelo apostólico senão quando virdes os vossos filhos aproximarem-se em grande número do celestial banquete que é &amp;quot;sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade&amp;quot;. (180)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
187. Para que, pois, o povo cristão possa conseguir esses dons sobrenaturais, sempre com maior abundância, instrui-o com zelo por meio de pregações oportunas e, especialmente, com discursos e ciclos de conferências, com semanas de estudo e com outras manifestações semelhantes, a respeito dos tesouros de piedade contidos na sagrada liturgia. Para esse fim estarão certamente à vossa disposição os membros da Ação católica, sempre prontos a colaborar com a hierarquia em promover o reino de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
188. É absolutamente necessário, porém, que em tudo isso vigieis atentamente a fim de que, no campo do Senhor, não se introduza o inimigo para semear a cizânia no meio do trigo,(181) para que, em outras palavras, não se infiltrem no vosso rebanho os perniciosos e sutis erros de um falso &amp;quot;misticismo&amp;quot; e de um nocivo &amp;quot;quietismo&amp;quot; - erros por nós já condenados como sabeis(182) - e para que as almas não sejam seduzidas por um perigoso &amp;quot;humanismo&amp;quot;, nem se introduza uma falsa doutrina que altera a própria noção da fé, nem, enfim, um excessivo &amp;quot;arqueologismo&amp;quot; em matéria litúrgica. Cuidai com igual diligência por que não se difundam as falsas opiniões daqueles que erradamente crêem e ensinam que a natureza humana de Cristo glorificada esteja realmente e com a sua continua presença nos justificados, ou que uma graça única e idêntica junte Cristo com os membros do seu Corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
189. Não vos deixeis desanimar pelas dificuldades que nascem; jamais se desencoraje o vosso zelo pastoral. &amp;quot;Fazei soar a trombeta em Sião, convocai a assembléia, reuni o povo, santificai a Igreja, juntai os velhos, recolhei os meninos e os recém-nascidos&amp;quot; (183) e fazei por todos os meios que se encham em todos os lugares as Igrejas e os altares de cristãos, os quais, como membros vivos unidos à sua Cabeça divina, sejam revigorados pelas graças dos sacramentos, celebrem o augusto sacrifício com ele e por ele e dêem ao Eterno Pai os louvores devidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
EPÍLOGO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
190. Todas essas coisas, veneráveis irmãos, pretendíamos escrever-vos e o fazemos a fim de que os nossos e os vossos filhos compreendam melhor e mais estimem o preciosíssimo tesouro contido na sagrada liturgia - isto é, o sacrifício eucarístico que representa e renova o sacrifício da cruz, os sacramentos, rios de graça e de vida divina, e o hino de louvor que o céu e a terra elevam cada dia a Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
191. Seja-nos lícito esperar que estas nossas exortações excitem os tíbios e os recalcitrantes não somente a um estudo mais intenso e iluminado da liturgia, mas ainda a traduzir na prática da vida o seu espírito sobrenatural, como diz o apóstolo: &amp;quot;Não queirais extinguir o Espírito&amp;quot;.(184)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
192. Àqueles que um zelo excessivo leva muitas vezes a dizer e a fazer coisas que nos pesa não poder aprovar,  repetimos a advertência de são Paulo: &amp;quot;Ponde tudo à prova; ficai com o que é bom&amp;quot;;(185) e os admoestamos com ânimo paterno a consentirem haurir o seu modo de pensar e de agir da doutrina cristã, conforme os preceitos da imaculada esposa de Jesus Cristo e mãe dos santos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
193. A todos, enfim, lembramos a necessidade de uma generosa e fel obediência aos pastores, aos quais compete o direito e incumbe o dever de regular toda a vida da Igreja, sobretudo a espiritual. &amp;quot;Obedecei aos vossos superiores e sede-lhes dóceis. Eles, com efeito, velam sobre as vossas almas, e disso prestarão contas. Assim poderão fazê-lo com alegria e não gemendo&amp;quot;.(186)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
194. O Deus que adoramos, e que &amp;quot;não é Deus de discórdia mas de paz&amp;quot;(187), conceda, benigno a todos nós, participar neste exílio terreno, com uma só mente e um só coração, na sagrada liturgia, a qual seja como que preparação e prenúncio daquela celeste liturgia, com a qual, segundo confiamos, em companhia da excelsa Mãe de Deus e dulcíssima mãe nossa, cantaremos: &amp;quot;Àquele que se senta no trono e ao Cordeiro: louvor, honra e gloria por todos os séculos&amp;quot;.(188)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa exultante esperança a vós todos e a cada um, veneráveis irmãos e aos rebanhos confiados à vossa vigilância, como penhor dos dons celestes, e atestado da nossa particular benevolência, concedemos com grandíssimo afeto a bênção apostólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dado em Castel Gandolfo, junto de Roma, no dia 20 de novembro do ano de 1947, IX do nosso pontificado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PIO PP. XII&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Tm 2, 5. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Cf. Hb 4,14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cf. Hb 9,14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Cf. Ml 1,11.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Cf. Conc. Trid., sess. XXII, c.l.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.  Cf. Ibid., c.2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Carta. Encicl, Caritate Christi de 3 de maio do ano 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Cf. Carta. Ap., Motu Proprio In cotidianis precibus do dia 24 de março do ano 1945.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. 1Cor 10,17&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. S. Tomás, Summa Theol., II-II, q. 81, a. 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Cf.  Levítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. Cf. Hb 10,1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13. Jo 1,14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14. Hb 10,5-7.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15. Hb 10,10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16. Jo 1,9.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17. Hb 10,39.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18. Cf. 1Jo 2, 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19. Cf. 1Tm 3,15.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20. Cf. Bonif. IX, Ab origine mundi, do dia 7 de Outubro do ano 1391; Callist. III, Summus Pontifex, de 1 de janeiro do ano 1456; Pius II,Triumphans Pastor, de 22 de abril de 1459; Innoc. XI,  Triumphans Pastor, de 3 de outubro do ano 1678.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21. Ef 2,19-22.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:22. Mt 18,20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
23. At 2,42.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
24. Cl 3,16. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
25. S. Agostinho, Epist.130, ad Probam, 18.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.26. Missal Rom., Prefácio da Nativ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
27. I. Card. Bona, De divina psalmodia, c 19, § 3,1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
28. Missal Rom., Secreta da féria V depois do II Dom. de Quaresma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
29. Cf. Mc 7,6 e Is 29,13.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
30. 1Cor 11, 28.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
31. Missal Rom., Féria IV de Cinzas: oração depois da imposição das cinzas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
32. De praedestinatione sanctorum, 31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
33. Cf.  s. Tomás, Summa Theol., II-II, q. 82, a, 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
34. Cf. 1Cor 3,23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
35. Hb 10,19-24.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
36. Cf. 2Cor 6,1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
37.Cf. CIC, cân 125,126, 565, 571, 595,1367.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
38. Col 3,11.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
39. Cf. Gl 4,19.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
40. Jo 20,21. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
41. Lc 10, 16&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
42. Mc 16,15-16.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
43. Pont. Rom., De ordinatione presbyteri, in manuum unctione.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
44. Enchiridion, c. 3.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
45. De gratia Dei &amp;quot;Indiculus&amp;quot;; Dz 246.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
46. S. Agostinho, Epist.130, ad Probam, 18.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
47. Cf. Const. Divini cultus, de 20 de dezembro do ano 1928.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
48. Const. Immensa, do dia 22 de janeiro de 1588.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
49. Cf. CIC, cân. 253.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
50. Cf. CIC, cân.1257.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
51. Cf. CIC, cân.1261.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
52. Cf. Mt 28,20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
53. Cf. Pio VI, Const. Auctorem fidei, do dia 28 de agosto de 1794, nn. XXXI, XXXIV, XXXIX, LXII, LXVI, LXIX-LXXIV&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
54. Cf. Jo 21,15-17.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
55. At 20,28,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
56. Sl 109,4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
57. Jo 13,1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
58. Conc. Trid., Sess. XXII. c, 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
59. Ibidem, c. 2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
60. Cf. s. Tomás, Summa Theol., III, q. 22, a. 4. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
61. João Cris. In Joan. Hom., 86,4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
62. Rm 6,9.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
63. Cf . Missal Rom., Prefácio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
64. Cf. Ibidem, Cânon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
65. Mc 14,23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
66. Missal Rom., Prefácio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
67. 1Jo 2,2 .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
68. Missal Rom., Cânon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
69. S. Agostinho, De Trinit., 1. XIII, c.19.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
70. Hb 5, 7.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
71. Cf. Sess. XXII, c.1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
72. Cf. Hb 10,14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
73. S. Agostinho, Enarr. in Ps,147, n.16.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
74. Gl 2,19-20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
75. Carta. Encicl. Mystici Corporis, do dia 29 de junho de 1943.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
76. Missal Rom., Secreta do Dom. IX depois de Pentec.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
77. Cf. Sess. XXII. c. 2 e cân. 4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
78. Cf. Gl 6,14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
79. Ml 1,11.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
80. Fl 2,5.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
81.Gl 2,19.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
82. Cf. Conc. Trid. Sess., XXIII, c. 4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
83. Cf. s. Roberto Bellarm., De Missa, II, c 4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
84. De Sacro Altaris Mysterio, III, 6.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
85. De Missa, I. cap. 27.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
86. Missal Rom., Ordinário da Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
87. Ibidem, Cânon da Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
88. Missal Rom., Cânon da Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
92. Pontif. Rom., De Ordinatione presbyteri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
93. Ibidem, De altaris consecrat., Praefatio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 94. Cf. Conc. Trid. Sess. XXII, c. 5.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
95. Gl ,19-20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
96. Cf. Serm. 272.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
97. Cf. lCor 12,27.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
98. Cf. Ef 5,30.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
99. Cf. s. Roberto Bellarm., De Missa , II, c. 8&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
100. De Civ. Dei, 1. X. c. 6.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
101. Missal Rom., Cânon da Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
102. Cf. 1Tm 2,5.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
103. Carta Encicl. Certiores effecti, de 13 de novembro de 1742, § 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
104. Conc. Trid. Sess. XXII, cân. 8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
105. Missal Rom., Coleta da Festa Corp. Christi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 106. 1Cor 11,24.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
107. Sess. XXII, c. 6.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
108. Carta. Encicl. Certiores effecti, de 13 de novembro de 1742, § 3.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
109. Cf. Lc 14,23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
110. Cor 10,17.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
111. Cf. S. Inácio. Mártir, Ad. Ephes., 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
112. Missal Rom., Cânon da Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
113. Ef 5,20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
114. Missal Rom., Postcommunio do Domingo da Oitava da Ascensão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
115. Ibidem, Postcommunio do Domingo I depois de Pentec.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
116. CIC, cân. 810&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
117. Lib . IV, cap.l2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
118. Dn 3,57.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
119. Cf. Jo 16,23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
120. Missal Rom., Secreta da Missa da SS. Trindade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
121. Jo 15,4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
122. Conc. Trid., Sess. XIII, can. 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
123. Conc. Constant. II, Anath. de trib. Capit., cân. 9 collat. Con. Efes. Anath. Cyrill, cân. 8. Cf. Conc. Trid. Sess. XIII, cân. 6; Pio VI, Const.Auctorem fidei n. LXI.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
124. Cf. Enarr. in, Ps. 98, 9.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
125. Ap 5,12; 7,10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
126. Cf. Conc. Trid., Sess., XIII, c. 5 e cân. 6.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
127. In ad Cor., XXIV, 4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
128. Cf. 1Pd 1,19.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
129. Mt 11,28.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
130. Cf. Missal Rom., Coll. da Missa da Dedic. de uma Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
131. Missal Rom., Seq. Lauda Sion na festa do Corpus Christi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
132. Lc 18, 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
133. Hb 13,15.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
134. Cf. At 2,1-15.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
135.  At 10,9.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
136. At 3,1. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
137. At 16,25&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
138. Rm 8,26.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
139. S. Agostinho, Enarr. in Ps. 85, n. 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
140. S. Bento, Regula Monachorum, c. XIX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
141. Hb 7,25.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
142. Explicatio in Psalterium, Prefácio; PL 70,10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
143. S. Ambrósio, Enarrat. in Ps. l, n. 9.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
144. Ex 31,15.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
145. Confess. I. IX, c. 6.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
146. S. Agostinho, De Civ. Dei, 1. VIII, cap.l7.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
147.  Col 3,1-2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
148. S. Agostinho, Enarr. in Ps.123, 2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
149. Hb 13,8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
150. S. To más, Summa Theol. III, q. 49 e q. 62, a. 5.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
151. Cf. At 10, 38.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
152. Ef 4,13.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
153. Missal Rom., Coleta da III Missa pro plur. Martyr. extra T.P&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
154. S. Beda Vener., Hom. LXX na solenidade de todos os santos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
155. Missal Rom., Coleta da Missa de s. João Damasceno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
156. S. Bernardo, Sereno II in festo omnium Sanct.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
157. Luc.1, 28.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
158. &amp;quot;Salve Regina&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
159. S. Bernardo, In Nativ. B.M.V., 7.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
160. Hb 10,22.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
161. Hb10,21.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
162. Hb 6, 19&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
163. Cf. CIC, cân.125.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
164. Cf. Jo 14,2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
165. Jo 3,8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
166.  Cf.  Tg 1,17.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
167. Ef 1,4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
168. Cf. Carta. Apost. Motu Proprio Tra le sollecitudini; de 22 de nov de 1903.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
169. Sl 68,10; Jo 2,17.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
170. Congr. S. Oficio: Decretum de 26 de maio de 1937.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
171. Cf. Pio X, Carta. Apost. Motu Proprio Tra le sollecitudini.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
172. Cf. Pio X, loc. cit.; Pio XI, Const. Divini Cultus, II, V.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
173. Pio XI, Const. Divini Cultus, IX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
174. S. Agostinho, Serm. 336, n. 1.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
175. Missal Rom., Prefácio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
176. Cf. s. Ambrosio, Hexameron, III, 5, 23.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
177.  Cf. At 4,32.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
178. CIC, can.1178.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
179. Pio XI, Const. Divini Cultus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
180. Cf. s. Agostinho, Tract. XXVI in Joan., 13. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
181. Cf.  Cf. Mt 13,24-25.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
182. Carta. Encicl. Mystici Corporis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
183. Jl 2,5-16.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
184. 1Ts 5,19.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
185. 1Ts 5,21.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
186. Hb 13,17.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
187. 1Cor 14,33.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
188.  Ap 5,13.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Mirari_Vos</id>
		<title>Mirari Vos</title>
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				<updated>2010-07-11T15:39:59Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: Criou página com 'Papa Gregório XVI Sobre os principais erros de seu tempo     Carta encíclica do Papa Gregório XVI promulgada em 15 de agosto de 1832.      ------------------------------------…'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Gregório XVI&lt;br /&gt;
Sobre os principais erros de seu tempo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carta encíclica do Papa Gregório XVI promulgada em 15 de agosto de 1832.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carta Encíclica a todos os Patriarcas, Primazes, Arcebispos e Bispos do Orbe Católico: sobre os principais erros de seu tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veneráveis irmãos,&lt;br /&gt;
Saúde e Bênção Apostólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rebelião dos ímpios, causa de seu silêncio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Creio-vos admirados, porque desde que sobre Nós pesa o cuidado da Igreja universal, ainda não vos dirigimos Nossas cartas, como o costume arraigado da Igreja e Nossa benevolência para convosco o reclamam. Mui veemente era, em verdade, o desejo de abrir-vos Nosso coração e, ao comunicar-vos Nossa palavra, fazer-vos ouvir aquela mesma voz, pela qual Nos foi ordenado, na pessoa de Pedro, confirmar nossos irmãos (Lc 22,23). Mas bem sabeis que a procela de males e aflições que nos combateu desde os primeiros momentos de Nosso pontificado, ergueu-se, subitamente, qual vagalhão tão impetuoso que, se não Nos deplorais qual náufrago da terrível conspiração dos ímpios é mercê de um esforço da onipotência divina. Com o coração alanceado pela tristíssima consideração de tantos males, não se tem ânimo para relembrar tamanha amargura; preferimos, pois, bendizer ao Pai de toda consolação que, humilhando os perversos, Nos livro do presente perigo e, acalmando a turbulenta tempestade, Nos permitiu respirar. Então Nos propusemos a dar-vos conselhos para pensar as chagas de Israel, mas o grande número de cuidados que pesou sobre Nós, enquanto conciliávamos o restabelecimento da ordem pública, foi causa de mais tardança. A insolência dos ímpios que tentaram, de novo, arvorar a bandeira da rebelião, foi novo motivo de Nosso silêncio. E Nós, ainda que com tristeza indizível, vimo-Nos obrigado a reprimir, com pulso firme, (1 Cor 4,21), a contumácia daqueles homens, cujo furor se exaltava de mais a mais, longe de se abrandar pela constante impunidade e pela Nossa clemência. E desde então podeis muito bem deduzir que Nossos cuidados se tornaram mais constantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, havendo já tomado posse do pontificado na Basílica de Latrão, consoante costume estabelecido por Nossos maiores, e que fora retardada pelas causas supraditas, sem dar azo a mais delongas, damo-Nos pressa em dirigir-vos a presente carta, testemunho de Nosso afeto para convosco, neste dia gratíssimo, em que celebramos a solene festa da gloriosa Assunção da Santíssima Virgem, a fim de que aquela que Nos foi protetora e salvadora em gravíssimas calamidades, Nos seja propícia, iluminando-Nos o intelecto com celeste inspiração, para dar-vos os conselhos mais conducentes à santificação da grei cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lamentação dos males atuais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Em verdade, triste e com o coração dolorido, dirigimo-Nos a vós, a quem vemos cheios de angústia, ao considerar a crueldade dos tempos que fluem para com a religião que tanto estremeceis. Na verdade, poderíamos dizer que esta é a hora do poder das trevas para joeirar como o trigo, os filhos de escol (Lc 22,53); 'a terra ficou infeccionada pelos seus habitantes, porque transgrediram as leis, mudaram o direito, romperam a aliança eterna' (Is 24,5). Referimo-Nos, Veneráveis Irmãos, aos fatos que vedes com vossos próprios olhos e todos choramos com as mesmas lágrimas. A maldade rejubila alegre, a ciência se levanta atrevida, a dissolução é infrene. Menospreza-se a santidade das coisas sagradas, e o culto divino, que tanta necessidade encerra, não é somente desprezado, mas também vilipendiado e escarnecido. Por esses meios é que se corrompe a santa doutrina e se disseminam, com audácia, erros de todo gênero. Nem as leis divinas, nem os direitos, nem as instituições, nem os mais santos ensinamentos estão ao abrigo dos mestres da impiedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Combate-se tenazmente a Sé de Pedro, na qual pôs Cristo o fundamento de sua Igreja; forçam-se e rompem-se, momentaneamente, os vínculos da unidade. Impugna-se a autoridade divina da Igreja e, espezinhados os seus direitos, é submetida a razões terrenas; com suma injúria, fazem-na objeto do ódio dos povos, reduzindo-a a torpe servidão. O clamoroso estrondo de opiniões novas ressoa nas academias e liceus, que contestam abertamente a fé católica, não já ocultamente e por circunlóquios, mas com guerra cura e nefária; e, corrompidos os corações dos jovens pelos ensinamentos e exemplo dos mestres, cresceram desproporcionadamente o prejuízo da religião e a depravação dos costumes. Por isso, rompido o freio da religião santíssima, somente em virtude da qual subsistem os reinos e se confirma o vigor de toda potestade, vemos campear a ruína da ordem pública, a desonra dos governantes e a perversão de toda autoridade legítima; e a origem de tantas calamidades devemos buscá-la na ação simultânea daquelas sociedades, nas quais se depositou, como em sentina imensa, quanto de sacrilégio, subversivo e blasfemo acumularam a heresia e a impiedade em todos os tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para corrigi-los, os Bispos devem trabalhar unidos à Cátedra de Pedro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Estas coisas, Veneráveis Irmãos, e outras muitas, talvez de maior gravidade, que seria prolixo referi-las e que vós conheceis perfeitamente, Nos obrigam a experimentar dor amarga e constante, pois, constituído na Cátedra do Príncipe do Apóstolos, é mister que o zelo pela casa de Deus Nos consuma. E sabedores, em razão de Nosso múnus, de que não é suficiente deplorarem-se tantos males, mas que se faz necessário remediá-los com todas as nossas forças, recorremos à vossa fé e imploramos a vossa solicitude pela grei católica, Veneráveis Irmãos, porque a vós cabe a virtude e a religião, a singular prudência e constância, que Nos encorajam e consolam em meio a tantas desgraças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Nós toca o dever de levantar a voz e envidar todos os esforços, para que o javali não destrua a vinha e o lobo não destroce o rebanho; devemos dar-lhes pábulo tão salutar, que nem de leve sequer sejam suspeitos. Longe de Nós, e mui longe, que os pastores faltem ao seu dever, abandonando covardemente as ovelhas, quando tantos males nos afligem e tantos perigos nos cercam, e que, sem cuidar da grei, se manchem com o ócio e a negligência. Façamos, pois, causa comum, digo melhor, a de Deus e, de espírito uno, porfiemos contra o inimigo comum, com uma só intenção com um só esforço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Tudo isto cumprireis plenamente, se, segundo vosso dever, cuidardes de vós mesmos e da doutrina, tendo sempre presente que a Igreja universal repele toda novidade (S. Caelest. PP., ep. 21 ad episc. Galliar.) e que, conforme conselho do Pontífice Santo Agatão, nada se deve tirar daquelas coisas que hão sido definidas, nada mudar, nada acrescentar, mas que se devem conservar puras, quanto à palavra e quanto ao sentido (Ep. ad imp. apud Labb. Tomo II, p. 235, Ed. Mansi). Daqui surgirá a firmeza da unidade, que se radica, em seu fundamento, na Cátedra de Pedro, a fim de que todos encontrem baluarte, segurança, porto bonançoso e tesouro de inumeráveis bens, justamente onde as Igrejas possuem a fonte de seus direitos (S. Innocent. Papa, ep. II, apud Constat.). Para reprimir, portanto, a audácia dos que ora intentam infringir os direitos desta Sé, somente na qual se apoiam e recebem vigor, preciso é incular um profundo sentimento de fidelidade e veneração para com ela, clamando, a exemplo de São Cipriano, que em vão protesta estar na Igreja o que abandonou a Cátedra de Pedro, sobre a qual está fundada (S. Cypr., De unitate eccles.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Deveis, pois, trabalhar e vigiar assiduamente, para guardar o depósito da fé, apesar das tentativas dos ímpios, que se esforçam por dissimulá-lo e desvirtuá-lo. Tenham todos presente que o julgar da sã doutrina, que os povos têm de crer, e o regime e o governo da Igreja universal é da alçada do Romano Pontífice, a quem foi dado por Cristo pleno poder, para apascentar, reger e governar a Igreja universal,segundo os ensinamentos legados pelos Padres do Concílio de Florença (Sess. 25, in definit. apud Labb., tom. 18, col. 527. Edit. Venet.). Portanto, todo Bispo deve aderir fielmente à Cátedra de Pedro, guardar o depósito da fé santa e apascentar religiosamente o rebanho de Deus que lhe foi confiado. Os presbíteros estejam sujeitos aos Bispos, considerando-os, segundo aconselha São Jerônimo, como pais da alma (Ep. 2 ad Nepot., a. 1, 24); e jamais esqueçam que os cânones mais antigos lhes vedam o desempenho de qualquer ministério, o ensino e a pregação sem licença do Bispo, a cujo cuidado foi condiado o povo e de quem se hão de pedir contas das almas (Ex can., app 33 apud Labb., tomo I, p. 38, edt. Mansi.). Por fim, tenha-se por certo e estável que, quantos intentarem contra esta ordem estabelecida, enquanto depender de sua parte, perturbam o estado da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imutabilidade da doutrina e disciplina da Igreja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Reprovável seria, na verdade, e muito alheio à veneração com que se devem acolher as leis da Igreja, condenar, somente por néscio capricho de opinião, a doutrina que foi por ela sancionado, na qual estão contidas a administração das coisas sagradas, a regra dos costumes e dos direitos da Igreja, a ordem e a razão dos seus ministros, ou então acoimá-la de oposicionista a certos princípios de direito natural, julgando-a deficiente e imperfeita, ou ainda sujeitando-a à autoridade civil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Constando, com efeito, como reza o testemunho dos Padres do Concílio de Trento (Sess. 13, dec. de Eucharistia in proœm.), que a Igreja recebeu sua doutrina de Jesus Cristo e dos seus Apóstolos, e que o Espírito Santo a está continuamente assistindo, ensinando-lhe toda a verdade, é por demais absurdo e altamente injurioso dizer que se faz necessária uma certa restauração ou regeneração, para fazê-la voltar à sua primitiva incolumidade, dando-lhe novo vigor, como se fosse de crer que a Igreja é passível de defeito, ignorância ou outra qualquer das imperfeições humanas; com tudo isto pretendem os ímpios que, constituída de novo a Igreja sobre fundamentos de instituição humana, venha a dar-se o que São Cipriano tanto detestou: que a Igreja, coisa divina, se torne coisa humana (Ep. 52, edit. Baluz.). Pensem, pois, os que tal supõem, que somente ao Romano Pontífice como atesta São Leão, tem sido confiada a constituição dos cânones; e que somente a ele, que não a outro, compete julgar dos antigos decretos dos cânones, medir os preceitos dos seus antecessores para moderar, após diligente consideração, aquelas coisas, cuja modificação é exigida pela necessidade dos tempos (Ep. ad. episc. Lucaniae).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Defesa do celibato clerical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Reclamamos, aqui, também a vossa invicta constância para combater a torpíssima conspiração que se tem tramado contra o celibato clerical, a qual, como sabeis, cresce de momento para outro, porque com os falsos filósofos do nosso século fazem coro alguns eclesiásticos que, esquecidos da sua dignidade e estado, e aliciados pela voluptuosidade, chegaram a licenciosidade tal, a ponto de em alguns lugares se atreverem a pedir publicamente faculdade aos príncipes para infringir tão santa disciplina. Mas causa-nos rubor falar extensamente de intentos tão torpes e, confiado em vossa piedade, pedimo-vos que, com todas as forças e apoiados nas prescrições dos sagrados cânones, custodieis, defendais, e vindiqueis, em toda sua integridade, aquela lei de tamanha gravidade, contra a qual os inimigos assestam seus dardos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caracteres do matrimônio cristão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Reclama também nosso especial cuidado aquela união santa dos cristãos, chamada pelo Apóstolo sacramento grande em Cristo e na Igreja(Ef 5,33; Heb 13,4), para que não se diga e nem se tente dizer algo quer contra a santidade quer contra a força indissolúvel deste vínculo. O mesmo Nos recordara Nosso antecessor Pio VIII, de santa memória, com não pouca insistência; mão obstante, seus esforços não foram bastantes para sustar todo o mal. Devemos, pois, ensinar aos povos que o matrimônio, legitimamente contraído, já não pode ser dissolvido, e que os unidos pelo matrimônio forma, por vontade de Deus, sociedade perpétua com vínculos tão íntimos que só a morte os pode dissolver. Tenham presente que o matrimônio pertence às coisas sagradas, e está sujeito à Igreja; tenham-se presentes as leis que sobre ele há ditado a Igreja; obedeçam-lhe santa e escrupulosamente, pois dela dependem a eficácia, força e justiça da união. Não admitam, de forma alguma, algo que esteja em oposição aos sagrados cânones ou aos decretos dos concílios, pois não desconhecem o mau resultado que necessariamente hão de acarretar as uniões que se fazem contra a disciplina da Igreja, sem implorar a proteção de Deus, somente por leviandade, sem pensar no sacramento e nem nos mistérios que nele são significados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Condenação do indiferentismo religioso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda parte, graças aos enganos dos ímpios, e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do reto e honesto. Podeis, com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só batismo (Ef 4, 5): entendam, portanto, os que pensam poder-se ir de todas as partes ao porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo (Lc 11,23), e os que não colhem com Cristo dispersam miseramente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha (Simbol. Sancti Athanasii); ouçam S. Jerônimo, do qual se diz que quanto alguém tentara atraí-lo para a sua causa, dizia sempre com firmeza: O que está unido à Cátedra de Pedro é o meu (S. Hier., ep. 57). E nem alimentem ilusões porque estão batizados; a isto calha a resposta de Santo Agostinho que diz não perder o sarmento sua forma quando está amputado da vide; porém, de que lhe serve, se não tira sua vida da raiz? (In Ps. contra part. Donat.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Delírio da liberdade de consciência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Dessa fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errônea, digo melhor disparate, que afirma e defende a liberdade de consciência. Este erro corrupto abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estendo por toda parte, chegando a imprudência de alguém se asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma, do que a liberdade do erro! dizia Santo Agostinho (Ep. 166). Certamente, roto o freio que mantém os homens nos caminhos da verdade, e inclinando-se precipitadamente ao mal pela natureza corrompida, consideramos já escancarado aquele abismo (Apoc 9,3) do qual, segundo foi dado ver a São João, subia fumaça que entenebrecia o sol e arrojava gafanhotos que devastavam a terra. Daqui provém a efervescência de ânimo, a corrupção da juventude, o desprezo das coisas sagradas e profanas no meio do povo; em uma palavra, a maior e mais poderosa peste da república, porque, segundo a experiência que remonta aos tempos primitivos, as cidade que mais floresceram por sua opulência, extensão e poderio sucumbiram, somente pelo mal da desbragada liberdade de opiniões, liberdade de ensino e ânsia de inovações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Monstruosidade da liberdade de imprensa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Devemos tratar também neste lugar da liberdade de imprensa, nunca condenada suficientemente, se por ela se entende o direito de trazer-se à baila toda espécie de escritos, liberdade que é por muitos desejada e promovida. Horroriza-Nos, Veneráveis Irmãos, o considerar que doutrinas monstruosas, digo melhor, que um sem-número de erros nos assediam, disseminando-se por todas as partes, em inumeráveis livros, folhetos e artigos que, se insignificantes pela sua extensão, não o são certamente pela malícia que encerram, e de todos eles provém a maldição que com profundo pesar vemos espalhar-se por toda a terra. Há, entretanto, oh que dor! quem leve a ousadia a tal requinte, a ponto de afirmar intrepidamente que essa aluvião de erros que se está espalhando por toda parte é compensada por um ou outro livro que, entre tantos erros, se publica para defender a causa da religião. É por toda forma ilícito e condenado por todo direito fazer um mal certo e maior, com pleno conhecimento, só porque há esperança de um pequeno bem que daí resulte. Porventura dirá alguém que se podem e devem espalhar livremente venenos ativos, vendê-los publicamente e dá-los a tomar, porque pode acontecer que, quem os use, não seja arrebatado pela morte?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. Foi sempre inteiramente distinta a disciplina da Igreja em perseguir a publicação de livros maus, desde o tempo dos Apóstolos, dos quais sabemos terem queimado publicamente muitos deles. Basta ler as leis que a respeito deu o V. Concílio de Latrão e a constituição que ao depois foi dada a público por Leão X, de feliz recordação, para que o que foi inventado para o progresso da fé e a propagação das belas artes não sirva de entrave e obstáculo aos Fiéis em Cristo (Act. Concílio Lateran. V, ses. 10; e Constituição Alexand. VI 'Inter multiplices').O mesmo procuraram os Padres de Trento que, para trazer remédio a tanto mal, publicaram um salubérrimo decreto para compor um índice de todos aqueles livros que, por sua má doutrina, deviam ser proibidos (Conc. Trid. sess. 18 e 25). Há que se lutar valentemente, disse Nosso predecessor Clemente XIII, de piedosa memória; há que se lutar com todas as nossas forças, segundo o exige a gravidade do assunto, para exterminar a mortífera praga de tais livros, pois o erro sempre procurará onde se fomentar, enquanto não perecerem no fogo esses instrumentos de maldade (Encíclica 'Christianae', 25 nov. 1776, sobre livros proibidos). Da constante solicitude que esta Sé Apostólica sempre revelou em condenar os livros suspeitos e daninhos, arrancando-os às suas mãos, deduzam, portanto, quão falsa, temerária e injuriosa à Santa Sé e fecunda em males gravíssimos para o povo cristão é aquela doutrina que, não contente com rechaçar tal censura de livros como demasiado grave e onerosa, chega até ao cúmulo de afirmar que se opõe aos princípios da reta justiça e que não está na alçada da Igreja decretá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Condenação da rebeldia contra as legítimas autoridades&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13. Mas, tendo sido divulgadas, em escritos que correm por todas as partes, certas doutrinas que lançam por terra a fidelidade e submissão que se devem aos príncipes, com o que se alenta o fogo da rebelião, deve-se vigiar atentamente para que os povos, enganados, não se afastem do caminho do bem. Saibam todos que, como disse o apóstolo, toda autoridade vem de Deus e todas as que existem foram ordenadas por Deus. Aquele, pois, que resiste à autoridade, resiste à ordem de Deus e se condena a si mesmo (Rom 13, 2). Portanto, os que com torpes maquinações de rebelião se subtraem à fidelidade que devem aos príncipes, querendo tirar-lhes a autoridade que possuem, ouçam como contra eles clamam todos os direitos divinos e humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14. Não era este, certamente, o proceder dos primeiros cristãos, os quais, para obviar a tão grave falta, mesmo que em meio das terríveis perseguições suscitadas contra eles, se distinguiram por seu zelo em obedecer aos imperadores e em lutar pela integridade do império, como provaram, quer no pronto cumprimento de quanto lhes era ordenado (sempre que não se opusesse à sua fé de cristãos), quer vertendo seu sangue nas batalhas, pelejando contra os inimigos do império. Os soldados cristãos, diz Santo Agostinho, serviram fielmente aos imperadores infiéis, mas quando se tratava da causa de Cristo, outro imperador não reconheceram que o dos céus. Distinguiam o Senhor eterno do senhor temporal; e não obstante, pelo primeiro obedeciam ao segundo (In Ps. 124. n. 7.). Assim o entendia certamente o glorioso mártir S. Maurício, invicto chefe da legião Tebana, quando, segundo refere Euquério, disse ao seu imperador: Somos, ó imperador, teus soldados, mas também servos que com liberdade confessamos a Deus; vamos morrer, e não nos rebelamos; nas mãos temos nossas armas, e não resistimos porque antes de nos rebelarmos preferimos morrer (S. Eucher. apud Ruinart, Act. ss. mm. de Ss Maurit. et Soc., n. 4). E esta conduta dos primeiros cristão brilha com esplêndidos fulgores; pois é de se notar que, além da razão, não faltava aos cristãos, nem a força do número nem o esforço da valentia, se quisessem lutar contra seus inimigos. Somos de ontem, diz Tertuliano, e já ocupamos todas as vossas casas, cidades, ilhas, municípios, os mesmos acampamentos com suas tribos e decúrias, os palácios, o senado, o fórum... De que luta não seremos capazes, mesmo com forças inferiores, os que morremos tão alegremente, só porque em nossa disciplina é mais lícito morrer do que matar? Se, negando-vos a cooperação de nossas forças, nos retirássemos a um lugar distante da terra, a perda de tantos e tais cidadãos teria enfraquecido vosso domínio, digo melhor, quiçá o houvésseis perdido; não há duvidar que vos espantareis com vossa própria solidão... não encontrareis a quem comandar, teríeis mais inimigos que cidadãos; mas agora, ao contrário, deveis ao grande número dos cristãos o terdes menos inimigos (In apologet., cap. 37).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15. Estes exemplos preclaros de inquebrantável sujeição aos príncipes, baseados nos santíssimos preceitos da religião cristã, condenam a insolência e a gravidade dos que, instigados por torpe desejo de liberdade sem freios, outra coisa não se propõem do que calcar os direitos dos príncipes e reduzir os povos a mísera escravidão, enganando-os com aparências de liberdade. Este foi o objetivo dos valdenses, dos begardos, dos wiclefitas e de outros filhos de Belial que foram a desonra do gênero humano, tantas vezes anatematizados pela Sé Apostólica. Sem outro motivo senão o de se congratularem com Lutero por haver rompido todo vínculo de dependência, esses inovadores se esforçam audazmente por perpetrar as maiores maldades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Males da separação da Igreja e do Estado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16. Mais grato não é também à religião e ao principado civil o que se pode esperar do desejo dos que procuram separar a Igreja e o Estado, e romper a mútua concórdia do sacerdócio e do império. Sabe-se, com efeito, que os amadores da falsa liberdade temeram ante a concórdia, que sempre produziu resultados magníficos, nas coisas sagradas e civis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Liberdade do mal que certas associações apregoam&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17. A muitas outras coisas de não pouca importância, que Nos trazem preocupado e enchem de dor, devem-se acrescer certas associações ou assembléias, as quais, confederando-se com sectários de qualquer religião, simulando sentimentos de piedade e afeto para com a religião, mas na verdade possuídas inteiramente do desejo de novidades e de promover sedições em toda parte, pregam liberdades de tal jaez, suscitam perturbações nas coisas sagradas e civis, desprezando qualquer autoridade, por mais santa que seja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O remédio desses males está na palavra de Deus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18. Com o coração, pois, transido de tristeza, mas confiante inteiramente n’Aquele que manda aos ventos e acalma as tempestades, escrevemos estas coisas, Veneráveis Irmãos, para que, armados da couraça da fé, combatais galhardamente os combates do Senhor. É dever vosso manter dentro dos limites todo aquele que se levanta contra a ciência do Senhor. Pregai a palavra de Deus, para que tenham pasto saudável os que desejam a justiça; pois fostes eleitos para serdes cultivadores diligentes da vinha do Senhor; trabalhai, todos unidos, com empenho, para arrancar as más raízes do campo que vos foi confiado e para que, reprimido todo germe de vício, ali mesmo floresça copiosa a messe das virtudes. Abraçai, de modo especial, e com afeto paternal, aos que se dedicam à ciência sagrada e à filosofia, exortando-os e guiando-os a fim de que não aconteça que, estribando-se imprudentemente em suas forças, se afastem do caminho da verdade, para seguir as sendas dos ímpios. Entendam que Deus é Senhor da sabedoria e emendador dos sábios (Sab. 7, 15) e que é impossível compreender a Deus sem Deus (S. Irineu, lib. 14, cap. 10); Deus, que pelo Verbo ensina aos homens a conhecer Deus. É próprio de homens soberbos ou antes néscios querer sujeitar ao critério humano os mistérios da fé, que ultrapassam a capacidade humana, confiando unicamente em nossa razão, que por natureza é débil e fraca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os governantes devem auxiliar a Igreja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19. Finalmente, secundem os príncipes estes nossos santos desejos de feliz êxito das coisas sagradas e profanas com seu poder e autoridade, pois não a receberam somente para o governo temporal, mas também para a defesa e guarda da Igreja. Saibam que, quanto se faz em favor da Igreja, destina-se, ao mesmo tempo, ao bem-estar e à paz do império; convençam-se sempre mais que devem maior estima à causa da fé que à do reino, e que serão maiores se, segundo S. Leão, à sua coroa de reis se ajuntar a da fé. Já que tem sido constituídos como pais e tutores dos povos, proporcionar-lhes-ão verdadeira felicidade e tranqüilidade, se dirigirem seus cuidados especialmente para conservar incólume a religião daquele Senhor, cujo poder está expressado naquela passagem do salmo: Rei dos reis e Senhor dos que dominam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esperança em Maria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20. E para que todos estes desejos se realizem propícia e felizmente, elevemos nossos olhares e mãos à Santíssima Virgem Maria, a única que destruiu todas as heresias e constitui a nossa maior esperança (S. Bernardo, sem. De nativitate B. M. V., 57). Peça Ela mesma, com sua intercessão poderosa, para que nossos desejos, conselhos e ações sejam coroados do êxito mais feliz, nesta grande necessidade do povo cristão. Peçamos humildemente aos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo o dom de permanecermos firmes e constantes em não permitir e nem querer outro fundamento que aquele sobre o qual estamos cimentados. Apoiado nesta doce esperança, esperamos que o autor e consumador da fé, Cristo Jesus, nos consolará nestas grandes tribulações, e, em penhor do divino auxílio, damo-vos, Veneráveis Irmãos, e às ovelhas que vos foram confiadas, a Benção Apostólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dada em Roma, em Santa Maria Maior, dia da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, 14 de Agosto do ano do Senhor de 1832, segundo de Nosso Pontificado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gregório XVI, PAPA.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Mortalium_Animos</id>
		<title>Mortalium Animos</title>
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				<updated>2010-07-11T15:35:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Sobre a promoção da verdadeira unidade de Religião (Apud Acta Apostolicae Sedis, anno XX, vol. XX, n.1, p.5, 10/01/1928)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carta Encíclica aos Rev.mos Senhores Padres Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários dos lugares em paz e união com a Sé Apostólica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veneráveis irmãos,&lt;br /&gt;
Saúde e Bênção Apostólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Ânsia universal de paz e fraternidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez jamais em uma outra época os espíritos dos mortais foram tomados por um tão grande desejo daquela fraterna amizade, pela qual em razão da unidade e identidade de natureza – somos estreitados e unidos entre nós, amizade esta que deve ser robustecida e orientada para o bem comum da sociedade humana, quanto vemos ter acontecido nestes nossos tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois, embora as nações ainda não usufruam plenamente dos benefícios da paz, antes, pelo contrário, em alguns lugares, antigas e novas discórdias vão explodindo em sedições e em conflitos civis; como não é possível, entretanto, que as muitas controvérsias sobre a tranquilidade e a prosperidade dos povos sejam resolvidas sem que exista a concórdia quanto à ação e às obras dos que governam as Cidades e administram os seus negócios; compreende-se facilmente (tanto mais que já ninguém discorda da unidade do gênero humano) porque, estimulados por esta irmandade universal, também muitos desejam que os vários povos cada dia se unam mais estreitamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A Fraternidade na religião. Congressos ecumênicos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, alguns lutam por realizar coisa não dissemelhante quanto à ordenação da Lei Nova trazida por Cristo, Nosso Senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois, tendo como certo que rarissimamente se encontram homens privados de todo sentimento religioso, por isto, parece, passaram a Ter a esperança de que, sem dificuldade, ocorrerá que os povos, embora cada um sustente sentença diferente sobre as coisas divinas, concordarão fraternalmente na profissão de algumas doutrinas como que em um fundamento comum da vida espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isto costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Os Católicos não podem aprová-lo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que juogam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro erro. A união de todos os cristãos. Argumentos falazes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, quando se trata de promover a unidade entre todos os cristãos, alguns são enganados mais facilmente por uma disfarçada aparência do que seja reto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acaso não é justo e de acordo com o dever – costumam repetir amiúde – que todos os que invocam o nome de Cristo se abstenham de recriminações mútuas e sejam finalmente unidos por mútua caradade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acaso alguém ousaria afirmar que ama a Cristo se, na medida de suas forças, não procura realizar as coisas que Ele desejou, ele que rogou ao Pai para que seus discípulos fossem &amp;quot;UM&amp;quot; (Jo 17,21)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acaso não quis o mesmo Cristo que seus discípulos fossem identificados por este como que sinal e fossem por ele distinguidos dos demais, a saber, se mutuamente se amassem: &amp;quot;Todos conhecerão que sois meus discípulos nisto: se tiverdes amor um pelo outro?&amp;quot; (Jo 13,35).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oxalá todos os cristão fossem &amp;quot;UM&amp;quot;, acrescentam: eles poderiam repelir muito melhor a peste da impiedade que, cada dia mais, se alastra e se expande, e se ordena ao enfraquecimento do Evangelho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Debaixo desses argumentos se oculta um erro gravíssimo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os chamados &amp;quot;pancristãos&amp;quot; espalham e insuflam estas e outras coisas da mesma espécie. E eles estão tão longe de serem poucos e raros mas, ao contrário, cresceram em fileiras compactas e uniram-se em sociedades largamente difundidas, as quais, embora sobre coisas de fé cada um esteja imbuído de uma doutrina diferente, são, as mais das vezes, dirigidas por acatólicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta iniciativa é promovida de modo tão ativo que, de muitos modos, consegue para si a adesão dos cidadão e arrebata e alicia os espíritos, mesmo de muitos católicos, pela esperança de realizar uma união que parecia de acordo com os desejos da Santa Mãe, a Igreja, para Quem, realmente, nada é tão antigo quanto o reconvocar e o reconduzir os filhos desviados para o seu grêmio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade, sob os atrativos e os afagos destas palavras oculta-se um gravíssimo erro pelo qual são totalmente destruídos os fundamentos da fé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdadeira norma nesta matéria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Advertidos, pois, pela consciência do dever apostólico, para que não permitamos que o rebanho do Senhor seja envolvido pela nocividade destas falácias, apelamos, veneráveis irmãos, para o vosso empenho na precaução contra este mal. Confiamos que, pelas palavras e escritos de cada um de vós, poderemos atingir mais facilmente o povo, e que os princípios e argumentos, que a seguir proporemos, sejam entendidos por ele pois, por meio deles, os católicos devem saber o que devem pensar e praticar, dado que se trata de iniciativas que dizem respeitos a eles, para unir de qualquer maneira em um só corpo os que se denominam cristãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só uma Religião pode ser verdadeira: a revelada por Deus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este fim: conhecê-lO e serví-lO. O nosso Criador possui, portanto, pleno direito de ser servido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por certo, poderia Deus Ter estabelecido apenas uma lei da natureza para o governo do homem. Ele, ao criá-lo, gravou-a em seu espírito e poderia portanto, a partir daí, governar os seus novos atos pela providência ordinária dessa mesma lei. Mas, preferiu dar preceitos aos quais nós obedecêssemos e, no decurso dos tempos, desde os começos do gênero humano até a vinda e a pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos para com o Criador: &amp;quot;Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por seu Filho&amp;quot; (Heb 1,1 Seg).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está, portanto, claro que a religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na palavra revelada de Deus; começando a ser feita desde o princípio, essa revelação prosseguiu sob a Lei Antiga e o próprio crisot completou-a sob a Nova Lei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, se Deus falou – e comprova-se pela fé histórica Ter ele realmente falado – não há quem não veja ser dever do homem acreditas, de modo absoluto, em deus que se revela e obedecer integralmente a Deus que impera. Mas, para a glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e outra, o Filho Unigênito de Deus instituiu na terra a sua Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A única religião revelada é a Igreja Católica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acreditamos, pois, que os que afirma serem cristão, não possam fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas, se se indaga, além disso, qual deva ser ela pela vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade da Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como um corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma doutrina, sob um só magistério e um só regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma Federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, cristo Senhor instituiu a sua Igreja como uma sociedade perfeita de natureza externa e perceptível pelos sentidos, a qual, nos tempos futuros, prosseguiria a obra da reparação do gênero humano pela regência de uma só cabeça (Mt 16,18 seg.; Lc 22,32; Jo 21,15-17), pelo magistério de uma voz viva (Mc 16,15) e pela dispensação dos sacramentos, fontes da graça celeste (Jo 3,5; 6,48-50; 20,22 seg.; cf. Mt 18,18; etc.). Por esse motivo, por comparações afirmou-a semelhante a um reino (Mt, 13), a uma casa (Mt 16,18), a um redil de ovelhas (Jo 10,16) e a um rebanho (Jo 21,15-17).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta Igreja, fundada de modo tão admirável, ao Lhe serem retirados o seu Fundador e os Apóstolos que por primeiro a propagaram, em razão da morte deles, não poderia cessar de existir e ser extinta, uma vez que Ela era aquela a quem, sem nenhuma discriminação quanto a lugares e a tempos, fora dado o preceito de conduzir todos os homens à salvação eterna: &amp;quot;Ide, pois, ensinai a todos os povos&amp;quot; (Mt 28,19).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acaso faltaria à Igreja algo quanto à virtude e eficácia no cumprimento perene desse múnus, quando o próprio Cristo solenemente prometeu estar sempre presente a ela: &amp;quot;Eis que Eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos?&amp;quot; (Mt 28,20).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, não pode ocorrer que a Igreja de Cristo não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista como inteiramente a mesma que existiu à época dos Apóstolos. A não ser que desejemos afirmar que: Cristo Senhor ou não cumpriu o que propôs ou que errou ao afirmar que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Ela (Mt 16,18).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um erro capital do movimento ecumênico na pretendida união das igrejas cristãs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ocorre-nos dever esclarecer e afastar aqui certa opinião falsa, da qual parece depender toda esta questão e proceder essa múltipla ação e conspiração dos acatólicos que, como dissemos, trabalham pela união das igrejas cristãs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os autores desta opinião acostumaram-se a citar, quase que indefinidamente, a Cristo dizendo: &amp;quot;Para que todos sejam um&amp;quot;... &amp;quot;Haverá um só rebanho e um só Pastos&amp;quot;(Jo 27,21; 10,16). Fazem-no todavia de modo que, por essas palavras, queriam significar um desejo e uma prece de cristo ainda carente de seu efeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois opinam: a unidade de fé e de regime, distintivo da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu até hoje e nem hoje existe; que ela pode, sem dúvida, ser desejada e talvez realizar-se alguma vez, por uma inclinação comum das vontades; mas que, entrementes, deve existir apenas uma fictícia unidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acrescentam que a Igreja é, por si mesma, por natureza, dividida em partes, isto é, que ela consta de muitas igreja ou comunidades particulares, as quais, ainda separadas, embora possuam alguns capítulos comuns de doutrina, discordam todavia nos demais. Que cada uma delas possui os mesmos direitos, Que, no máximo, a Igreja foi única e una, da época apostólica até os primeiros concílios ecumênicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, dizem, é necessários colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiquíssimas variedade de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conhecam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progessos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas são, Veneráveis Irmãos, as afirmações comuns.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem, contudo, os que estabelecem e concedem que o chamado Protestantismo, de modo bastante inconsiderado, deixou de lado certos capítulos da fé e alguns ritos do culto exterior, sem dúvida gratos e úteis, que, pelo contrário, a Igreja Romana ainda conserva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, de imediato, acrescentam que esta mesma Igreja também agiu mal, corrompendo a religião primitiva por algumas doutrinas alheias e repugnantes ao Evangelho, propondo acréscimos para serem cridos: enumeram como o principal entre estes o que versa sobre o Primado de Jurisdição atribuído a Pedro e a seus Sucessores na Sé Romana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os que assim pensam, embora não sejam muitos, estão os que indulgentemente atribuem ao Pontífice Romano um primado de honra ou uma certa jurisdição e poder que, entretanto, julgam procedente não do direito divino, mas de certo consenso dos fiéis. Chegam outros ao ponto de, por seus conselhos, que diríeis serem furta-cores, quererem presidir o próprio Pontífice.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E se é possível encontrar muitos acatólicos pregando à boca cheia a união fraterna em Jesus Cristo, entretanto não encontrareis a nenhum deles em cujos pensamentos esteja a submissão e a obediência ao Vigário de Jesus Cristo enquanto docente ou enquanto governante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirmam eles que tratariam de bom grado com a Igreja Romana, mas com igualdade de direitos, isto é, iguais com um igual. Mas, se pudessem fazê-lo, não parece existir dúvida de que agiriam com a intenção de que, por um pacto que talvez se ajustasse, não fossem coagidos a afastarem-se daquelas opiniões que são a causa pela qual ainda vagueiem e errem fora do único aprisco de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. A Igreja Católica não pode participar de semelhantes reuniões&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembléias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. A verdade revelada não admite transações&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acaso poderemos tolera – o que seria bastante iníquo - , que a verdade e , em especial a revelada, seja diminuída através de pactuações?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso presente, trata-se da verdade revelada que deve ser defendida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos que deviam ser instruídos na fé evangélica e, para que não errassem em nada, quis que, anteriormente, lhes fosse ensinada toda a verdade pelo Espírito Santo, acaso esta doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente ou foi alguma vez perturbada na Igreja em que o próprio Deus está presente como regente e guardião?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o nosso Redentor promulgou claramente o seu Evangelho não apenas para os tempos apostólicos, mas também para pertencer às futuras épocas, o objeto da fé pode tornar-se de tal modo obscuro e incerto que hoje seja necessários tolerar opiniões pelo menos contrárias entre si?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se isto fosse verdade, dever-se-ia igualmente dizer que o Espírito Santo que desceu sobre os Apóstolos, que a perpétua permanência dele na Igreja e também que a própria pregação de Cristo já perderam, desde muitos séculos, toda a eficácia e utilidade: afirmar isto é, sem dúvida, blasfemo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. A Igreja Católica, depositária infalível da verdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o Filho /unigênito de Deus ordenou a seus enviados que ensinassem a todos os povos, vinculou então todos os homens pelo dever de crer nas coisas que lhes fossem anunciadas pela &amp;quot;testemunha pré-ordenadas por Deus&amp;quot; (At. 10,41). Entretanto, um e outro preceito de Cristo, o de ensinar e o de crer na consecução da salvação eterna, que não podem deixar de ser cumpridos, não poderiam ser entendidos a não ser que a Igreja proponha de modo íntegro e claro a doutrina evangélica e que, ao propô-la, seja imune a qualquer perigo de errar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afastam-se igualmente do caminho os que julgam que o depósito da verdade existe realmente na terra, mas que é necessário um trabalho difícil, com tão longos estudos e disputas para encontrá-lo e possuí-lo que a vida dos homens seja apenas suficiente para isso, com se Deus benigníssimo tivesse falado pelos profetas e pelo seu Unigênito para que apenas uns poucos, e estes mesmos já avançados em idade, aprendessem perfeitamente as coisas que por eles revelou, e não para que preceituasse uma doutrina de fé e de costumes pela qual, em todo o decurso de sua vida mortal, o homem fosse regido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13. Sem fé, não há verdadeira caridade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes pancristãos, que empenham o seu espírito na união das igrejas, pareceriam seguir, por certo, o nobilíssimo conselho da caridade que deve ser promovida entre os cristãos. Mas, dado que a caridade se desvia em detrimento da fé, o que pode ser feito?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ninguém ignora por certo que o próprio João, o Apóstolo da Caridade, que em seu Evangelho parece ter manifestado os segredos do Coração Sacratíssimo de Jesus e que permanentemente costumavas inculcar à memória dos seus o mandamento novo: &amp;quot;Amai-vos uns aos outros&amp;quot;, vetou inteiramente até mesmo manter relações com os que professavam de forma não íntegra e incorrupta a doutrina de Cristo: &amp;quot;Se alguém vem a vós e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem digais a ele uma saudação&amp;quot; (2 Jo. 10).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo que, como a caridade se apóia na fé íntegra e sincera como que em um fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de fé como no vínculo principal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14. União irracional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, de que vale excogitar no espírito uma certa Federação cristã, na qual ao ingressar ou então quando se tratar do objeto da fé, cada qual retenha a sua maneira de pensar e de sentir, embora ela seja repugnante às opiniões dos outros?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E de que modo pedirmos que participem de um só e mesmo Conselho homens que se distanciam por sentenças contrárias como, por exemplo, os que afirmam e os que negam ser a sagrada Tradição uma fonte genuína da Revelação Divina?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os que adoram a Cristo realmente presente na Santíssima Eucaristia, por aquela admirável conversão do pão e do vinho que se chamatransubstanciação e os que afirmam que, somente pela fé ou por sinal e em virtude do Sacramento, aí está presente o Corpo de Cristo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os que reconhecem nela a natureza do Sacrifício e a do Sacramento e os que dizem que ela não é senão a memória ou comemoração da Ceia do Senhor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os que crêem ser bom e útil invocar súplice os Santos que reinam junto de Cristo - Maria, Mãe de Deus, em primeiro lugar - e tributar veneração às suas imagens e os que contestam que não pode ser admitido semelhante culto, por ser contrário à honra de Jesus Cristo, &amp;quot;único mediador de Deus e dos homens&amp;quot;? (1 Tim. 2,5).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Princípio até o indiferentismo e o modernismo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sabemos, pois, como por essa grande divergência de opiniões seja defendida o caminho para a realização da unidade da Igreja: ela não pode resultar senão de um só magistério, de uma só lei de crer, de uma só fé entre os cristãos. Sabemos, entretanto, gerar-se facilmente daí um degrau para a negligência com a religião ou o Indiferentismo e para o denominado Modernismo. os que foram miseravelmente infeccionados por ele defendem que não é absoluta, mas relativa a verdade revelada, isto é, de acordo com as múltiplas necessidades dos tempos e dos lugares e com as várias inclinações dos espíritos, uma vez que ela não estaria limitada por uma revelação imutável, mas seria tal que se adaptaria à vida dos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, com relação às coisas que devem ser cridas, não é lícito utilizar-se, de modo algum, daquela discriminação que houveram por bem introduzir entre o que denominam capítulos fundamentais e capítulos não fundamentais da fé, como se uns devessem ser recebidos por todos, e, com relação aos outros, pudesse ser permitido o assentimento livre dos fiéis: a Virtude sobrenatural da fé possui como causa formal a autoridade de Deus revelante e não pode sofrer nenhuma distinção como esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isto, todos os que são verdadeiramente de Cristo consagram, por exemplo, ao mistério da Augusta Trindade a mesma fé que possuem em relação dogma da Mãe de Deus concebida sem a mancha original e não possuem igualmente uma fé diferente com relação à Encarnação do Senhor e ao magistério infalível do Pontífice romano, no sentido definido pelo Concílio Ecumênico Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem se pode admitir que as verdade que a Igreja, através de solenes decretos, sancionou e definiu em outras épocas, pelo menos as proximamente superiores, não sejam, por este motivo, igualmente certas e nem devam ser igualmente acreditadas: acaso não foram todas elas reveladas por Deus?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois, o Magistério da Igreja, por decisão divina, foi constituído na terra para que as doutrinas reveladas não só permanecessem incólumes perpetuamente, mas também para que fossem levadas ao conhecimento dos homens de um modo mais fácil e seguro. E, embora seja ele diariamente exercido pelo Pontífice Romano e pelos Bispos em união com ele, todavia ele se completa pela tarefa de agir, no momento oportuno, definindo algo por meio de solenes ritos e decretos, se alguma vez for necessário opor-se aos erros ou impugnações dos hereges de um modo mais eficiente ou imprimir nas mentes dos fiéis capítulos da doutrina sagrada expostos de modo mais claro e pormenorizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por este uso extraordinário do Magistério nenhuma invenção é introduzida e nenhuma coisa nova é acrescentada à soma de verdades que estando contidas, pelo menos implicitamente, no depósito da revelação, foram divinamente entregues à Igreja, mas são declaradas coisas que, para muitos talvez, ainda poderiam parecer obscuras, ou são estabelecidas coisas que devem ser mantidas sobre a fé e que antes eram por alguns colocados sob controvérsia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16. A única maneira de unir todos os cristãos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, Veneráveis Irmãos, é clara a razão pela qual esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes às reuniões de acatólicos por quanto não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois, a mística Esposa de Cristo jamais se contaminou com o decurso dos séculos nem, em época alguma, poderá ser contaminada, como Cipriano o atesta: &amp;quot;A Esposa de Cristo não pode ser adulterada: ela é incorrupta e pudica. Ela conhece uma só casa e guarda com casto pudor a santidade de um só cubículo&amp;quot; (De Cath. Ecclessiae unitate, 6).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o mesmo santo Mártir, com direito e com razão, grandemente se admirava de que pudesse alguém acreditar que &amp;quot;esta unidade que procede da firmeza de Deus pudesse cindir-se e ser quebrada na Igreja pelo divórcio de vontades em conflito&amp;quot; (ibidem).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, dado que o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja, é um só (1 Cor. 12,12), compacto e conexo (Ef. 4,15), à semelhança do seu corpo físico, seria inépcia e estultície afirmar alguém que ele pode constar de membros desunidos e separados: quem pois não estiver unido com ele, não é membro seu, nem está unido à cabeça, Cristo (Cfr. Ef. 5,30; 1,22).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17. A Obediência ao Romano Pontífice&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, ninguém está nesta única Igreja de Cristo e ninguém nela permanece a não ser que, obedecendo, reconheça e acate o poder de Pedro e de seus sucessores legítimos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por acaso os antepassados dos enredados pelos erros de Fócio e dos reformadores não estiveram unidos ao Bispo de Roma, ao Pastor supremo das almas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ai! Os filhos afastaram-se da casa paterna; todavia ela não foi feita em pedaços e nem foi destruída por isso, uma vez que estava arrimada na perene proteção de Deus. Retornem, pois, eles ao Pai comum que, esquecido das injúrias antes gravadas a fogo contra a Sé Apostólica, recebê-los-á com máximo amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois se, como repetem freqüentemente, desejam unir-se Conosco e com os nossos, por que não se apressam em entrar na Igreja, &amp;quot;Mãe e Mestra de todos os fiéis de Cristo&amp;quot; (Conc. Later 4, c.5)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escutem a Lactâncio chamado amiúde: &amp;quot;Só... a Igreja Católica é a que retém o verdadeiro culto. Aqui está a fonte da verdade, este é o domicílio da Fé, este é o templo de Deus: se alguém não entrar por ele ou se alguém dele sair, está fora da esperança da vida e salvação. é necessário que ninguém se afague a si mesmo com a pertinácia nas disputas, pois trata-se da vida e da salvação que, a não ser que seja provida de um modo cauteloso e diligente, estará perdida e extinta&amp;quot; (Divin. Inst. 4,30, 11-12).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18. Apelo às seitas dissidentes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproximem-se, portanto, os filhos dissidentes da Sé Apostólica, estabelecida nesta cidade que os Príncipes dos Apóstolos Pedro e Paulo consagraram com o seu sangue; daquela Sede, dizemos, que é &amp;quot;raiz e matriz da Igreja Católica&amp;quot; (S. Cypr., ep. 48 ad Cornelium, 3), não com o objetivo e a esperança de que &amp;quot;a Igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade&amp;quot; (1 Tim 3,15) renuncie à integridade da fé e tolere os próprios erros deles, mas, pelo contrário, para que se entreguem a seu magistério e regime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oxalá auspiciosamente ocorra para Nós isto que não ocorreu ainda para tantos dos nossos muitos Predecessores, a fim de que possamos abraçar com espírito fraterno os filhos que nos é doloroso estejam de Nós separados por uma perniciosa dissensão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prece a Nosso Senhor e a Nossa Senhora&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oxalá Deus, Senhor nosso, que &amp;quot;quer salvar todos os homens e que eles venham ao conhecimento da verdade&amp;quot;(1 Tim. 2,4) nos ouça suplicando fortemente para que Ele se digne chamar à unidade da Igreja a todos os errantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta questão que é, sem dúvida, gravíssima, utilizamos e queremos que seja utilizada como intercessora a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da graça divina, vencedora de todas as heresias e auxílio dos cristãos, para que Ela peça, para o quanto antes, a chegada daquele dia tão desejado por nós, em que todos os homens escutem a voz do seu Filho divino, &amp;quot;conservando a unidade de espírito em um vínculo de paz&amp;quot; (Ef. 4,3).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19. Conclusão e Bênção Apostólica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Compreendeis, Veneráveis Irmãos, o quanto desejamos isto e queremos que o saibam os nossos filhos, não só todos os do mundo católico, mas também os que de Nós dissentem. Estes, se implorarem em prece humilde as luzes do céu, por certo reconhecerão a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo e, por fim, nEla tendo entrado, estarão unidos conosco em perfeita caridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No aguardo deste fato, como auspício dos dons de Deus e como testemunho de nossa paterna benevolência, concedemos muito cordialmente a vós, Veneráveis Irmãos, e a vosso clero e povo, a bênção apostólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia seis de janeiro, no ano de 1928, festa da Epifania de Jesus Cristo, Nosso Senhor, sexto de nosso Pontificado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pio, Papa XI.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Bula_Quo_Primum_Tempore</id>
		<title>Bula Quo Primum Tempore</title>
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				<updated>2010-07-08T11:35:14Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;''BULA &amp;quot;QUO PRIMUM TEMPORE&amp;quot; Papa S. Pio V 14.07.1570'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PIO BISPO&lt;br /&gt;
Servo dos Servos de Deus&lt;br /&gt;
Para perpétua memória&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Desde que fomos elevados ao ápice da Hierarquia Apostólica, de bom grado aplicamos nosso zelo e nossas forças e dirigimos todos os nossos pensamentos no sentido de conservar na sua pureza tudo o que diz respeito ao culto da Igreja; o que nos esforçamos por preparar e, com a ajuda de Deus, realizar com todo o cuidado possível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Ora, entre outros decretos do Santo Concílio de Trento cabia-nos estabelecer a edição e correção dos livros santos: Catecismo, Missal e Breviário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Com a graça de Deus, já foi publicado o Catecismo, destinado à instrução do povo, e corrigido o Breviário, para que se tributem a Deus os devidos louvores. Outrossim, para que ao Breviário correspondesse o Missal, como é justo e conveniente (já que é soberanamente oportuno que, na Igreja de Deus, haja uma só maneira de salmodiar e um só rito para celebrar a Missa), parecia-nos necessário providenciar, o mais cedo possível, o restante desta tarefa, ou seja, a edição do Missal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Para tanto, julgamos dever confiar este trabalho a uma comissão de homens eruditos. Estes começaram por cotejar cuidadosamente todos os textos com os antigos de nossa Biblioteca Vaticana e com outros, quer corrigidos, quer sem alteração, que foram requisitados de toda parte. Depois, tendo consultado os escritos dos antigos e de autores aprovados, que nos deixaram documentos relativos à organização destes mesmos ritos, eles restituíram o Missal propriamente dito à norma e ao rito dos Santos Padres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Este Missal assim revisto e corrigido, Nós, após madura reflexão, mandamos que seja impresso e publicado em Roma, a fim de que todos possam tirar os frutos desta disposição e do trabalho empreendido, de tal sorte que os padres saibam de que preces devem servir-se e quais os ritos, quais as cerimônias, que devem observar doravante na celebração das Missas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - E a fim de que todos, e em todos os lugares, adotem e observem as tradições da Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas: nas Igrejas Patriarcais, Catedrais, Colegiais, Paroquiais, quer seculares quer regulares, de qualquer Ordem ou Mosteiro que seja, de homens ou de mulheres, inclusive os das Ordens Militares, igualmente nas Igrejas ou Capelas sem encargo de almas nas quais a Missa conventual deve, segundo o direito ou por costume, ser celebrada em voz alta com coro, ou em voz baixa, segundo o rito da Igreja Romana, ainda quando estas mesmas Igrejas, de qualquer modo isentas, estejam munidas de um indulto da Sé Apostólica, de costume, de um privilégio, até de um juramento, de uma confirmação apostólica ou de quaisquer outras espécies de faculdades. A não ser que, ou por uma instituição aprovada desde a origem pela Sé Apostólica, ou então em virtude de um costume, a celebração destas Missas nessas mesmas Igrejas tenha um uso ininterrupto superior a 200 anos. A estas Igrejas Nós, de maneira nenhuma, suprimimos nem a referida instituição, nem seu costume de celebrar a Missa; mas, se este Missal que acabamos de editar lhes agrada mais, com o consentimento do Bispo ou do Prelado, junto com o de todo Capítulo, concedemos-lhes a permissão, não obstante quaisquer disposições em contrário, de poder celebrar a Missa segundo este Missal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Quanto a todas as outras sobreditas Igrejas, por Nossa presente Constituição, que será válida para sempre, Nós decretamos e ordenamos, sob pena de nossa indignação, que o uso de seus missais próprios seja supresso e sejam eles radical e totalmente rejeitados; e, quanto ao Nosso presente Missal recentemente publicado, nada jamais lhe deverá ser acrescentado, nem supresso, nem modificado. Ordenamos a todos e a cada um dos Patriarcas, Administradores das referidas Igrejas, bem como a todas as outras pessoas revestidas de alguma dignidade eclesiástica, mesmo Cardeais da Santa Igreja Romana, ou dotados de qualquer outro grau ou preeminência, e em nome da santa obediência, rigorosamente prescrevemos que todas as outras práticas, todos os outros ritos, sem exceção, de outros missais, por mais antigos que sejam, observados por costume até o presente, sejam por eles absolutamente abandonados para o futuro e totalmente rejeitados; cantem ou rezem a Missa segundo o rito, o modo e a norma por Nós indicados no presente Missal, e na celebração da Missa, não tenha a audácia de acrescentar outras cerimônias nem de recitar outras orações senão as que estão contidas neste Missal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8 - Além disso, em virtude de Nossa Autoridade Apostólica, pelo teor da presente Bula, concedemos e damos o indulto seguinte: que, doravante, para cantar ou rezar a Missa em qualquer Igreja, se possa, sem restrição seguir este Missal com permissão e poder de usá-lo livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa encorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9 - Da mesma forma decretamos e declaramos que os Prelados, Administradores, Cônegos, Capelães e todos os outros Padres seculares, designados com qualquer denominação, ou Regulares, de qualquer Ordem, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10 - Não obstante todas as decisões e costumes contrários anteriores, de qualquer espécie: Constituições e Ordenações Apostólicas, ou Constituições e Ordenações, tanto gerais como especiais, publicadas em Concílios Provinciais e Sinodais; não obstante também o uso das Igrejas acima enumeradas, ainda que autorizado por uma prescrição bastante longa e imemorial, mas que não remonte a mais de 200 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11 -Queremos e, pela mesma autoridade, decretamos que, depois da publicação de Nossa presente Constituição e deste Missal, todos os padres sejam obrigados a cantar ou celebrar a Missa de acordo com ele: os que estão na Cúria Romana, após um mês; os que habitam aquém dos Alpes, dentro de três meses; e os que habitam além das montanhas, após seis meses ou assim que encontrem este Missal à venda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12 - E para que em todos os lugares da Terra este Missal seja conservado sem corrupção e isento de incorreções e erros, por nossa Autoridade Apostólica e em virtude das presentes, proibimos a todos os impressores domiciliados nos lugares submetidos, direta ou indiretamente, à Nossa autoridade e à Santa Igreja Romana, sob pena de confiscação dos livros e de uma multa de 200 ducados de ouro, pagáveis à Câmara Apostólica, bem como aos outros domiciliados em qualquer outro lugar do mundo, sob pena de excomunhão ipso facto e de outras penas a Nosso alvitre, se arroguem, por temerária audácia, o direito de imprimir, oferecer ou aceitar esta Missa, de qualquer maneira, sem nossa permissão, ou sem uma licença especial de um Comissário Apostólico por Nós estabelecido, para estes casos, nos países interessados, e sem que antes, este Comissário ateste plenamente que confrontou com o Missal impresso em Roma, segundo a impressão típica, um exemplar do Missal destinado ao mesmo impressor, que lhe sirva de modelo para imprimir os outros, e que este concorda com aquele e dele não difere absolutamente em nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13 - E como seria difícil transmitir a presente Bula a todos os lugares do mundo cristão e levá-la imediatamente ao conhecimento de todos, ordenamos que, segundo o costume, ela seja publicada e afixada às portas da Basílica do Príncipe dos Apóstolos e da Chancelaria Apostólica, bem como no Campo de Flora. Ordenamos igualmente que aos exemplares mesmo impressos desta Bula, subscritos pela mão de um tabelião público e munidos, outrossim, do Selo de uma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, seja dada, no mundo inteiro, a mesma fé inquebrantável que se daria à presente, caso mostrada ou exibida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14 - Assim, portanto, que a ninguém absolutamente seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bemaventurados Apóstolos Pedro e Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dado em Roma perto de São Pedro, no ano da Encarnação do Senhor mil quinhentos e setenta, no dia 14 de Julho, quinto de Nosso Pontificado – Pio Papa V.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano de 1570, indict. 13, no dia 19 de Julho, 5º ano do Pontificado do nosso Santo Padre em Cristo Pio V, Papa pela Providência divina, as cartas anexas foram publicadas e afixadas nas portas da Basílica do Príncipe dos Apóstolos e da Chancelaria Apostólica e de igual maneira à extremidade do Campo Flora como de costume, por nós Jean Roger e Philibert Cappuis, camareiros, Scipico de Ottaviani, Primeiro Camareiro.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Quanta_Cura</id>
		<title>Quanta Cura</title>
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				<updated>2010-07-08T11:27:52Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;                                                          &lt;br /&gt;
'''CARTA ENCÍCLICA QUANTA CURA DO PAPA PIO IX SOBRE OS PRINCIPAIS ERROS DA ÉPOCA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Com quanto cuidado e pastoral vigilância cumpriram em todo tempo os Romanos Pontífices, Nossos Predecessores, a missão a eles confiada pelo próprio Cristo Nosso Senhor, na pessoa de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos - com o encargo de apascentar as ovelhas e os cordeiros, já nutrindo a toda a grei do Senhor com os ensinamentos da fé, já imbuindo-a com doutrinas sadias e apartando-a dos pastos envenenados, de todos, mas muito especialmente de vós, Veneráveis Irmãos, é perfeitamente conhecido e sabido. Porque, na verdade, Nossos Predecessores, defensores e vindicadores da sacrossanta religião católica, da verdade e da justiça, plenos de solicitude pelo bem das almas de modo extraordinário, nada cuidaram tanto como descobrir e condenar com suas Cartas e Constituições, plenas de sabedoria, todas as heresias e erros que, contrários a nossa fé divina, a doutrina da Igreja católica, a honestidade dos costumes e a eterna salvação dos homens, levantaram com frequência graves tormentas, e trouxeram lamentáveis ruínas sobre a Igreja como também sobre a própria sociedade civil. Por isso, Nossos Predecessores, com apostólica fortaleza resistiram sem cessar às iníquas maquinações dos malvados que, lançando como as ondas do feroz mar a espuma de suas conclusões, e prometendo liberdade, quando na realidade eram escravos do mal, trataram com suas enganosas opiniões e com seus escritos perniciosos de destruir os fundamentos da ordem religiosa e da ordem social, de retirar do meio toda virtude e justiça, de perverter todas as almas, de separar os incautos - e, sobre tudo, a inexperiente juventude - da recta norma dos costumes sadios, corrompendo-a miseravelmente, para enredá-la nas armadilhas do erro e, por último, arrancá-la do seio da Igreja católica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Por isso, como bem o sabeis, Veneráveis Irmãos, apenas Nós, por um secreto desígnio da Divina Providência, mas sem mérito nenhum Nosso, fomos elevados a esta Cátedra de Pedro; ao ver, com profunda dor de Nosso coração, a horrorosa tormenta levantada por tantas opiniões perversas, assim como ao examinar os danos tão graves como dignos de lamentar com que tais erros afligiam o povo cristão; por dever de Nosso apostólico ministério, e seguindo os passos ilustres de Nossos Predecessores, levantamos Nossa voz, e por meio de várias Cartas encíclicas divulgadas pela imprensa e com as Alocuções contidas no Consistório, assim como por outros Documentos apostólicos, condenamos os erros principais de nossa época tão desgraçada, excitamos vossa exímia vigilância episcopal, e com todo Nosso poder avisamos e exortamos a Nossos caríssimos filhos para que abominassem tão horrendas doutrinas e não se contagiassem delas. E especialmente em Nossa primeira Encíclica, de 9 de Novembro de 1846 a vós dirigida, e nas Alocuções consistoriais, de 9 de Dezembro de 1854 e de 9 de Junho de 1862, condenamos as monstruosas opiniões que, com grande dano das almas e detrimento da própria sociedade civil, hoje em dia imperam; erros que não só tratam de arruinar a Igreja católica, com sua saudável doutrina e seus direitos sacrossantos, mas também a própria eterna lei natural gravada por Deus em todos os corações e ainda a recta razão. São esses os erros, dos quais se derivam quase todos os demais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Mas, embora não temos deixado Nós de proscrever e condenar estes tão importantes erros, sem embargo, a causa da Igreja católica e a salvação das almas de Deus Nos há confiado, e até o próprio bem comum exigem imperiosos que de novo excitemos vossa pastoral solicitude para combater outras depravadas opiniões que também se derivam daqueles erros como de sua fonte. Opiniões falsas e perversas, que tanto mais se hão de detestar quanto que tendem a impedir e ainda suprimir o poder saudável que até o final dos séculos deve exercer livremente a Igreja católica por instituição e mandato de seu divino Fundador, sobre os homens em particular e também sobre as nações, povos e governantes supremos; erros que tratam, igualmente, de destruir a união e a mútua concórdia entre o Sacerdócio e o Império, que sempre foi tão proveitosa para a Igreja, como para o próprio Estado[1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabeis muito bem, Veneráveis Irmãos, que em nosso tempo há não poucos que, aplicando à sociedade civil o ímpio e absurdo princípio chamado de naturalismo, atrevem-se a ensinar &amp;quot;que a perfeição dos governos e o progresso civil exigem imperiosamente que a sociedade humana se constitua e se governe sem preocupar-se em nada com a religião, como se esta não existisse, ou, pelo menos, sem fazer distinção nenhuma entre a verdadeira religião e as falsas&amp;quot;. E, contra a doutrina da Sagrada Escritura, da Igreja e dos Santos Padres, não duvidam em afirmar que &amp;quot;a melhor forma de governo é aquela em que não se reconheça ao poder civil a obrigação de castigar, mediante determinadas penas, os violadores da religião católica, senão quando a paz pública o exija&amp;quot;. E com esta ideia do governo social, absolutamente falsa, não hesitam em consagrar aquela opinião errónea, em extremo perniciosa à Igreja católica e à saúde das almas, chamada por Gregório XVI, Nosso Predecessor, de feliz memória., loucura[2], isto é, que &amp;quot;a liberdade de consciências e de cultos é um direito próprio de cada homem, que todo Estado bem constituído deve proclamar e garantir como lei fundamental, e que os cidadãos têm direito à plena liberdade de manifestar suas ideias com a máxima publicidade - seja de palavra, seja por escrito, seja de outro modo qualquer, sem que autoridade civil nem eclesiástica alguma possam reprimir em nenhuma forma&amp;quot;. Ao sustentar afirmação tão temerária, não pensam nem consideram que com isso pregam a liberdade de perdição[3], e que, se se dá plena liberdade para a disputa dos homens, nunca faltará quem se atreva a resistir à Verdade, confiado na loquacidade da sabedoria humana mas Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo ensina como a fé e a prudência cristã hão de evitar esta vaidade tão danosa[4].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. E, quando na sociedade civil é desterrada a religião e ainda repudiada a doutrina e autoridade da mesma revelação, também se obscurece e até se perde a verdadeira ideia da justiça e do direito, em qual lugar triunfam a força e a violência, claramente se vê por que certos homens, depreciando em absoluto e desejando a um lado os princípios mais firmes da sã razão, se atrevem a proclamar que &amp;quot;a vontade do povo manifestada pela chamada opinião pública ou de outro modo, constitui uma suprema lei, livre de todo direito divino ou humano; e que na ordem política os fatos consumados, pelo mesmo que são consumados, têm já valor de direito&amp;quot;. Mas, quem não vê e não sente claramente que uma sociedade, subtraída as leis da religião e da verdadeira justiça, não pode ter outro ideal que acumular riquezas, nem seguir mais lei, em todos seus actos, que um insaciável desejo de satisfazer a concupiscência indomável do espírito servindo tão somente a seus próprios prazeres e interesses? Por isso, esses homens, com ódio verdadeiramente cruel, perseguem as Ordens religiosas, tão beneméritas da sociedade cristã, civil e até literária, e gritam blasfémias que aquelas não têm razão alguma de existir, fazendo assim eco dos erros dos hereges. Como sabiamente ensinou Nosso Predecessor de feliz e recente memória Pio VI, &amp;quot;a abolição das religiões prejudica o estado de pública profissão dos conselhos evangélicos, tão recomendada na vida da Igreja, em consonância com a doutrina apostólica, e condena os próprios fundadores que veneramos nos altares, os quais, inspirados por Deus, formaram suas próprias religiões&amp;quot;[5]. Levam sua impiedade a proclamar que se deve retirar à Igreja e aos fiéis a faculdade de &amp;quot;distribuir caritativamente esmola em público&amp;quot;, e que deve &amp;quot;abolir-se a lei proibitiva, em determinados dias, das obras servis, para dar culto a Deus&amp;quot;: com suma falácia pretendem que aquela faculdade e esta lei &amp;quot;estão em oposição aos postulados de uma verdadeira economia política&amp;quot;. E, não contentes com que a religião seja afastada da sociedade, querem também arrancá-la da própria vida familiar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Apoiando-se no funestíssimo erro do comunismo e socialismo, asseguram que &amp;quot;a sociedade doméstica deve toda sua razão de ser somente ao direito civil e que, por tanto, somente da lei civil se derivam e dependem todos os direitos dos pais sobre os filhos e, sobretudo, do direito da instrução e da educação&amp;quot;. Com essas máximas tão ímpias como suas tentativas, não intentam esses homens tão falazes senão subtrair, por completo, a saudável doutrina e influência da Igreja à instrução e educação da juventude, para assim infeccionar e depravar miseravelmente as ternas e inconstantes almas dos jovens com os erros mais perniciosos e com toda sorte de vícios. Com efeito; todos quantos maquinavam perturbar a Igreja ou o Estado, destruir a recta ordem da sociedade, e assim suprimir todos os direitos divinos e humanos, dirigiram seu empenho e esforços no intuito e enganar e depravar, como já fizemos anotar, a juventude, em cuja corrupção depuseram toda a sua esperança. Esta é a razão por que o clero - secular e regular - apesar dos entendidos elogios que um e outro tem merecido em todos os tempos, como o testemunham os mais antigos documentos históricos, assim na ordem religiosa como no civil e literário, é objecto de suas mais nefandas perseguições; e andam dizendo que esse Clero &amp;quot;por ser inimigo da verdade, da ciência e do progresso deve ser apartado de toda ingerência na instrução da juventude&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Por outro lado, renovando os erros, tantas vezes condenados, dos protestantes, atrevem-se a dizer, sem vergonha nenhuma, que a suprema autoridade da Igreja e desta Sé Apostólica, que outorgou Nosso Senhor Jesus Cristo, depende em absoluto da autoridade civil; negam à própria Sé Apostólica e à Igreja todos os direitos que tem nas coisas que se referem à ordem exterior. Nem se pejam de afirmar que &amp;quot;as leis da Igreja não obrigam a consciência, senão se promulgada pela autoridade civil; que os documentos e os decretos dos Romanos Pontífices, até os tocantes à Igreja, necessitam da sanção e aprovação - ou pelo menos do assentimento do poder civil; que as Constituições apostólicas[6] - pelos que se condenam as sociedades clandestinas ou aquelas em que se exige o juramento de manter o secreto, e que se excomungam seus adeptos e fautores não têm força nenhuma naqueles países onde vivem toleradas pela autoridade civil; que a excomunhão lançada pelo Concílio de Trento e pelos Romanos Pontífices contra os invasores e usurpadores dos direitos e bens da Igreja, apoia-se numa confusão da ordem espiritual com o civil e político, e que não tem outra finalidade que promover interesses mundanos; que a Igreja nada deve mandar que obrigue a as consciências dos fiéis na ordem ao uso das coisas temporais; que a Igreja não tem direito de castigar com penas temporais os que violam suas leis; que é conforme a Sagrada Teologia e aos princípios do Direito público que a propriedade dos bens possuídos pelas Igrejas, Ordens religiosas e outros lugares piedosos, há de atribuir-se e vindicar-se para a autoridade civil&amp;quot;. Não se pejam de confessar aberta e publicamente o herético princípio, de que nascem tão perversos erros e opiniões, isto é, &amp;quot;que o poder da Igreja não é por direito divino distinta e independente do poder civil, e que tal distinção e independência não se podem guardar sem que sejam invadidos e usurpados pela Igreja os direitos essenciais do poder civil&amp;quot;. Nem podemos passar em silêncio a audácia de quem, não podendo tolerar os princípios da sã doutrina, pretendem &amp;quot;que aos juízos e decretos da Sé Apostólica, que têm por objecto o bem geral da Igreja, e seus direitos e sua disciplina, enquanto não toquem os dogmas da fé e dos costumes, se pode negar assentimento e obediência, sem pecado e sem nenhuma violação da fé católica&amp;quot;. Esta pretensão é tão contrária ao dogma católico do pleno poder divinamente dado pelo próprio Cristo Nosso Senhor ao Romano Pontífice para apascentar, reger e governar a Igreja, que não há quem não o veja e entenda clara e abertamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Em meio de esta tão grande perversidade de opiniões depravadas, Nós, com plena consciência de Nossa missão apostólica, e com grande solicitude pela religião, pela sã doutrina e pela saúde das almas a Nos divinamente confiadas, assim como até pelo próprio bem da sociedade humana, temos julgado necessário levantar de novo Nossa voz apostólica. Portanto, todas e cada uma das perversas opiniões e doutrinas determinadamente especificadas nesta Carta, com Nossa autoridade apostólica as reprovamos, proscrevemos e condenamos; e queremos e mandamos que todas elas sejam tidas pelos filhos da Igreja como reprovadas, proscritas e condenadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. A par disso, bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como hoje esses inimigos de toda verdade e de toda justiça, adversários encarniçados de nossa santíssima Religião, por meio de venenosos livros, libelos e periódicos, espalhados por todo o mundo, enganam os povos, mentem maliciosamente e propagam outras doutrinas ímpias, das mais variadas espécies.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Não ignorais que também se encontram em nosso tempo aqueles que, movidos pelo espírito de Satanás e incitados por ele, chegam a tal impiedade que não temem atacar o próprio Rei Senhor Nosso Jesus Cristo, negando sua divindade com frases insolentes e criminosas. E aqui não podemos deixar de louvar, Veneráveis Irmãos, vosso zelo, pois contínua e esforçadamente haveis alçado vossa voz contra tanta impiedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Assim, pois, com esta Nossa carta de novo falamos a vós que, chamados a participar de Nossa solicitude pastoral, Nos servis - em meio de Nossas grandes dores- de consolo, alegria e ânimo, pela excelsa religiosidade e piedade que os distinguem, assim como pelo admirável amor, fidelidade e devoção com que, em união íntima e cordial connosco e com esta Sé Apostólica, os consagrais a levar a pesada carga de vosso gravíssimo ministério episcopal. Na verdade que de vosso excelente zelo pastoral esperamos que, empunhando a espada do espírito - a palavra de Deus - e confortados com a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, redobrais vossos esforços e cada dia trabalheis mais ainda para que todos os fiéis confiados a vosso cuidado se abstenham das más ervas, que Jesus Cristo não cultiva porque não são plantação do Pai[7]. E não deixeis de inculcar sempre aos próprios fiéis que toda a verdadeira felicidade humana provém de Nossa augusta religião e de sua doutrina e exercício; que é feliz aquele povo, cujo Senhor é seu Deus[8]. Ensinai que os reinos subsistem[9] apoiados no fundamento da fé católica, e que nada há tão mortífero e tão perto do precipício, tão exposto a todos os perigos, como pensar que, podendo bastar-nos a nós mesmos pelo livre arbítrio recebido ao nascer, por isso, nada mais temos de pedir a Deus: isto é, esquecemos de Nosso Criador e abjurar seu poderio, para assim mostrarmos plenamente livres[10]. Tampouco omitais o ensinamento que a potestade real não se deu somente para governo do mundo, senão também e sobretudo para a defesa da Igreja[11]; e que nada há o que possa dar maior proveito e glória aos reis e príncipes como deixar que a Igreja católica ponha em prática suas próprias leis e não permitir que nada se oponha a sua liberdade, segundo ensinava outro sapientíssimo e fortíssimo Predecessor Nosso, São Félix quando inculcava ao imperador Zenão. Pois certo é que, ao se tratar das causas de Deus, é bom que em tudo isso a vontade régia se esforce em submeter-se aos sacerdotes de Cristo e não antepor-se aos mesmos, segundo o que o próprio Deus há determinado.[12].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Mas, se sempre foi necessário, Veneráveis Irmãos, agora de modo especial, no meio de tão grandes calamidades para a Igreja e para a sociedade civil, no meio de tão grande conspiração de inimigos contra o catolicismo e esta Sé Apostólica, entre cúmulo tão grande de erros, é absolutamente indispensável que recorramos confiados ao Trono da graça para conseguir misericórdia e encontrar a graça com o oportuno auxílio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo qual queremos excitar a devoção de todos os fiéis, para que, junto com Nós e com Vós, no fervor e humildade das orações, roguem e supliquem incessantemente ao clementíssimo Pai das luzes e da misericórdia; e com plena fé recorram sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo, que para Deus nos redimiu com seu Sangue; e com fervor peçam continuamente a seu Coração dulcíssimo, vítima de sua ardente caridade connosco, para que com os motivos de seu amor todo nos atraia até si, de sorte que inflamados todos os homens em seu amor santíssimo caminhem rectamente segundo seu Coração, agradando a Deus em todo e frutificando em toda boa obra. E sendo, indubitavelmente, mais gratas a Deus as orações dos homens, quando esses recorrem a Ele com alma limpa de toda impureza, temos determinado abrir com Apostólica liberalidade aos fiéis cristãos os celestiais tesouros da Igreja confiados ao Nosso cuidado, a fim de que os próprios fiéis, mais fervorosamente abrasados na verdadeira piedade e purificados pelo sacramento da Penitência das manchas de seus pecados, com maior confiança dirijam a Deus suas orações e consigam sua graça e sua misericórdia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. Por meio, pois, destas Letras, com Nossa Autoridade Apostólica, a todos e a cada um dos fiéis do mundo católico, de um e de outro sexo, concedemos a Indulgência Plenária em forma de Jubileu, tão somente por espaço de um mês, até terminar o próximo ano de 1865, e não mais, na forma que determineis vós Veneráveis Irmãos, e os demais legítimos Ordinários, segundo o modo e maneira com que no começo de Nosso Pontificado o concedemos por Nossas Letras apostólicas em forma de Breve, dadas no dia 20 de Novembro do ano de 1846, enviadas a todos os Bispos, Arcano Divinae Providentiae concilio, e com todas as faculdades que Nós por meio daquelas Letras concedíamos. E queremos que se guardem todas as prescrições dessas ditas Letras, e se excetue o que declaramos exceptuado. O qual concedemos, não obstante qualquer coisa em contrário, até as dignas de especial e individual menção e derrogação. E a fim de que desapareça toda dúvida e dificuldade, temos ordenado que se os mandem cópias de ditas letras. Roguemos - Veneráveis Irmãos- do fundo de nosso coração e com toda a alma a misericórdia de Deus, porque Ele mesmo disse: &amp;quot;Não afastarei deles a minha misericórdia&amp;quot;. Peçamos e receberemos; e se o auxílio se fizer esperar, pensemos que temos pecado gravemente; chamemos, porque a porta será aberta ao que chamar, contanto que se bata a porta com orações, com gemidos e com lágrimas, insistindo nós e perseverando; e que seja unânime Nossa oração. Cada um rogue a Deus não somente por si mesmo, mas também por todos os Irmãos, como o Senhor nos ensinou a rezar[13]. E para que o Senhor conceda mais facilmente as nossas orações e as vossas e as de todos os fiéis, ponhamos por intercessora junto a Ele, com toda confiança, a Imaculada e Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, que aniquilou todas as heresias no mundo, e que, Mãe amantíssima de todos nós, é toda doce... e plena de misericórdia..., a todos se oferece propicia e a todos clementíssima; e com singular amor amplíssimo tem compaixão das necessidades de todos[14], e como Reina que está a direita de seu Unigénito Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, com manto de ouro e adornada com todas as graças, nada há que Ela não possa obter Dele Peçamos também o auxilio do beatíssimo Pedro, Príncipe dos Apóstolos e de seu co-apóstolo Paulo e de todos os Santos que, amigos de Deus, já chegaram ao reino celestial e coroados possam a palma, e que, seguros de sua imortalidade, estão solícitos por Nossa salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, pedindo a Deus de todo coração para Vós a abundância de suas graças celestiais, como prenda de Nossa singular benevolência, com todo amor os damos do íntimo de Nosso coração Nossa Apostólica Bênção, a vós mesmos, Veneráveis Irmãos, e a todos os clérigos e fiéis confiados a vossos cuidados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Dado em Roma, junto a São Pedro, em 8 de Dezembro de 1864, dez anos depois da definição dogmática da Imaculada Conceição da Virgem Mãe de Deus, décimo nono ano de Nosso Pontificado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
Referências:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] Gregório XVI, enc. Mirari, 15.08.1852. &lt;br /&gt;
[2] Ibid. &lt;br /&gt;
[3] S. Agostinho, Ep. 105 (al. 166). &lt;br /&gt;
[4] S. Leão Magno, Ep. 14 (al 133) 2, edit. Ball. &lt;br /&gt;
[5] Ep. ad Card. De a Rochefoucault, 10.03.1791. &lt;br /&gt;
[6] Clenente XII, In eninenti; Benedito XIV Providas Romanorum; Pio VII, Ecclesiam; Leão XII, Qua graviora. &lt;br /&gt;
[7] S. Inácio, M. ad Phiadoph., 3. &lt;br /&gt;
[8] Salmo 143. &lt;br /&gt;
[9] S. Celestino, Ep. 22 ad Sen. Ephes. apud Coust., 1200. &lt;br /&gt;
[10] S. Inocêncio I, Ep. 29 ad episc. comc. Carthag. apud Coust., 891. &lt;br /&gt;
[11] S. Leão, Ep. 156 (al. 125). &lt;br /&gt;
[12] Pio VII, enc. Diu satis, 15.05.1800. &lt;br /&gt;
[13] S. Cipriano, Ep. 11. &lt;br /&gt;
[14] S. Bernardo, Sermo de duodecim praerogativis B.M.V. ex verbis Apocalep.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

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		<title>Tra le sollicitudine - sobre a Música Sacra</title>
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				<updated>2010-07-06T20:53:47Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: Criou página com 'Papa São Pio X Sobre a Música Sacra 22 de novembro de 1903  INTRODUÇÃO  Entre os cuidados do ofício pastoral, não somente desta Suprema Cátedra, que por imperscrutável di…'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa São Pio X Sobre a Música Sacra 22 de novembro de 1903&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os cuidados do ofício pastoral, não somente desta Suprema Cátedra, que por imperscrutável disposição da Providência, ainda que indigno, ocupamos, mas também de todas as Igrejas particulares, é, sem dúvida, um dos principais o de manter e promover o decoro da Casa de Deus, onde se celebram os augustos mistérios da religião e o povo cristão se reúne, para receber a graça dos Sacramentos, assistir ao Santo Sacrifício do altar, adorar o augustíssimo Sacramento do Corpo do Senhor e unir-se à oração comum da Igreja na celebração pública e solene dos ofícios litúrgicos. Nada, pois, deve suceder no templo que perturbe ou, sequer, diminua a piedade e a devoção das fiéis, nada que dê justificado motivo de desgosto ou de escândalo, nada, sobretudo, que diretamente ofenda o decoro e a santidade das sacras funções e seja por isso indigno da Casa de Oração e da majestade de Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não nos ocupamos de cada um dos abusos que nesta matéria podem ocorrer. A nossa atenção dirige-se hoje para um dos mais comuns, dos mais difíceis de desarraigar e que às vezes se deve deplorar em lugares onde tudo o mais é digno de máximo encômio! beleza e suntuosidade do templo, esplendor e perfeita ordem das cerimônias, freqüência do clero, gravidade e piedade dos ministros do altar. Tal é o abuso em matéria de canto e Música Sacra. E de fato, quer pela natureza desta arte de si flutuante e variável, quer pela sucessiva alteração do gosto e dos hábitos no correr dos tempos, quer pelo funesto influxo que sobre a arte sacra exerce a arte profana e teatral, quer pelo prazer que a música diretamente produz e que nem sempre é fácil conter nos justos limites, quer, finalmente, pelos muitos preconceitos, que em tal assunto facilmente se insinuam e depois tenazmente se mantêm, ainda entre pessoas autorizadas e piedosas, há uma tendência contínua para desviar da reta norma, estabelecida em vista do fim para que a arte se admitiu ao serviço do culto, e expressa nos cânones eclesiásticos, nas ordenações dos Concílios gerais e provinciais, nas prescrições várias vezes emanadas das Sagradas Congregações Romanas e dos Sumos Pontífices Nossos Predecessores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com verdadeira satisfação da alma nos apraz recordar o muito bem que nesta parte se tem feito nos últimos decênios, também nesta nossa augusta cidade de Roma e em muitas Igrejas da Nossa pátria, mas em modo muito particular em algumas nações, onde homens egrégios e zelosos do culto de Deus, com aprovação desta Santa Sé e dos Bispos, se uniram em florescentes sociedades e reconduziram ao seu lugar de honra a Música Sacra em quase todas as suas Igrejas e Capelas. Este progresso está todavia ainda muito longe de ser comum a todos; e se consultarmos a nossa experiência pessoal e tivermos em conta as reiteradas queixas, que de todas as partes Nos chegaram neste pouco tempo decorrido, desde que aprouve ao Senhor elevar a Nossa humilde Pessoa à suprema culminância do Pontificado Romano, sem protrairmos por mais tempo, cremos que é nosso primeiro dever levantar a voz para reprovação e condenação de tudo que nas funções do culto e nos ofícios eclesiásticos se reconhece desconforme com a reta norma indicada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo de fato nosso vivíssimo desejo que o espírito cristão refloresça em tudo e se mantenha em todos os fiéis, é necessário prover antes de mais nada à santidade e dignidade do templo, onde os fiéis se reúnem precisamente para haurirem esse espírito da sua primária e indispensável fonte: a participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja. E debalde se espera que para isso desça sobre nós copiosa a bênção do Céu, quando o nosso obséquio ao Altíssimo, em vez de ascender em odor de suavidade, vai pelo contrário repor nas mãos do Senhor os flagelos, com que uma vez o Divino Redentor expulsou do templo os indignos profanadores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, para que ninguém doravante possa alegar a desculpa de não conhecer claramente o seu dever, e para que desapareça qualquer equívoco na interpretação de certas determinações anteriores, julgamos oportuno indicar com brevidade os princípios que regem a Música Sacra nas funções do culto e recolher num quadro geral as principais prescrições da Igreja contra os abusos mais comuns em tal matéria. E por isso, de própria iniciativa e ciência certa, publicamos a Nossa presente instrução; será ela como que um código jurídico de Música Sacra; e, em virtude da plenitude de Nossa Autoridade Apostólica, queremos que se lhe dê força de lei, impondo a todos, por este Nosso quirógrafo, a sua mais escrupulosa observância. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. Princípios gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. A música sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. A música concorre para aumentar o decoro e esplendor das sagradas cerimônias; e, assim como o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico proposto à consideração dos fiéis, assim o seu fim próprio é acrescentar mais eficácia ao mesmo texto, a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade e se preparem melhor para receber os frutos da graça, próprios da celebração dos sagrados mistérios. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Por isso a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade. - Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo como é desempenhada pelos executantes. Deve ser arte verdadeira, não sendo possível que, doutra forma, exerça no ânimo dos ouvintes aquela eficácia que a Igreja se propõe obter ao admitir na sua liturgia a arte dos sons. Mas seja, ao mesmo tempo, universal no sentido de que, embora seja permitido a cada nação admitir nas composições religiosas aquelas formas particulares, que em certo modo constituem o caráter específico da sua música própria, estas devem ser de tal maneira subordinadas aos caracteres gerais da música sacra que ninguém doutra nação, ao ouvi-las, sinta uma impressão desagradável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. Gêneros de Música Sacra &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Estas qualidades se encontram em grau sumo no canto gregoriano, que é por conseqüência o canto próprio da Igreja Romana, o único que ela herdou dos antigos Padres, que conservou cuidadosamente no decurso dos séculos em seus códigos litúrgicos e que, como seu, propõe diretamente aos fiéis, o qual estudos recentíssimos restituíram à sua integridade e pureza. Por tais motivos, o canto gregoriano foi sempre considerado como o modelo supremo da música sacra, podendo com razão estabelecer-se a seguinte lei geral: Uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo. O canto gregoriano deverá, pois, restabelecer-se amplamente nas funções do culto, sendo certo que uma função eclesiástica nada perde da sua solenidade, mesmo quando não é acompanhada senão da música gregoriana. Procure-se nomeadamente restabelecer o canto gregoriano no uso do povo, para que os fiéis tomem de novo parte mais ativa nos ofícios litúrgicos, como se fazia antigamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. As sobreditas qualidades verificam-se também na polifonia clássica, especialmente na da escola romana, que no século XVI atingiu a sua maior perfeição com as obras de Pedro Luís de Palestrina, e que continuou depois a produzir composições de excelente qualidade musical e litúrgica. A polifonia clássica, aproximando-se do modelo de toda a música sacra, que é o canto gregoriano, mereceu por esse motivo ser admitida, juntamente com o canto gregoriano, nas funções mais solenes da Igreja, quais são as da Capela Pontifícia. Por isso também essa deverá restabelecer-se nas funções eclesiásticas, principalmente nas mais insignes basílicas, nas igrejas catedrais, nas dos Seminários e outros institutos eclesiásticos, onde não costumam faltar os meios necessários. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. A Igreja tem reconhecido e favorecido sempre o progresso das artes, admitindo ao serviço do culto o que o gênio encontrou de bom e belo através dos séculos, salvas sempre as leis litúrgicas. Por isso é que a música mais moderna é também admitida na Igreja, visto que apresenta composições de tal qualidade, seriedade e gravidade que não são de forma alguma indigna das funções litúrgicas. Todavia, como a música moderna foi inventada principalmente para uso profano, deverá vigiar-se com maior cuidado por que as composições musicais de estilo moderno, que se admitem na Igreja, não tenham coisa alguma de profana, não tenham reminiscências de motivos teatrais, e não sejam compostas, mesmo nas suas formas externas, sobre o andamento das composições profanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Entre os vários gêneros de música moderna, o que parece menos próprio para acompanhar as funções do culto é o que tem ressaibos de estilo teatral, que durante o século XVI esteve tanto em voga, sobretudo na Itália. Este, por sua natureza, apresenta a máxima oposição ao canto gregoriano e à clássica polifonia, por isso mesmo às leis mais importantes de toda a boa música sacra. Além disso, a íntima estrutura, o ritmo e o chamado convencionalismo de tal estilo não se adaptam bem às exigências da verdadeira música litúrgica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III. Texto Litúrgico &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. A língua própria da Igreja Romana é a latina. Por isso é proibido cantar em língua vulgar, nas funções litúrgicas solenes, seja o que for, e muito particularmente, tratando-se das partes variáveis ou comuns da Missa e do Ofício.&lt;br /&gt;
8. Estando determinados, para cada função litúrgica, os textos que hão de musicar-se e a ordem por que se devem cantar, não é lícito alterar esta ordem, nem substituir os textos prescritos por outros, nem omiti-los na íntegra ou em parte, a não ser que as Rubricas litúrgicas permitam suprir, com órgão, alguns versículos do texto, que são simplesmente recitados no côro. É permitido somente, segundo o costume romano, cantar um motete em honra do S. Sacramento depois do Benedictus da Missa solene. Permite-se outrossim que, depois de cantado o ofertório prescrito, se possa executar, no tempo que resta, um breve motete sobre palavras aprovadas pela Igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. O texto litúrgico tem de ser cantado como se encontra nos livros aprovados, sem posposição ou alteração das palavras, sem repetições indevidas, sem deslocar as silabas, sempre de modo inteligível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV. Forma externa das composições&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. As várias artes da Missa e Ofício devem conservar, até musicalmente, a forma que a tradição eclesiástica lhes deu, e que se encontra admiravelmente expressada no canto gregoriano. É, pois, diverso o modo de compor um Intróito, um Gradual, uma Antífona, um Hino, um Glória in excelsis, etc. Observem-se, em particular, as normas seguintes: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) O Kyrie, o Glória, o Credo, etc., da Missa, devem conservar a unidade de composição própria do texto. Por conseguinte, não é lícito compô-las como peças separadas, de modo que, cada uma destas forme uma composição musical tão completa que possa separar-se das restantes e ser substituída por outra. &lt;br /&gt;
b) No ofício de Vésperas deve seguir-se, ordinariamente, a norma do &amp;quot;Caeremoniale Episcoporum&amp;quot; que prescreve o canto gregoriano para a salmodia, e permite a música figurada nos versículos do Gloria Patri e no hino. Contudo, é permitido, nas maiores solenidades, alternar o canto gregoriano do coro com os chamados &amp;quot;falsibordoni&amp;quot;. Poderá também conceder-se, uma vez por outra, que cada um dos salmos seja totalmente musicado, contanto que, em tais composições, se conserve a forma própria da salmodia, isto é, que os cantores pareçam salmodiar entre si, já com motivos musicais novos, já com motivos tirados do canto gregoriano, ou imitados deste. Ficam proibidos, nas cerimônias litúrgicas, os salmos de concerto. &lt;br /&gt;
c) Conserve-se, nas músicas da Igreja, a forma tradicional do hino. Não é permitido compor, por exemplo, o Tantum ergo de modo que a primeira estrofe apresente a forma de romanza, cavatina ou adágio e o Genitori a de alegro. &lt;br /&gt;
d) As antifonas de Vésperas têm de ser cantadas, ordinariamente, com a melodia gregoriana que Ihes é própria. Porém, se em algum caso particular se cantarem em música, não deverão nunca ter a forma de melodia de concerto, nem a amplitude dum motete ou de cantata. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
V. Os cantores &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Excetuadas as melodias próprias do celebrante e dos ministros, que sempre devem ser em gregoriano, sem acompanhamento de órgão, todo o restante canto litúrgico faz parte do coro dos levitas. Por isso, os cantores, ainda que leigos, realizam, propriamente, as funções de coro eclesiástico, devendo as músicas, ao menos na sua maior parte, conservar o caráter de música de coro. Não se entende com isto excluir, de todo, os solos; mas estes não devem nunca predominar de tal maneira que a maior parte do texto litúrgico seja assim executada; deve antes ter o caráter de uma simples frase melódica e estar intimamente ligada ao resto da composição coral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. Os cantores têm na Igreja um verdadeiro ofício litúrgico e, por isso, as mulheres sendo incapazes de tal ofício, não podem ser admitidas a fazer parte do coro ou da capela musical. Querendo-se, pois, ter vozes agudas de sopranos e contraltos, empreguem-se os meninos, segundo o uso antiquíssimo da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13. Finalmente, não se admitam a fazer parte da capela musical senão homens de conhecida piedade e probidade de vida, os quais, com a sua devota e modesta atitude, durante as funções litúrgicas, se mostrem dignos do santo ofício que exercem. Será, além disso, conveniente que os cantores, enquanto cantam na igreja, vistam hábito eclesiástico e sobrepeliz e que, se o coro estiver muito exposto à vista do público, seja resguardado por grades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VI. Órgão e Instrumentos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14. Posto que a música própria da Igreja é a música meramente vocal, contudo também se permite a música com acompanhamento de órgão. Nalgum caso particular, com as convenientes cautelas, poderão admitir-se outros instrumentos, conforme as prescrições do &amp;quot;Caeremoniale Episcoporum&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15. Como o canto tem de ouvir-se sempre, o órgão e os instrumentos devem simplesmente sustentá-lo, e nunca encobri-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16. Não é permitido antepor ao canto extensos prelúdios, ou interrompê-lo com peças de interlúdios. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17. O som do órgão, nos acompanhamentos do canto, nos prelúdios, interlúdios e outras passagens semelhantes, não só deve ser de harmonia com a própria natureza de tal instrumento, isto é, grave, mas deve ainda participar de todas as qualidades que tem a verdadeira música sacra, acima mencionadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18. É proibido, na Igreja, o uso do piano bem como o de instrumentos fragorosos, o tambor, o bombo, os pratos, as campainhas e semelhantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19. É rigorosamente proibido que as bandas musicais toquem nas igrejas, e só em algum caso particular, com o consentimento do Ordinário, será permitida uma escolha limitada, judiciosa e proporcionada ao ambiente de instrumentos de sopro, contanto que a composição seja em estilo grave, conveniente e semelhante em tudo às do órgão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20. Nas procissões, fora da igreja, pode o Ordinário permitir a banda musical, uma vez que não se executem composições profanas. Seria para desejar que a banda se restringisse a acompanhar algum cântico espiritual, em latim ou vulgar, proposto pelos cantores ou pias congregações que tomam parte na procissão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VII. Amplitude da Música Sacra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21. Não é licito, por motivo do canto, fazer esperar o sacerdote no altar mais tempo do que exige a cerimônia litúrgica. Segundo as prescrições eclesiásticas, o Sanctus deve ser cantado antes da elevação, devendo o celebrante esperar que o canto termine, para fazer a elevação. A música da Glória e do Credo, segundo a tradição gregoriana, deve ser relativamente breve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
22. É condenável, como abuso gravíssimo, que nas funções eclesiásticas a liturgia esteja dependente da música, quando é certo que a música é que é parte da liturgia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VIII. Meios principais &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
23. Para o exato cumprimento de quanto fica estabelecido, os Bispos, se ainda não o fizeram, instituam, nas suas dioceses, uma comissão especial de pessoas verdadeiramente competentes na música sacra, à qual confiarão o cargo de vigiar as músicas que se vão executando em suas igrejas para que sejam conformes com estas determinações. Nem atender somente a que sejam boas as músicas, senão também a que correspondam ao valor dos cantores, para haver boa execução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
24. Nos Seminários e nos Institutos eclesiásticos, segundo as prescrições tridentinas, consagrem-se todos os alunos ao estudo do canto gregoriano e os superiores sejam liberais em animar e louvar os seus súditos. Igualmente, onde for possível, promova-se entre os clérigos a fundação de uma schola cantorum para a execução da sagrada polifonia e da boa música litúrgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
25. Nas lições ordinárias de Liturgia, Moral e Direito Canônico, que se dão aos estudantes de teologia, não se deixe de tocar naqueles pontos que, de modo mais particular, dizem respeito aos princípios e leis da música sacra, e procure-se completar a doutrina com alguma instrução especial acerca da estética da arte sacra, para que os clérigos não saiam dos seminários ignorando estas noções, tão necessária à plena cultura eclesiástica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
26. Tenha-se o cuidado de restabelecer, ao menos nas igrejas principais, as antigas scholae cantorum, como se há feito já, com ótimo fruto, em muitos lugares. Não é difícil, ao clero zeloso, instituir tais scholae, mesmo nas igrejas de menor importância, e até encontrará nelas um meio fácil para reunir em volta de si os meninos e os adultos, com proveito para eles e edificação do povo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
27. Procure-se sustentar e promover, do melhor modo, as escolas superiores de música sacra, onde já existem, e concorrer para as fundar, onde as não há. É sumamente importante que a mesma igreja atenda à instrução dos seus mestres de música, organistas e cantores, segundo os verdadeiros princípios da arte sacra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
28. Por último, recomenda-se aos mestres de capela, aos cantores, aos clérigos, aos superiores dos Seminários, Institutos eclesiásticos e comunidades religiosas, aos párocos e reitores de igrejas, aos cônegos das colegiadas e catedrais, e sobretudo aos Ordinários diocesanos, que favoreçam, com todo o zelo, estas reformas de há muito desejadas e por todos unanimemente pedidas, para que não caia em desprezo a autoridade da Igreja que repetidamente as propôs e agora de novo as inculca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dado em o Nosso Palácio do Vaticano, na festa da Virgem e Mártir Santa Cecília, 22 de novembro de 1903, primeiro ano do nosso pontificado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAPA PIO X&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Motu_proprio_Summorum_Pontificum</id>
		<title>Motu proprio Summorum Pontificum</title>
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				<updated>2010-07-06T20:20:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;''Papa Bento XVI'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade &amp;quot;para louvor e glória de seu nome&amp;quot; e &amp;quot;para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde tempos imemoriais até o futuro deve ser respeitado o princípio &amp;quot;segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal não só sobre a doutrina da fé e os sinais sacramentais, mas nos usos universalmente transmitidos pela tradição apostólica contínua. Estes devem manter-se não só para evitar os enganos, mas também para que a fé seja transmitida em sua integridade, já que a regra de oração da Igreja (lex orandi) corresponde a sua regra da fé (lex credendi).&amp;quot; (1) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os Pontífices que expressaram tal preocupação destacam os nomes de São Gregório Magno, quem se preocupou com a transmissão aos novos povos da Europa tanto a fé Católica como os tesouros do culto e a cultura acumulados pelos romanos durante os séculos precedentes. Temos instruções para a forma da Sagrada Liturgia tanto do Sacrifício da Missa como do Ofício Divino tal como eram celebrados na Cidade. Ele fez grandes esforços para promover monges e monjas, que militavam sob a Regra de São Bento, em todo lugar junto com a proclamação do Evangelho para que suas vidas igualmente exemplificassem aquela tão saudável expressão da regra &amp;quot;Nada, pois, antepor-se à Obra de Deus&amp;quot; (capítulo 43). Desta maneira a Sagrada liturgia segundo a maneira romana fez fértil não só a fé e a piedade, mas a cultura de muitos povos. Mais ainda é evidente que a Liturgia Latina em suas diversas formas estimulou a vida espiritual de muitíssimos Santos em cada século da Era Cristã e fortalecido na virtude da religião a tantos povos e fazendo fértil sua piedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, com o fim que a Sagrada Liturgia possa de modo mais eficaz cumprir com sua missão, muitos outros Romanos Pontífices no curso dos séculos vieram a expressar particular preocupação, entre eles São Pio V é eminente, quem com grande zelo pastoral, segundo a exortação do Concílio de Trento, renovou o culto em toda a Igreja, assegurando a publicação de livros litúrgicos corrigidos e &amp;quot;restaurados segundo as normas dos Pais&amp;quot; e os pôs em uso na Igreja Latina. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É evidente que entre os livros litúrgicos de Rito Romano o Missal Romano é eminente. Nasceu na cidade de Roma e gradualmente ao longo dos séculos tomou formas que são muito similares a aquelas em vigor em recentes gerações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Este mesmo objetivo foi açoitado pelos Romanos Pontífices ao longo dos séculos seguintes, assegurando a colocação em dia, definindo os ritos e os livros litúrgicos, e empreendendo, do começo deste século, uma reforma mais geral&amp;quot;. (2) Foi desta forma em que atuaram nossos Predecessores Clemente VIII, Urbano VIII, São Pio X (3), Bento XV, Pio XII e o Beato João XXIII. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais recentemente, entretanto, o Concílio Vaticano Segundo expressou o desejo de que com o devido respeito e reverência pela divina liturgia esta fora restaurada e adaptada às necessidades de nossa época. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Impulsionado por este desejo, nosso Predecessor o Sumo Pontífice Paulo VI em 1970 aprovou para a liturgia da Igreja Latina livros restaurados e parcialmente renovados, e que ao redor do mundo foram traduzidos em diversas línguas vernáculas, foram acolhidos pelos Bispos e pelos sacerdotes e fiéis. João Paulo II revisou a terceira edição típica do Missal Romano. Desta maneira os Romanos Pontífices atuaram para que &amp;quot;este edifício litúrgico, por assim dizer,...volte outra vez a aparecer esplêndido em sua dignidade e harmonia&amp;quot;. (4) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, em algumas regiões, um número não pequeno de fiéis estiveram e permanecem aderidos com tão grande amor e afeto às formas litúrgicas prévias, e imbuíram profundamente sua cultura e espírito, que o Sumo Pontífice João Paulo II, movido pela preocupação pastoral por estes fiéis, em 1984 mediante um indulto especial Quattuor abhinc annos, desenhado pela Congregação para a Liturgia Divina, outorgou a faculdade para o uso do Missal Romano publicado por João XXIII em 1962; enquanto que em 1988 João Paulo II uma vez mais, mediante o Motu Proprio Ecclesia Dei, exortou aos Bispos a fazer um uso mais amplo e generoso desta faculdade em favor de todos os fiéis que o solicitem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo ponderado amplamente os insistentes pedidos destes fiéis a nosso Predecessor João Paulo II, tendo escutado também os Padres do Consistório de Cardeais realizado em 23 de março de 2006, tendo sopesado todos os elementos, invocado o Espírito Santo e pondo nossa confiança no auxílio de Deus, pela presente Carta Apostólica, DECRETAMOS o seguinte: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 1. O Missal Romano promulgado por Paulo VI deve ser considerado como a expressão ordinária da lei da oração (lex orandi) da Igreja Católica de Rito Romano, enquanto que o Missal Romano promulgado por São Pio V e publicado novamente pelo Beato João XXIII como a expressão extraordinária da lei da oração ( lex orandi) e em razão de seu venerável e antigo uso goze da devida honra. Estas duas expressões da lei da oração (lex orandi) da Igreja de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração (lex orandi ) da Igreja, pois são dois usos do único Rito Romano. &lt;br /&gt;
Portanto, é lícito celebrar o Sacrifício da Missa de acordo com a edição típica do Missal Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962 e nunca anulado, como a forma extraordinária da Liturgia da Igreja. Estas condições estabelecidas pelos documentos prévios Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei para o uso deste Missal são substituídas pelas seguintes: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 2. Em Missas celebradas sem o povo, qualquer sacerdote de Rito Latino, seja secular ou religioso, pode usar o Missal Romano publicado pelo Beato João XXIII em 1962 ou o Missal Romano promulgado pelo Sumo Pontífice Paulo VI em 1970, qualquer dia exceto no Sagrado Tríduo. Para a celebração segundo um ou outro Missal, um sacerdote não requer de nenhuma permissão, nem da Sé Apostólica nem de seu Ordinário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 3. Se Comunidades ou Institutos de Vida Consagrada ou Sociedades de Vida Apostólica de direito pontifício ou diocesano desejam ter uma celebração da Santa Missa segundo a edição do Missal Romano promulgado em 1962 em uma celebração conventual ou comunitária em seus próprios oratórios, isto está permitido. Se uma comunidade individual ou todo o Instituto ou Sociedade desejam ter tais celebrações freqüente ou habitualmente ou permanentemente, o assunto deve ser decidido pelos Superiores Maiores segundo as normas da lei e das leis e estatutos particulares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 4. Com a devida observância da lei, inclusive os fiéis Cristãos que espontaneamente o solicitem, podem ser admitidos à Santa Missa mencionada no art. 2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 5, § 1. Em paróquias onde um grupo de fiéis aderidos à prévia tradição litúrgica existe de maneira estável, que o pároco aceite seus pedidos para a celebração da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano publicado em 1962. Que o pároco vigie que o bem destes fiéis esteja harmoniosamente reconciliado com o cuidado pastoral ordinário da paróquia, sob o governo do Bispo e segundo o Canon 392, evitando discórdias e promovendo a unidade de toda a Igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§ 2. A celebração segundo o Missal do Beato João XXIII pode realizar-se durante os dias de semana, enquanto que aos Domingos e dias de festa deve haver só uma destas celebrações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§ 3. Que o pároco permita celebrações desta forma extraordinária para fiéis ou sacerdotes que o peçam, inclusive em circunstâncias particulares tais como matrimônios, funerais ou celebrações ocasionais, como por exemplo peregrinações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§ 4. Os sacerdotes que usem o Missal do Beato João XXIII devem ser dignos e não impedidos canonicamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§ 5. Nas Igrejas que não são nem paroquiais nem conventuais, é o Reitor da Igreja quem concede a permissão acima mencionada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 6. Nas Missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato João XXIII, as Leituras podem ser proclamadas inclusive nas línguas vernáculas, utilizando edições que tenham recebido a recognitio da Sé Apostólica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 7. Onde um grupo de fiéis laicos, mencionados no art. 5§1 não obtém o que solicita do pároco, deve informar ao Bispo diocesano do fato. Ao Bispo lhe solicita seriamente aceder a seu desejo. Se não puder prover este tipo de celebração, que o assunto seja referido à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 8. O Bispo que deseje estabelecer provisões para os pedidos dos fiéis laicos deste tipo, mas que por diversas razões se vê impedido de fazê-lo, pode referir o assunto à Pontifícia Comissão &amp;quot;Ecclesia Dei&amp;quot;, que deveria proporcionar conselho e ajuda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 9, § 1. Da mesma forma um pároco pode, uma vez considerados todos os elementos, dar permissão para o uso do ritual mais antigo na administração dos sacramentos do Batismo, Matrimônio, Penitência e Unção dos Enfermos, conforme sugira o bem das almas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§ 2. Concede-se aos Ordinários a faculdade de celebrar o sacramento da Confirmação utilizando o anterior Missal Romano, conforme sugira o bem das almas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
§ 3. É lícito para sacerdotes em sagradas ordens usar o Breviário Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 10. É lícito que o Ordinário local, se o considerar oportuno, erija uma paróquia pessoal segundo as normas do Canon 518 para as celebrações segundo a forma anterior do Rito Romano ou nomear um reitor ou capelão, com a devida observância dos requisitos canônicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 11. Que a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, ereta em 1988 por João Paulo II, (5) siga levando adiante sua função. Esta Comissão deve ter a forma, tarefas e normas de ação que o Romano Pontífice deseje atribuir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 12. A mesma Comissão, em adição às faculdades das que atualmente goza, exercerá a autoridade da Santa Sé para manter a vigilância sobre a observância e aplicação destas disposições. &lt;br /&gt;
Tudo o que é decretado por Nós mediante este Motu Proprio, ordenamos que seja assinado e ratificado para ser observado a partir de 14 de Setembro deste ano, festa da Exaltação da Santa Cruz, em que pese a todas as coisas em contrário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dado em Roma, junto a São Pedro, em 7 de julho no Ano do Senhor de 2007, Terceiro de nosso Pontificado.&lt;br /&gt;
Bento XVI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NOTAS &lt;br /&gt;
1 Instrução Geral do Missal Romano, terceira edição, 2002, N. 397&lt;br /&gt;
2 Papa João Paulo II, Carta Apostólica Vicesimus quintus annus, 4 de Dezembro de 1988, N. 3: AAS 81 (1989) P. 899.&lt;br /&gt;
3 Ibidem.&lt;br /&gt;
4 O Papa São Pio X, Motu Proprio Abhinc duos annos, 23 de Outubro de 1913: AAS 5 (1913) 449-450; cf. O Papa João Paulo II, Ap. Carta Vicesimus quintus annus, 4 Dezembro de 1988,11. 3: AAS 81 (1989) P. 899. &lt;br /&gt;
5 Cf. O Papa João Paulo II, Motu proprio Ecclesia Dei adflicta, 2 de Julho de 1988, N. 6: AAS 80 (1988) P. 1498.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''CARTA DO SANTO PADRE BENTO XVI AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O &amp;quot;MOTU PROPRIO&amp;quot; SUMMORUM PONTIFICUM SOBRE O USO DA LITURGIA ROMANA ANTERIOR À REFORMA REALIZADA EM 1970''' &lt;br /&gt;
                                &lt;br /&gt;
Amados Irmãos no Episcopado,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração.&lt;br /&gt;
Notícias e juízos elaborados sem suficiente informação criaram não pouca confusão. Há reacções muito divergentes entre si que vão de uma entusiasta aceitação até uma férrea oposição a respeito de um projecto cujo conteúdo na realidade não era conhecido.&lt;br /&gt;
Contrapunham-se de forma mais directa a este documento dois temores, dos quais me quero ocupar um pouco mais detalhadamente nesta carta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afectada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento. A este respeito, é preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo Rito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente. Até agora, infelizmente, esta reconciliação não se conseguiu; todavia várias comunidades utilizaram com gratidão as possibilidades deste Motu Proprio. Continuava aberta, porém, a difícil questão do uso do Missal de 1962 fora destes grupos, para os quais faltavam precisas normas jurídicas, antes de mais porque, nestes casos, frequentemente os Bispos temiam que a autoridade do Concílio fosse posta em dúvida. Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia. Surgiu assim a necessidade duma regulamentação jurídica mais clara, que, no tempo do Motu Proprio de 1988, não era previsível; estas Normas pretendem também libertar os Bispos do dever de avaliar sempre de novo como hão-de responder às diversas situações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em segundo lugar, nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado. O uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e o conhecimento da língua latina; e quer uma quer outro não é muito frequente encontrá-los. Por estes pressupostos concretos, já se vê claramente que o novo Missal permanecerá, certamente, a Forma ordinária do Rito Romano, não só porque o diz a normativa jurídica, mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É verdade que não faltam exageros e algumas vezes aspectos sociais indevidamente vinculados com a atitude de fiéis ligados à antiga tradição litúrgica latina. A vossa caridade e prudência pastoral hão-de ser estímulo e guia para um aperfeiçoamento. Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo. A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cheguei assim à razão positiva que me motivou para actualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja. Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no facto de tais divisões se terem podido consolidar. Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falámo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2 Cor 6, 11-13). É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obviamente, para viver a plena comunhão, também os sacerdotes das Comunidades aderentes ao uso antigo não podem, em linha de princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. De facto, não seria coerente com o reconhecimento do valor e da santidade do novo rito a exclusão total do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em conclusão, amados Irmãos, tenho a peito sublinhar que as novas normas não diminuem de modo algum a vossa autoridade e responsabilidade sobre a liturgia nem sobre a pastoral dos vossos fiéis. Com efeito, cada Bispo é o moderador da liturgia na própria diocese (cf. Sacrosanctum Concilium, n.º 22: «Sacræ Liturgiæ moderatio ab Ecclesiæ auctoritate unice pendet quæ quidem est apud Apostolicam Sedem et, ad normam iuris, apud Episcopum»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por conseguinte, nada se tira à autoridade do Bispo, cuja tarefa, em todo o caso, continuará a ser a de vigiar para que tudo se desenrole em paz e serenidade. Se por hipótese surgisse qualquer problema que o pároco não pudesse resolver, sempre poderia o Ordinário local intervir, mas em plena harmonia com quanto estabelecido pelas novas normas do Motu Propio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Act 20, 28).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confio à poderosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, estas novas normas e de coração concedo a minha Bênção Apostólica a vós, amados Irmãos, aos párocos das vossas dioceses, e a todos os sacerdotes, vossos colaboradores, como também a todos os vossos fiéis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Julho de 2007.&lt;br /&gt;
BENEDICTUS PP. XVI&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Bula_Unam_Sanctam</id>
		<title>Bula Unam Sanctam</title>
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				<updated>2010-07-06T20:17:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: Criou página com 'Papa Bonifácio VIII 18.11.1302  Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com …'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Bonifácio VIII 18.11.1302&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: &amp;quot;Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou&amp;quot; (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe &amp;quot;um só Senhor, uma só fé e um só batismo&amp;quot; (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi a arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com &amp;quot;um côvado&amp;quot; (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: &amp;quot;Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão&amp;quot; (Sl 21,21). Ao mesmo tempo que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo, porque chamou o seu corpo como único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas como um monstro: é Cristo e Pedro, vigário de Cristo, e o sucessor de Pedro, conforme o que disse o Senhor ao próprio Pedro: &amp;quot;Apascenta as minhas ovelhas&amp;quot; (Jo 21,17). Disse &amp;quot;minhas&amp;quot; em geral e não &amp;quot;esta&amp;quot; ou &amp;quot;aquela&amp;quot; em particular, de forma que se subentende que todas lhe foram confiadas. Assim, se os gregos ou outros dizem que não foram confiados a Pedro e aos seus sucessores, é necessário que reconheçam que não fazem parte das ovelhas de Cristo pois o Senhor disse no evangelho de São João: &amp;quot;Há um só rebanho e um só Pastor&amp;quot; (Jo 10,16). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As palavras do Evangenho nos ensinam: esta potência comporta duas espadas, todas as duas estão em poder da Igreja: a espada espiritual e a espada temporal. Mas esta última deve ser usada para a Igreja enquanto que a primeira deve ser usada pela Igreja. O espiritual deve ser manuseado pela mão do padre; o temporal, pela mão dos reis e cavaleiros, com o consenso e segundo a vontade do padre. Uma espada deve estar subordinada à outra espada; a autoridade temporal deve ser submissa à autoridade espiritual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poder espiritual deve superar em dignidade e nobreza toda espécie de poder terrestre. Devemos reconhecer isso quando mais nitidamente percebemos que as coisas espirituais sobrepujam as temporais. A verdade o atesta: o poder espiritual pode estabelecer o poder terrestre e julgá-lo se este não for bom. Ora, se o poder terrestre se desvia, será julgado pelo poder espiritual. Se o poder espiritual inferior se desvia, será julgado pelo poder superior. Mas, se o poder superior se desvia, somente Deus poderá julgá-lo e não o homem. Assim testemunha o apóstolo: &amp;quot;O homem espiritual julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado&amp;quot; (1Cor 2,15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta autoridade, ainda que tenha sido dada a um homem e por ele seja exercida, não é humana, mas de Deus. Foi dada a Pedro pela boca de Deus e fundada para ele e seus sucessores Naquele que ele, a rocha, confessou, quando o Senhor disse a Pedro: &amp;quot;Tudo o que ligares...&amp;quot; (Mt 16,19). Assim, quem resiste a este poder determinado por Deus &amp;quot;resiste à ordem de Deus&amp;quot; (Rm 13,2), a menos que não esteja imaginando dois princípios, como fez Manes, opinião que julgamos falsa e herética, já que, conforme Moisés, não é &amp;quot;nos princípios&amp;quot;, mas &amp;quot;no princípio Deus criou o céu e a terra&amp;quot; (Gn 1,1). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário à salvação de toda criatura humana estar sujeita ao romano pontífice.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dada no Vaticano, no oitavo ano de nosso pontificado [18 de novembro de 1302].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Decretum_Contra_Communismum</id>
		<title>Decretum Contra Communismum</title>
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				<updated>2010-07-06T20:13:33Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lazaro: Criou página com 'Papa Pio XII  Decreto do Santo Ofício de 1949     Q. 1 Utrum licitum sit, partibus communistarum nomen dare vel eisdem favorem praestare. [Acaso é lícito dar o nome ou prestar…'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Pio XII &lt;br /&gt;
Decreto do Santo Ofício de 1949 &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Q. 1 Utrum licitum sit, partibus communistarum nomen dare vel eisdem favorem praestare.&lt;br /&gt;
[Acaso é lícito dar o nome ou prestar favor aos partidos comunistas?]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R. Negative: Communismum enim est materialisticus et antichristianus; communistarum autem duces, etsi verbis quandoque profitentur se religionem non oppugnare, se tamen, sive doctrina sive actione, Deo veraeque religioni et Ecclesia Christi sere infensos esse ostendunt.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Q. 2 Utrum licitum sit edere, propagare vel legere libros, periodica, diaria vel folia, qual doctrine vel actioni communistarum patrocinantur, vel in eis scribere.&lt;br /&gt;
[Acaso é lícito publicar, propagar ou ler livros, diários ou folhas que defendam a ação ou a doutrina dos comunistas, ou escrever nelas?]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R. Negative: Prohibentur enim ipso iure&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Q. 3 Utrum Christifideles, qui actus, de quibus in n.1 et 2, scienter et libere posuerint, ad sacramenta admitti possint.&lt;br /&gt;
[Se os cristãos que realizarem concientemente e livremente, as ações conforme os n°s 1 e 2 podem ser admitidos aos sacramentos?]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R. Negative, secundum ordinaria principia de sacramentis denegandis iis, Qui non sunt dispositi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Q. 4 Utrum Christifideles, Qui communistarum doctrinam materialisticam et anti Christianam profitentur, et in primis, Qui eam defendunt vel propagant, ipso facto, tamquan apostatae a fide catholica, incurrant in excommunicationem speciali modo Sedi Apostolicae reservatam.&lt;br /&gt;
[Se os fiéis de Cristo, que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã dos comunistas, e, principalmente, a defendam ou a propagam, &amp;quot;ipso facto&amp;quot; caem em excomunhão (&amp;quot;speciali modo&amp;quot;) reservada à Sé Apostólica?]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R. Affirmative&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comentários&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo todos os católicos que votarem (é uma espécie de prestar favor) ou se filiarem em partidos comunistas, escreverem livros filo-comunistas, ou revistas estão excluídos dos sacramentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os que defenderem, propagarem ou declararem o materialismo dos comunistas também estão excomungados automaticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse decreto do Santo Ofício de Pio XII, que foi confirmado por João XXIII em 1959, continua válido. Aliás, Pio XII trabalhou pessoalmente contra o comunismo na Itália.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal condenação do comunismo se soma às condenações feitas por Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Pio XI, Pio XII (ele também condenou em outras oportunidades), João XXIII, Paulo VI, Concílio Vaticano II (reiterou as condenações precedentes) e João Paulo II.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz mais de cem anos que a Igreja Católica condena o comunismo, socialismo e qualquer tipo de materialismo e igualdade material. A pena para os que desobedecem a proibição de ajudar o comunismo (ou suas variantes) sob qualquer aspecto (incluindo a votação nos partidos filo-comunistas) é a excomunhão automática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro&amp;quot; (Pio XI)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lazaro</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Carta:Sobre_tudo_que_voc%C3%AA_%C3%A9_contra</id>
		<title>Carta:Sobre tudo que você é contra</title>
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				<updated>2010-07-05T19:50:33Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: moveu Sobre tudo que você é contra para Mensagem do leitor:Sobre tudo que você é contra sobre redirecionamento&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Carta&lt;br /&gt;
|nome=Carlos Henrique&lt;br /&gt;
|data=05/07/2010&lt;br /&gt;
|assunto=Sobre tudo o qeu você é contra&lt;br /&gt;
|pergunta=&lt;br /&gt;
Bom eu venho aqui lhe mandar este e-mail para lhe mostrar que nem tudo que você acha errado, não é de Deus.&lt;br /&gt;
Primeira pergunta por que muitas pessoas gstam do Padre Marcelo???&lt;br /&gt;
Simples porque ele deixa Deus usá-lo, e é assim que Deus quer que nós sejamos usados, eu estive numa reunião de um grupo e Deus me deu uma unção tão grande que eu fiquei até zonzo, queira crer ou não.&lt;br /&gt;
Claro há pessoas que fazem muitas fezes da Renovação um teatrinho, como é feito em qualquer igreja, ah mas é influências prostetantes e tals.Agora lhe pergunto, você prefere que as pessoas sejam salvas por uma fé que é morta, pois nem as beatas que vão direto a igreja tem uma fé viva, ou prefere que a Igreja seja salvaa por uma féviva, uma fé q cura as pessoas. Já lesse a Bíblia e reflitisse sobre ela, não como um livro teológico e sim como um livro espiritual, você irá ver muito mais do que você pensa.&lt;br /&gt;
Uma coisa que eu acho engraçado é que tem vários livros da Igreja Católica como por exemplo: Documento de Aparecida e o  Catecismo, que fala que temos que ser católicos do Espirito de Deus.&lt;br /&gt;
Aí eu pergunto: Tu vai sentir Deus perto de você falando uma oração decorada, e que não  vem do teu coração?? um comparativo, você dá dinheiro a uma pessoa riquissíma???&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pense um pouco antes de falar mal da RCC, pois se existe não foi por acaso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amém e que Deus lhe ilumine....&lt;br /&gt;
|resposta=&lt;br /&gt;
Olá boa tarde!&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Porque muitas pessoas gostam do Pe. Marcelo, isso não significa que ele seja correto e nem de longe isso é sinal de ortodoxia. Você lembra de Barrabás? O povo o aclamava, e foi escolhido para ser solto no lugar de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''&amp;quot;Deus me deu uma unção tão grande que eu fiquei até zonzo, queira crer ou não.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Aonde Deus pediu isso? Em qual evangelho está escrito isso?&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Deus não é traficante de drogas para lhe deixar zonzo, quem usa desse palavreado são os protestantes.&lt;br /&gt;
Muitas vezes as pessoas em busca de um novo vício, trocam o álcool pelas drogas para continuarem drogadas nesta falsa 'unção', muito usada nos meios 'carismáticos'.&lt;br /&gt;
É facil trocar de vícios, para não se converter verdadeiramente, vai de um vicio qualquer material, para um outro abstrato que é bem pior pois ridiculariza o Espirito Santo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Como algo que nasceu do protestantismo pode ser VIVO? O protestantismo só trouxe a morte e a divisão para a Igreja.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''&amp;quot;Tu vai sentir Deus perto de você falando uma oração decorada&amp;quot;''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Você está dizendo isso da própria Missa que assiste?&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Você ainda pensa que é Católico?&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Saia dessa água imunda da RC'C', enquanto é tempo...&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Fica com Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lazaro Laert&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Mensagem do leitor]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.missadesempre.com/Contato</id>
		<title>Contato</title>
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				<updated>2010-07-04T17:26:01Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: Criou página com 'Gostaria de colaborar com o Apostolado, com textos, imagens, videos ou seu testemunho? Escolha uma das formas de contato abaixo e escreva-nos!  {{Contato}}'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Gostaria de colaborar com o Apostolado, com textos, imagens, videos ou seu testemunho? Escolha uma das formas de contato abaixo e escreva-nos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Contato}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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		<title>Pentecostalismo protestante</title>
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				<updated>2010-07-03T17:23:52Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;youtube align=&amp;quot;right&amp;quot; width=&amp;quot;300&amp;quot; height=&amp;quot;250&amp;quot;&amp;gt;Wr09RY12s5o&amp;lt;/youtube&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tradicionalmente reconhece-se o início do movimento pentecostal no ano de 1906, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na Rua Azuza, onde houve um grande avivamento caracterizado principalmente pelo &amp;quot;batismo com o Espírito Santo&amp;quot;, evidenciado pelos dons do Espírito (glossolalia, curas milagrosas, profecias, interpretação de línguas e discernimento de espíritos, dentre outros).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, o batismo com dons do Espírito Santo não era totalmente novo no cenário protestante. Existem inúmeros relatos de pessoas que clamam ter manisfestado dons do Espírito em muitos lugares, desde Martin Lutero(apesar de controversos quanto a veracidade) no século XVI até de alguns protestantes da Rússia, no século XIX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido à projeção que ganhou na mídia, o avivamento na Rua Azuza rapidamente cresceu e, subitamente, pessoas de todos os lugares do mundo estavam indo conhecer o movimento. No começo, as reuniões na Rua Azuza aconteciam informalmente, eram apenas alguns fiéis que se reuniam em um velho galpão para orar e compartilhar suas experiências, liderados por William Seymour (1870-1922).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rapidamente, grupos semelhantes foram formados em muitos lugares dos EUA, mas com o rápido crescimento do movimento o nível de organização também cresceu até o grupo se denominar Missão da Fé Apostólica da Rua Azuza. Alguns fiés não concordaram com a denominação do grupo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surgiram grupos independentes que emergiram em denominações. Também algumas denominações já estabelecidas adotaram doutrinas e práticas pentecostais, como é o caso da Igreja de Deus em Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, '''alguns grupos ligados ao movimento pentecostal começaram a crer no unicismo em vez da triunidade (trindade)'''. Com o crescimento da rivalidade entre os que criam no unicismo e os que criam na trindade, ocorre um cisma e novas denominações nasceriam como a '''Igreja Pentecostal Unida (unicista)''' e as '''Assembléias de Deus (trinitária)'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Pentecostalismo Brasileiro=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o Pentecostalismo chegou em 1910-1911, com a vinda de missionários originários da América do Norte: Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil, originando a Congregação Cristã no Brasil; Daniel Berg e Gunnar Vingren, que inciaram suas missões na Amazônia e Nordeste, dando origem às Assembléias de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O movimento pentecostal pode ser dividido em três ondas. A primeira, chamada pentecostalismo clássico, abrangeu o período de 1910 a 1950 e iniciou-se com sua implantação no país, decorrente da fundação da '''Congregação Cristã no Brasil''' e da '''Assembléia de Deus''' até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, '''ambas as igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo''', pela ênfase na crença no batismo no Espírito Santo e por um ascetismo que rejeita os valores do mundo e defende a plenitude da vida moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, em Mossoró-RN, iniciou-se a Igreja de Cristo no Brasil sendo a primeira denominação evangélica nordestina e com ênfase na doutrina da perseverança dos salvos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A segunda onda começou a surgir na década de 1950, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of The Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundaram a Igreja do Evangelho Quadrangular. No seu rastro, surgiram Igreja Pentecostal Unida do Brasil, O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Casa da Bênção, Igreja Unida(São Paulo, 1963), Igreja de Nova Vida e diversas outras igrejas pentecostais menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terceira onda, a neopentecostal, teve início na segunda metade dos anos 70. Fundadas por brasileiros, a '''Igreja Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro - liderada pelo bispo Edir Macedo -, 1977)''', a '''Igreja Internacional da Graça de Deus Rio de Janeiro- liderada e fundada pelo missionário R. R. Soares que está presente na televisão brasileira com o Show da Fé''', 1978 a '''Renascer em Cristo''' (São Paulo, 1986) e a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Brasília, 1992) estão entre as principais. Utilizam intensamente a mídia eletrônica e aplicam técnicas de administração empresarial, com uso de marketing, planejamento estatístico, análise de resultados etc. Algumas delas pregam a [[Teologia da Prosperidade]], pela qual o cristão está destinado à prosperidade terrena, rejeitando os tradicionais usos e costumes pentecostais. O neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que mais cresce. Também são mais liberais em questões de costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além das grandes denominações pentecostais, existem hoje milhares de &amp;quot;ministérios independentes&amp;quot; ou novas denominações surgindo anualmente no Brasil e no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paralelamente ao Pentecostalismo, várias denominações protestantes tradicionais experimentaram movimentos internos, com manifestações pentecostais. Assim foram denominados &amp;quot;Renovados&amp;quot;,&lt;br /&gt;
como a Igreja Presbiteriana Renovada(originária da IPB), Convenção Batista Nacional (originária da CBB), Igreja do Avivamento Bíblico (originária da IMB), Igreja Cristã Maranata (originária também da IPB) e a Igreja Adventista da Promessa (originária da IASD).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos mais recentes a doutrina de renovação do Pentecostalismo ultrapassou até mesmo as fronteiras do Protestantismo, surgindo movimentos de renovação pentecostal Católica Romana e Ortodoxa Oriental, como a [[Renovação Carismática Católica (RCC)]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
FRESTON, Paul. Breve história do pentecostalismo brasileiro. In: ANTONIAZZI, Alberto (coordenador).&lt;br /&gt;
Nem anjos nem demônios: Interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 67-162 , Wikipedia e site Montfort.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.missadesempre.com/Renova%C3%A7%C3%A3o_Carism%C3%A1tica_Cat%C3%B3lica_(RCC)</id>
		<title>Renovação Carismática Católica (RCC)</title>
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				<updated>2010-07-02T15:05:50Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo: /* Imagens para ação católica */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;p align='right'&amp;gt;''&amp;quot;Sabeis muito bem que a firmeza da fé e a participação nos sacramentos tornam fortes os vossos fiéis perante o '''perigo''' das '''seitas''' ou de '''grupos pretensamente carismáticos''', que '''causam desorientação e conseguem pôr em perigo a comunhão eclesial'''.&amp;quot;''&amp;lt;br /&amp;gt;([http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/march/documents/hf_ben-xvi_spe_20080306_ad-limina-guatemala_po.html Papa Bento XVI: Discurso aos bispos da Guatemala] - 6 de Março de 2008)&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Renovação Carismática Católica (RCC) é um movimento modernista dentro da Igreja Católica que originou-se do [[pentecostalismo|pentecostalismo protestante]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Videos=&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2010/10/confira-pregacao-de-padre-jose-augusto.html Pregação do Padre José Augusto contra o comunismo é censurada pela Canção Nova (07/10/2010)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/05/dana-diablica-da-cano-nova-est-se.html Profanação na Canção Nova: Dança diante do Santíssimo (12/05/08)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2010/05/qual-o-carisma-desse-padre-cancao-nova.html Padre Silvio Andrei da Canção Nova é preso embriagado, nú e tentando seduzir um adolescente no meio da rua (17/05/10)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/05/mons-jonas-abibos-pentecostais-so.html Monsenhor Jonas Abib afirma que protestantes são &amp;quot;lindos e santos&amp;quot;. Pouco depois, a Canção Nova tira o artigo do ar]&lt;br /&gt;
*[http://www.youtube.com/watch?v=gbQxJPKpmzQ Padre Marcelo Rossi e seus cachorros (30/01/2010)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2009/02/mais-um-video-diabolico-da-rcc.html Profanação na Santa Missa (19/02/2009)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/05/falso-dom-de-lngua-utilizado.html Monsenhor Jonas Abib ensinando a &amp;quot;orar em línguas&amp;quot; (21/01/2007)]&lt;br /&gt;
*[http://www.youtube.com/watch?v=_5R4A1o5O6A TV Canção Nova debochando de seus espectadores (20/01/2009)]&lt;br /&gt;
*[http://www.youtube.com/watch?v=S0MZ3FaylWM Monsenhor Jonas Abib força Bento XVI a ouví-lo durante o reconhecimento de forma EXPERIMENTAL da Canção Nova (05/11/2008)]&lt;br /&gt;
*[http://www.youtube.com/watch?v=zSj_CFrJSs4 Profanações da Canção Nova na basílica de Latrão (12/11/2008)]&lt;br /&gt;
*[http://www.youtube.com/watch?v=PYlA3JWMmwY Ofertório profanador da Canção Nova na basílica de Latrão (11/11/2008)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/10/renovao-carismtica-catlicadetailscommen.html Renovação Carismática &amp;quot;Católica&amp;quot; (03/10/08)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/08/ss.html Jovens &amp;quot;carismaticos&amp;quot; repousando no &amp;quot;espírito&amp;quot; (07/08/09)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/08/ss.html Sacrilégio com o Santíssimo Sacramento (07/08/09)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/07/mais-uma-da-rcc-cristo-fitness-o-que.html Mais uma da RCC: Cristo Fitness (01/07/08)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/06/algazarra-e-profanao-com-o-santssimo.html Algazarra e profanação com o Santíssimo Sacramento (29/06/08)]&lt;br /&gt;
*[http://blog.missadesempre.com/2008/06/profanaes.html &amp;quot;Carnaval com Maria&amp;quot; (11/06/08)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Imagens para ação católica=&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Imagem:missal_reformado.jpg|A reforma da reforma está chegando!&lt;br /&gt;
Imagem:balada_inferno.jpg|Um aviso aos carismáticos&lt;br /&gt;
Imagem:Seis estagios.jpeg|Seis estágios de um 'convertido' pela RCC&lt;br /&gt;
Imagem:Cancao_Nova-Cancer_Novo.jpg|Canção Nova - Câncer Novo&lt;br /&gt;
Imagem:Rcc perigo.jpg|Diga não à RCC&lt;br /&gt;
Imagem:Ser catolico e melhor.jpg|Ser Católico é melhor!&lt;br /&gt;
Imagem:Tradicao vs rcc 1.jpg|A RCC e a Tradição Católica&lt;br /&gt;
Imagem:Rcc festas profanas.jpg|Festas profanas da RCC&lt;br /&gt;
Imagem:rcc_macumba.jpg|RCC e a Macumba&lt;br /&gt;
Imagem:Rcc padre silvio andrei.jpg|Qual o carisma do padre Silvio Andrei?&lt;br /&gt;
Imagem:Reboladores capeta cintura.jpg|RCC - Reboladores com o Capeta na Cintura&lt;br /&gt;
Imagem:Rcc quaresma.jpg|RCC e a Quaresma&lt;br /&gt;
Imagem:Rcc fruto arvore ma.jpg|RCC: Fruto do pentecostalismo protestante&lt;br /&gt;
Imagem:Jonas abib lutero.jpg|Jonas Abib e Lutero - Quanta semelhança!&lt;br /&gt;
Imagem:Moda rcc.jpg|RCC e modo de se vestir&lt;br /&gt;
Imagem:Jonas abib lobo.jpg|Lobo em pele de cordeiro&lt;br /&gt;
Imagem:Jonas abib falso profeta.jpg|Jonas Abib: Falso profeta&lt;br /&gt;
Imagem:Sacrificio eo circo.jpg|O Sacrifício e o circo&lt;br /&gt;
Imagem:Fabio de melo padre mundano.jpg|Padre mundano&lt;br /&gt;
Imagem:Padre conquista almas perdicao.jpg|Padre conquistando almas para a perdição&lt;br /&gt;
Imagem:Oracao linguias rcc torre.jpg|Oração em línguas: Torre de babel da RCC&lt;br /&gt;
Imagem:Pare de ser catolico morno.jpg|Pare de ser um católico morno&lt;br /&gt;
Imagem:No guitars at mass.jpg|Sem guitarras na Missa&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Testemunhos de Conversão=&lt;br /&gt;
Os testemunhos a seguir têm por objetivo demonstrar a experiência que ex-membros desse movimento tiveram e fazer um relato de heresias, profanações e sacrilégios cometidos pelos carismáticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gostaria de enviar seu testemunho? Entre em [[contato]] e ajude-nos a defender a Santa Igreja contra este inimigo interno da Igreja!&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
==Estava profanando à Deus DENTRO da Igreja==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div align='right'&amp;gt;''Lázaro Laert (Santos/SP). 28 de julho de 2007''&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Freqüentei os grupos de oração da RCC desde criança, mas quando comecei a freqüentar com mais dedicação foi quando cheguei à idade adulta, pois desde criança até a idade adulta tinha me distanciado um pouco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi quando conheci um rapaz na procissão do Senhor morto na semana Santa que me apresentou as outras pessoas que eram desse movimento no encontro que iríamos até o monte (morro) orar, aonde havia também grupos de protestantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre durante a minha vida tive um grande amor pela Igreja, mesmo na época que tinha me distanciado. Uma prova disso é que uma vez conheci um rapaz que gostava de ir à shows de rock, black metal, trash metal, etc, e ele convidou-me para ser o seu padrinho de Crisma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele não sabia que eu estava freqüentado a Igreja assiduamente, pois só conhecia , minha convicção pela fé Católica, por não ter medo de dizer que amava a Imaculada Virgem Maria no meio das pessoas que se diziam que eram satanista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este amor pela Igreja herdei de meus pais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de ter ido a vários encontros carismáticos, já estava como um praticante ativo desse movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas livrarias católicas já estava bem conhecido, de tanto comprar livros de autores da RCC, era assinante da revista Renovação Carismática &amp;quot;Católica&amp;quot;, CDs, videos, tudo era RCC para minha vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ser um praticante ativo desse movimento, tinha algo que sempre batia de frente com os outros carismáticos, que era a sede de converter os hereges para a Igreja de Deus, e os carismáticos agiam como que fosse alternativa de adorar a Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha primeira atitude como carismático foi evangelizar um protestante que trabalhava ao lado de um rio, aonde eu mostrei para ele a passagem de Mateus 16,16, onde Jesus entregou entrou para Pedro a chave da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sem saber, não era carismático, pois minha alma era de um verdadeiro Católico que ainda não conhecia as origens e nem os erros desse movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste movimento tinha várias contradições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha muitos amigos na RCC, que contavam histórias de &amp;quot;milagres&amp;quot;, &amp;quot;profecias&amp;quot;, etc., do meio protestante, mas quando eu iria contar um verdadeiro milagre ou uma verdadeira profecia de um Santo, muitos ficavam desconfiados não querendo acreditar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era muita bajulação aos hereges protestantes, e muita desconfiança sobre a doutrina Católica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destas coisas comecei a ter nojo, me deixava indignado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Critiquei muitas vezes as músicas protestantes dentro da RCC. Depois fiquei sabendo que grande parte das músicas da RCC eram de origens protestantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ai comecei a me aprofundar: Porquê tanta bajulação aos hereges protestantes Pentecostais, dentro da RCC?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vi que a origem da RCC e todos os seus ditos carimas eram de origem das seitas pentecostais protestantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um filho nunca vai criticar o seu Pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso que é a RCC: filha das seitas pentecostais protestantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notei que não tinham fundamentos católicos nesse movimento, não poderia mais confiar nas pregações dos lideres da RCC, porque não sabia mais se a pregação deles era Católica ou protestante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como que eu iria para um encontro da RCC, se não confiava mais em quem iria pregar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma de tantos horrores da RCC é a profanação ao Santo Sacrifício da Santa Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Transformando a Missa num baile, em que as pessoas dançam e batem palmas como que se estivesse num baile.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quantas blasfêmias meu Deus!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje peço perdão a Deus, por ter me comportado como um carismático no Santo Sacrifício da Santa Missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sei que é difícil para os que fazem parte desse movimento, abrir os olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu também fui assim, quantas vezes ouví críticas a este movimento e procurava fechar os olhos para não ver a realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade é tudo em nossas vidas, porque Deus é a Verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não importa que você perda todos os teus amigos pelo Reino dos Céus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que importa é a nossa salvação e não ficar agradando o homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem ama diz a verdade e não fica encobrindo os erros pelo respeito humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É melhor agradar a Deus do que o homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também um dos pontos fundamentais para largar definitivamente este movimento, foi a falsa oração em línguas que é praticada nesse movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu como outros eram possuidor desses falsos carismas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu até incentivava outras pessoas a possuírem estes falsos dons.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia estava na missa de &amp;quot;cura e libertação&amp;quot; na paróquia que freqüentava, então tinha chegado o momento das pessoas orarem em línguas, eu também comecei como sempre, como em todo período que estava na RCC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensei se for realmente um &amp;quot;dom&amp;quot; de Deus, se é o próprio Espírito Santo que está agindo em mim, não conseguirei parar a oração em língua.&lt;br /&gt;
Então parei de orar naturalmente, sem esforço algum, e notei que qualquer momento que quisesse iniciar novamente, eu poderia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse dia cheguei a exata, conclusão que aquele, blá, blá, blá, não vinha do Espírito Santo mas sim do próprio ser humano, da minha própria mente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comprei a Suma Teológica e notei que este blá, blá, blá, não tinha na de Católico pois os ensinamentos dos Santos da Igreja sobre o dom de línguas é completamente diferente do que é ensinado na RCC, pois o que é ensinado nesse movimento é também ensinado nas seitas pentecostais protestantes, de onde surgiu a RCC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitas pessoas têm medo de assumir que este blá, blá, blá, é mecânico. Devido à grande indução dos lideres carismáticos, que &amp;quot;possuem&amp;quot; esses falsos carismas, a oração em línguas torna-se obrigação nesse meio.&lt;br /&gt;
Uma das coisas que o pessoal fala, quando alguém está com dificuldades de fazer o blá, blá, blá é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Se abre para o espírito irmãozinho, não tenha medo de se abrir&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este abrir para o espírito seguinificava se abrir para vontade do carismático que deseja que você faça o blá, blá, blá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É! Faça o blá, blá, blá para sastifazer a vontade de seu &amp;quot;irmãozinho&amp;quot;, ou para sastifazer seu ego, para ficar enturmado com o grupo e assim todos perceberam que você também tem este &amp;quot;dom&amp;quot; (isso se chama brincar, ou cometer sacrilégio com o Espírito Santo, mostrando, que tem um dom que não o possui).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sei que é difícil para as pessoas se libertarem desses lideres carismático, que carregam multidões ao abismo, com missas shows, falsos dons e outra coisas, porque também fui assim:&lt;br /&gt;
cego, não queria ver a realidade, quando via ou lia algo criticando este movimento, desviava o olhar da verdade, devido à cegueria que tinha por este movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, graças à Deus, e pelo Espírito Santo que derrama suas graças sobre mim, estou liberto desse movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora posso dizer com muita felicidade, que sou Católico Apostólico Romano, sem mistura de protestantismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho notado, nas conversas que tenho com membros desse movimento, que eles amam a RCC, e não a Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando fazemos crítica a este movimento somos tidos como uns dos maiores inimigos e nos agredir com todo tipo de ofensas. Mas em relação aos hereges protestantes que blasfemam todo o mal contra a Santa Igreja, os tratam como irmãozinhos e até cantam e fazem encontro juntos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com quem ofende a Igreja eles não estão nem aí, mas quem fala da RCC é tido como o maior inimigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora alguns me dizem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi a RCC. que tirou você dos vícios mundanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí eu respondo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me tirou dos vícios mundanos, mas fez com que eu cometesse sacrilégios dentro da casa de Deus,&lt;br /&gt;
utilizando falsos carismas, dizendo que era o Espírito Santo mas na verdade era o próprio humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ridicularizando o Santo Sacrifício da Santa Missa com palmas, falsas orações em línguas, simulações de danças, como se fossemos todos protestantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Renovação Carismática Protestante, que de Católica não tem nada, me retirou da profanação à Deus fora da Igreja para profanar dentro da Igreja na frente de Deus.&lt;br /&gt;
Que aberração, meu Deus!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A RCC É MÁ PORQUE VEM DO PROTESTANTISMO&lt;br /&gt;
Disse-nos Jesus Cristo, Verdade divina e infalível: &amp;quot;Assim toda árvore boa dá bons frutos, e toda árvore má dá maus frutos Não pode uma árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos&amp;quot; (Mt. VII, 17-18).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você carismático que está lendo este testemunho, não tenha medo de se libertar desse movimento protestante que se infiltrou dentro da Igreja, pois fui como você, apegado a tudo que era ensinado dentro desse movimento, e quando notei que tudo aquilo não passava de puro protestantismo larguei, e hoje sou Católico Apostólico Romano sem mistura de protestantismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Quanto mais você souber sobre a Igreja, mais se afastará da RCC==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div align='right'&amp;gt;''Paulo Alves (Hortolândia/SP). 15 de maio de 2008''&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
Denúncia contra o pseudo carismatismo na Paróquia Santa Luzia/Comunidade São Benedito - Jardim Amanda - Hortolândia/SP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fatos ocorridos entre 2005 e 2006. Relato sobre como é o movimento entitulado &amp;quot;Renovação Carismática&amp;quot; nas paróquias de um bairro da cidade e na comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prezados leitores, Salve Maria!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos vão pensar de princípio que escrevi o texto abaixo por raiva ou por as coisas não acontecerem como eu queria. Peço a esses leitores, que leiam a carta até o final para depois tirarem suas conclusões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No fim de 2005, fui convidado para participar de um &amp;quot;grupo de oração&amp;quot; (Grupo de Oração Raio de Luz, comunidade São Benedito em Hortolândia/SP). Como não sabia do que se tratava pois nunca tinha ouvido falar sobre esse encontro até o momento, fui ao tal grupo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me assustei ao ver todos na Igreja pulando e dançando diante do altar, como numa igreja protestante, pois mesmo não sabendo quase nada sobre a doutrina católica até o momento, sabia que aquele é um lugar que merece no mínimo respeito e silêncio. Um amigo percebeu minha cara de espanto e me disse: &amp;quot;Vai se acostumando, aqui é diferente, o pessoal é bem agitado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo achando estranho tal &amp;quot;grupo de oração&amp;quot;, continuei a participar nas semanas seguintes. Não demorou muito para eu conhecer o &amp;quot;ministério de música&amp;quot; (nome generalizado que a RCC dá as banda que tocam dentro da Igreja), com o qual fiz grande amizade com os integrantes do mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um mês depois, fui para um evento da Toca de Assis na Canção Nova, onde é claro, achei tudo maravilhoso... E estranho. Maravilhoso pois neste ponto eu já ignorava o pouco que sabia sobre a Igreja e aceitava apenas o que os membros da RCC me diziam e amava as músicas tocadas pelas bandas. Estranho pois do nada começaram todos a falar em uma língua que eu nunca tinha ouvido antes (a famosa &amp;quot;oração em línguas&amp;quot;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra vez fiquei assustado pois sabia que aquilo não surgira na Igreja Católica, mas sim no protestantismo pentecostal, porém, apenas ignorava o fato considerando que se fosse mesmo verdade o que eu pensava, não haveriam tantas pessoas rezando dessa forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns meses depois, em um outro retiro da RCC, fui convidado pelos representantes do ministério de música citado anteriormente para atuar como músico, o que não foi difícil aceitar pois naquele momento, eu me considerava um membro da RCC. Mal sabia eu o que me esperava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os sábados, antes dos ensaios que eram realizados dentro da Igreja, eram feitas orações em línguas diante do Santíssimo. Eu era o único que ficava calado, durante meus quase dois anos de RCC, dificilmente tentei &amp;quot;orar&amp;quot; daquela forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certo dia fiquei sabendo que nosso pároco(padre Demétrius, atualmente frei), '''proibiu que fossem ministradas orações em língua na paróquia, o que NÃO era respeitado pelos membros do grupo de oração'''*. Diante desse fato, a dúvida que eu tive durante o retiro na Canção Nova reapareceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então pesquisei sobre a tal oração em línguas. Foi onde encontrei o site da Montfort, Isso a cerca de 1 ano atrás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os encontros de &amp;quot;intercessão&amp;quot; do grupo de oração eram realizados todas as segundas, onde eu não podia participar por estudar à noite, mas tive oportunidade de participar de alguns encontros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma &amp;quot;intercessão&amp;quot; de grupo de oração, os &amp;quot;servos&amp;quot; do grupo (servos são os que ajudam no grupo de alguma forma, tanto em oração como em acolhida, lembranças, etc...) se reúnem para escolher o &amp;quot;tema&amp;quot; do grupo de oração. Para fazer isso, oram por alguns minutos, ou até horas, quando não em línguas, gritando feito loucos, pedindo para que o Espírito Santo desça sobre eles e que os façam lembrar de um tema ou algo que possa ser útil no grupo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, após várias horas de oração e sem encontrar algo concreto, decidem por um tema qualquer e definem um leigo que interpretará determinados trechos da bíblia da forma que quiser, e este irá pregar para os fiéis do grupo de oração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, dizer que precisamos apenas do Espírito Santo para interpretar a bíblia é o que Lutero propôs para criar o protestantismo, é o que ele chamava de &amp;quot;livre exame&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fato que é condenado pela doutrina da Igreja:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;nenhuma profecia da escritura é de interpretação particular&amp;quot; (2 Pedro, I,20)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente esses servos têm &amp;quot;guias espirituais&amp;quot;, que são pessoas de mais tempo na RCC, com a qual procuram conselhos pessoais e para o grupo.&lt;br /&gt;
Ao conversar com um dos integrantes sobre a oração em línguas, disse que aquilo não passava de palavras sem sentido e que era puro sentimentalismo. O mesmo me disse que eu tinha razão e que também não concordava com tudo que era ensinado pela RCC, mas era fiel a mesma pois foi a RCC que o levou a &amp;quot;conversão&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após alguns meses ainda como músico do ministério de música e estudar muito a doutrina da Igreja Católica, fui outra vez à Canção Nova, num evento chamado Hosana Brasil (ano 2006). Desta vez, eu já não aceitava quase nada que a RCC propunha e continuava apenas tocando na banda por prazer. Quão pecador eu sou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta vez, não participei de nenhum evento ou palestra na Canção Nova. Queria apenas tirar prova dos testemunhos que li e testemunhar profanações que antes para mim, eram uma forma de buscar a santidade(confirme os carismáticos insistem em dizer).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vou falar para vocês agora é extremamente vergonhoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cheguei no retiro sábado de manhã. Encontrei as mesmas coisas de sempre: orações em línguas, pregações de músicos, pregações do Jonas Abib, &amp;quot;adoração&amp;quot; onde o padre segura o Santíssimo e começa a andar entre os fiéis, e é claro, muita música e merchandising.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegar no acampamento, é solicitado e cobrado pelos vigias, que se faça um cadastro para realizar a divisão homens solteiros, mulheres solteiras e famílias, o que sempre foi facilmente burlado por mim. Nunca fiz tal cadastro e sempre fiquei no acampamento familiar, mesmo estando junto de um amigo e ambos sermos solteiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a noite, onde deveriam haver vários vigias para separar o acampamento familiar do masculino e do feminino, há apenas uma ou duas pessoas, vigiando milhares de barracas. O que acontece vocês já devem imaginar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo ao sair do último evento da noite, encontrei dois jovens brigando na rua principal da Canção Nova, onde um ameaçava o outro de morte. Era possível ouvir os gritos a vários metros de distância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não muito longe dali, perto de um local onde é feita adoração ao Santíssimo, três casais de jovens sentados em bancos de praça fazendo coisas que estrapolam em muito o que qualquer casal comum, mesmo sozinho, faz em vias públicas. Agora imagine o que eles fazem dentro dos acampamentos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sei que não devemos condenar a Canção Nova pelo pecado dos outros, mas cheguei a conclusão que a maioria dos jovens não estão alí para buscar a Deus, mas apenas, como dizem, para &amp;quot;curtir&amp;quot;. E a Canção Nova não faz nada para evitar isso. Seus &amp;quot;vigias&amp;quot; se querem não sei, mas não fazem nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se eu tinha dúvidas se a Canção Nova era um bom lugar ou não para um cristão se edificar, não tenho mais dúvidas que a resposta é não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste ponto minha participação na RCC estava começando a ter um fim (feliz para mim, triste para a RCC). Mostrei para uma das &amp;quot;servas&amp;quot; do grupo de oração alguns livros sobre a RCC escritos por eles mesmos e ela se convenceu a não participar mais do mesmo. Não demorou muito e o &amp;quot;coordenador&amp;quot; do grupo de oração veio conversar comigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Perguntou o que estava acontecendo pois ela não estava mais indo a intercessão do grupo de oração. Disse para ele que a decisão era dela e não minha, e que se quisesse algo, conversasse com ela, pois afinal, eu sabia que ela não iria voltar para lá. Dias depois, fiquei sabendo que ele conversou com ela, e nesta conversa caros leitores, '''fui acusado de fazer com que ela abandonasse o caminho que Deus tinha preparado para sua vida'''. Vejam que injúria!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse momento já não fazia mais parte do ministério de música, e não participava de nenhum evento da RCC. Agendaram então uma reunião para definir o meu futuro dentro do ministério de música.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta reunião, onde estavam servos e músicos do grupo reunidos, disse de forma clara e simples que não aceitava mais o que a RCC propunha e que orações em línguas entre outros &amp;quot;dons do Espírito Santo&amp;quot; que seus adeptos alegavam utilizar de forma extraordinária, não passava de sentimentalismo. O fim não foi diferente: me proibiram de tocar no ministério de música, o que eu não faria mesmo de qualquer forma, além de me acusarem de inúmeras coisas, dentre elas, não saber utilizar o carisma que o Espírito Santo me concedeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, como vocês podem ver, a RCC é boa com quem é boa com ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Discorde de alguma coisa, e você será injuriado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se revolte contra ela e seja expulso da mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto mais você souber sobre a Igreja, mais você se afastará da RCC, pois é impossível viver em contradição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus adeptos não respeitam a doutrina da Igreja, não respeitam o pároco(respeitam apenas quando o mesmo também é carismático) e o pior de tudo: estão levando cada vez mais os atuais e os que seriam fiéis a Igreja para o protestantismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após estes fatos, me aprofundei nos estudos dos documentos da Igreja, adquiri vários livros e estou sempre estudando a verdadeira doutrina da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escrevi esta carta para denunciar os graves erros que a RCC está levando para a paróquia Santa Luzia e principalmente para a comunidade São Benedito, erros dos quais rezo para que um dia tenham um fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conto com a colaboração de todos os membros da comunidade para que me ajudem a divulgar essa carta.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''Atualização: 14/05/2009'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mais uma vez, a justiça de Cristo prevaleceu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cerca de dois anos atrás, escrevi um artigo denunciando as profanações executadas dentro da paróquia Santa Luzia, em Hortolândia, mais especificamente na igreja de São Benedito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem, na época, após a publicação do artigo, certos carismáticos insatisfeitos com o que escrevi e tachando-me de mentiroso, alegaram que o padre permitia que houvessem orações em línguas, o que me obrigou então, a fazer uma errata e publicá-la junto à carta, conforme transcrevo a seguir:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente  fui informado que eram proibidas as orações em línguas em '''público''', ou seja, nos grupos de oração, devido a falta de um intérprete. Sendo permitidas apenas nas reuniões particulares dos membros do grupo de oração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente também, recebi um e-mail do referido padre da paróquia na época. Conforme podem ler no e-mail, o qual transcrevo abaixo, não eram permitidas '''orações em línguas''' de forma alguma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cheguei até a receber uma carta de seu líder com referências copiadas e coladas da internet, todas superficiais e sem fundamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Fiquei sabendo&amp;quot; (como diria a dona fofoqueira aqui da rua), que eles passaram uma cópia de minha carta para um padre, e este padre queria conversar comigo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem, estou esperando este padre faz um ano... Só espero que não seja nosso atual pároco, Padre Caio, que segundo fontes não confiáveis da Prefeitura de Hortolândia, permite TUDO dentro de sua Igreja. É de se notar pelo vídeo a seguir, sua afinidade com macumbeiros e afins: [http://www.youtube.com/watch?v=CHBobgvBpqc http://www.youtube.com/watch?v=CHBobgvBpqc]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu que nem frequento a paróquia, sei que muitos fiéis não estão satisfeitos com ele por aqui. Mas será que alguém teve coragem de conversar com ele sobre? Ou acham certo que &amp;quot;TUDO&amp;quot; entre na Igreja, mesmo sendo a coisa mais abominável possível?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É infeliz, triste e chega até a ser cômica a situação desses carismáticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas triste mesmo é o que eles fazem, levando inúmeros de fiéis para a perdição e trabalhando para o protestantismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora é minha vez:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês são mentirosos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como há pessoas que confiam em vocês e frequentam seu &amp;quot;grupo de profanações&amp;quot;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alteraram a verdade para seu próprio bem, típico de seu líder local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concluo esta carta com a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vão ao tal grupo de oração, na igreja de São Benedito, na paróquia Santa Luzia.&lt;br /&gt;
Aliás, não vá a nenhum &amp;quot;grupo de oração&amp;quot;, todos trabalham para o protestantismo, que é um mal condenado pela Igreja!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fico por aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há porque dar ibope a esses carismáticos, sendo que tenho uma linda família para passar meu fim de semana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paulo Johnny Alves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
;Resposta de Frei Demetrius sobre a carta &amp;quot;Denúncia contra o pseudo carismatismo em Hortolândia/SP&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;i&amp;gt;Paulo, paz e bem.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:Recentemente acessei na internet sua &amp;quot;carta&amp;quot; sobre acontecimentos ocorridos na comunidade São Benedito. Vi minha foto (tirada do Centro Bíblico Verbo Divino, onde sou pesquisador da Bíblia) na carta e fotos do grupo que parecem ser noutra Igreja. Desde já concordo, com algumas de suas observações. Durante meu período de paroquiado (2001-2007) '''sempre tive conflitos com o grupo e sempre procurei ser fiel ao Evangelho''', orientando e encaminhando as decisões sobre problemas para o Conselho da Comunidade. Em alguns momentos '''realizei algumas intervenções'' no grupo, ''no sentido de evitar exageros que são alheio ao Evangelho de Cristo'''. '''Sempre fui contra a ida de nossos paroquianos à Canção Nova (é isso é público)''', mas nunca difamei a Canção Nova, pois lá existe as sementes do Evangelho. '''Numa ocasião eu proíbi que todos os grupos de oração na Paróquia Santa Luzia realizassem a chamada &amp;quot;oração em línguas&amp;quot;'''. '''Quero enfatizar que, ao contrário do dito nas observações de sua carta, a proibição foi total, mesmo que houvesse intérprete'''. O Documento 53 da CNBB permite se houver intéprete. Seguindo a orientação do bispo arquidiocesano e do clero desta mesma arquiocese, a proibição por mim anunciada foi total. E é claro que eu tinha consciência da desobediência de alguns membros do grupo, mas também tinha consciência que eles terão de prestar contas de seus próprios pecados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Quero te dizer também que eu sempre fui conhecido por amar profundamente a Igreja, pois acredito que a Igreja é o &amp;quot;Sacramento de Cristo&amp;quot;. Por isso, sempre que discordei de algo, dentro da Igreja, sempre procurei debater com as pessoas dentro da própria Igreja, pois ela é minha família. Nunca expus minha Igreja ao ridículo público. Tenho pecados, mas minha vida nunca foi motivo de escândalo para os pequeninos de Deus. Estranhou-me o fato de você expor nossa comunidade na &amp;quot;internet&amp;quot; causando mais clima de conflito, do que de reconciliação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Não quero que a minha foto seja associada às idéias conservadoras e heréticas do prof. Orlando Fedeli e sua esposa. Gosto da Missa de sempre. Gosto também da missa de hoje, sem os absurdos carismáticos que esvaziam o sentido profundo da divina liturgia. Como católico apostólico romano, sou a favor e defensor radical do Concílio Ecumênico Vaticano Segundo. Prof. Orlando, cita falas do cardeal Ratzinger tentando desqualificar a natureza dogmática do Concílio. No entanto não cita as frases do atual Papa Bento XVI que corroboram a natureza profundamente dogmática do Concílio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Por fim, saliento que algumas ideias expostas no sítio da Montfort são verdadeiras. Mas grande partes das ideias ali escritas são fruto de um total esquecimento do Evangelho de Cristo. Prefiro o Evangelho do que a Montfort, a Canção Nova, os grupos de oração. Os céus e a terra passarão. Mas as Palavras de Jesus não passarão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Celebro a missa com amor. Seja em português, seja em Latim. O que importa é anunciar o Evangelho. E isso tem de ser feito na língua do povo. Por isso, sou contra essa bobagem de oração em línguas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:Um grande abraço em Cristo, o único sentida da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:de seu irmão menor...&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
:Frei Demetrius, OFMCap&lt;br /&gt;
:Piracicaba-SP&lt;br /&gt;
&amp;lt;/i&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo</name></author>	</entry>

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